Caso com mais de duas décadas foi revisitado e mostra-se surpreendente.
No dia 29 de setembro de 1996, um domingo, o jornal El Diário Austral,
de Temuco, comoveu a 10ª Região dos Lagos, e também grande parte do
Chile, com a manchete "Espantoso e estremecedor relato: 'Tenho contato
com os extraterrestres'". A matéria, assinada pelo jornalista Pablo
Sandoval, tinha todos os ingredientes que chamavam a atenção do público e
fazia a população comentar no dia seguinte, para depois ficar no
arquivo de algum colecionador de raridades e ser esquecido com o passar
do tempo.
Quem era esse menino, de nome Evaristo, que dizia enfaticamente estar em
contato com seres extraterrestres? Ofereceu todo um relato, cheio de
fantasia para alguns, enquanto, para outros, era um caso totalmente
coerente se analisado sob conceitos ufológicos. A notícia traspassou
fronteiras rapidamente e o diretor da revista digital TOC [Tecnologia,
Ovnis e Ciência], Rodrigo Cuadra, a transcreveu quase na totalidade e
foi amplamente difundida por todo o mundo.
Síntese do caso
Segundo as crônicas da época, o protagonista, Evaristo Amollado Agüero,
com 13 anos, era um garoto que cursava o sétimo ano básico na escola La
Rinconada, de Choshuenco (comunidade de Panguipulli). Sua criação foi ao
lado de seus avós maternos, pois sua mãe tinha se mudado para capital,
Santiago, à trabalho, e seu pai era desconhecido para ele. Conforme
soube-se, por sua própria narração, grande parte de sua atividade
desenvolvia a uns 30 km de Choshuenco, no setor denominado Alto Neltume,
lugarejo nos rincões da 10ª Região, um povoado, naqueles anos, de
poucas casas e habitantes, zona de grande influência indígena, pacífica,
tranqüila, mas também com sua própria história.
O menino assegurou ao repórter que o entrevistou, que sua experiência
vinha desde anos anteriores e não era um assunto recente. Agüero expôs
que, aos 11 anos, quando se encontrava entre algumas árvores brincando,
em uma área arborizada, viu algo como um helicóptero. Este aparelho
voador teria baixado em um clarão da montanha e, com a curiosidade de
qualquer pessoa, foi olhar. Seu desejo era ver o helicóptero no solo,
mas quando chegou perto, se deu conta que o objeto que estava observando
era totalmente desconhecido. Mencionou textualmente ao jornalista:
"Era médio, redondo, não tinha essas coisas que têm os helicópteros em
cima (as hélices), tinha um montão de luzes de várias cores que saíam
por umas janelinhas", declarou. Ainda que, a princípio, mencionou não
ter medo, só curiosidade, agregou que nesse momento tratou de tentar
arrancar em disparada, mas "me travou as pernas e fiquei como
paralisado, também não podia gritar e, quando me voltei, vi dois homens
caminhando em minha direção". Mencionou que estas pessoas não lhe
falaram, no entanto o levaram ao interior do artefato. "Ali eles
conversavam em um idioma que eu não entendi", comentou. "Depois, à
força, me fizeram tomar um remédio e, quase de imediato, estes homens
começaram a mudar. Ficaram mais garotos e já não eram tão humanos,
porque tinham outro couro e a cabeça era como um triângulo com duas
anteninhas, mas não me deu medo. Eles me explicaram que tinham feito
isso - se mostrar como humanos - porque caso tivessem se apresentado
como são, eu podia ter morrido de susto. Disseram-me também que eu fui
eleito, porque eles sabiam que ia ficar sozinho. Me deitaram em uma
cama, como os doutores, e começaram a me revisar. Depois, me colocaram
uma coisa, mas não doía. Daí fecharam a porta e a 'coisa', que tinha
vários aparelhos com botões, parece que começou a voar."

A manchete de 1996, que incentivou a retomada das pesquisas sobre os fatos
Segundo o relato do garoto Agüero, este conheceu o lar desses seres tão
especiais, que ficava a 33 trilhões de quilômetros da Terra. "Era como
um ginásio e dentro tinham várias casas", afirmou e adicionou que
puseram algumas coisas dentro de seu corpo, mas que não lhe molestavam.
Acrescentou que o planeta chamava-se Wirlower e que os seres agora eram
seus amigos e tinha seus preferidos para conversar. Seguindo o relatado,
mencionaram que não são os únicos e que há outros povos
extraterrestres, mas alguns não são bons. O menino agregou que teve
contatos de forma continuada, porém, quando pretendeu que seus avós ou
outras pessoas os vissem, estas não os viam.
Baseado nas conversas que teve com o entrevistador naquela oportunidade,
se começa a incorporar episódios estranhos, como a participação de um
comerciante de nome Antonio Hormazábal, que ao se inteirar do assunto
foi com sua câmera filmadora à escola onde estudava, mas ela sofreu uma
série de falhas inexplicáveis que tornaram impossível uma filmagem
correta. Neste ponto, um professor de Agüero o teria escutado mencionar
sobre não querer ser filmado por aquela gente e descarregaria a bateria
da câmera.
Este é um dos tantos detalhes que seguramente sairam à luz nesses
momentos e Pablo Sandoval deixou impresso naquela reportagem, além da
opinião dos vizinhos da localidade de Choshuenco, que se dividiram entre
quem pensava que o menino estava doente, outros que eram fantasias
próprias de sua idade, e também muitos estimavam que o relato
correspondia a situações realmente vivenciadas. Para o jornalista em
campo, o que mais lhe chamou a atenção foi a similitude da narração com o
que expressavam os ufólogos em pesquisas mundiais, além do fato que
teria sido muito difícil ao garoto recolher tanta informação
privilegiada com respeito ao tema Ufologia em uma zona tão afastada e
despovoada, onde desenvolvia sua vida. Tudo expressado foi extraído da
mesma reportagem anteriormente citada, publicada em 29 de setembro de
1996, no número 29119 (Ano LXXXI) do El Diário Austral de Temuco,
incluída em suas páginas interiores 25 e 26.
O Instituto de Investigação e Estudos Exobiológicos (IIEE), com sua
delegação chilena, tomou contato com pessoas da região há algum tempo,
todavia, quase ninguém recorda este caso, e os que de alguma forma o
relembram, emitem e acrescentam fabulosos conhecimentos a este menino, o
qual teria deixado impressionado aos professores de sua humilde escola
em Choshuenco, com suas dissertações de trigonometria avançada, física
quântica e outros conceitos similares, todos atribuídos a estes seres
misteriosos, amigos do garoto em questão. Neste ponto, também é
necessário acrescentar que, postos em contato com o jornal que emitiu a
notícia naquele ano, e depois de consultar vários funcionários da
redação, ninguém recordava este assunto, indicando que passou
desapercebido, como uma notícia a mais e se perdeu no tempo. O tempo
corre inexoravelmente na contramão quando se trata de uma investigação
dilatada pelo passar dos anos, as pessoas mudam, as circunstâncias
também, as interpretações, os interesses etc.
Por último, analisando profissionalmente a crônica da época, o
jornalista em nenhum momento falou de "conhecimentos especiais" do
menino, mas sim mencionou a linguagem de Evaristo ao expressar-se. Um
linguajar culto e de um entendido em Ufologia, muito coerente, com
atitude de passar discretamente entre seus vizinhos e colegas de
colégio. Impressionou ao profissional a forma de expressar de um menino
que vive bastante afastado da grande cidade, com uma maneira de se
comunicar diferente das crianças do lugar. Seguindo a linha de
procedimentos adotados no IIEE, os pesquisadores resolveram seguir com
as investigações, mesmo após vários anos da famosa notícia comentada
pormenorizadamente nesta primeira parte.
15 anos depois dos acontecimentos
A equipe do IIEE, em sua metodologia de trabalho, sempre tratou de não
esquecer os detalhes de casos antigos, e menos ainda as pessoas
envolvidas neles. Recorrendo e ajudados por uma graça do destino, a qual
algumas pessoas denominam "coincidências" e, outras, "casualidades",
foram adentrando, pouco a pouco, na busca por detalhes do ocorrido. No
final de 2009, surgiu a oportunidade de conhecer um pouco mais da vida
de Evaristo Agüero, por intermédio de um parceiro de colégio e que, de
alguma forma, teve acesso a seus pensamentos íntimos, impressões
pessoais de sua relação juvenil com nosso protagonista, anos após os
acontecimentos. Depois de uma série de trâmites e datas a concretizar, o
encontro com este jovem de nome Nelson Figueroa Martínez foi no dia 02
de janeiro de 2010, em Santiago.
A conversa realizou-se em uma cafeteria da comunidade de Providência, na
capital. A incógnita para o ufólogo Raúl Núñes Gálvez - maior
responsável pela investigação - era sobre com quem se encontraria, e se
seu depoimento seria concordante com as notícias da imprensa,
comprovaria ou não os rumores que se expandiram e a dúvida sobre se os
acontecimentos que acompanharam toda a vida de Evaristo seriam reais ou
inventados. Por fim, feitas as devidas apresentações, resultou ser um
jovem totalmente centrado, correto e com um grande respeito por seu
antigo amigo. Chegou no tempo e horário marcado, ponto muito a seu
favor.
Nelson se recorda da sua vida e amizade com Evaristo
A seguir, a transcrição escrita da conversa, realizada através de um gravador:
Apresente-se.
Sou Nelson Eduardo Figueroa Martínez, tenho 26 anos, atualmente sou
estudante de direito da Universidade Católica de Temuco e também técnico
jurídico da Universidade Arturo Prat. Nasci em Panguipulli, Região dos
Rios.
Você conhece Evaristo Amollado Agüero? Como o conheceu? Como se iniciou esta relação?
O conheci enquanto estudava o ensino médio - quarto ano -, deve ter sido
no ano de 2001 ou 2002. Eu tinha 17 anos, ele também cursava o mesmo
período. No liceu, havia cinco quartos, ele estava no quarto E, eu no
quarto B. O conheci pelo tema ufológico, já que eu também me dedicava a
ler e pesquisar sobre certos avistamentos. Meus colegas o comentavam
como "o louco Evaristo" e o tomavam para chacota. No quarto ano, tive
que ficar internado no liceu para poder estudar, e ele, como era de
Choshuenco, também estava interno. Tive um amigo que se chamava César
Urra, ele o conhecia. Me fiz amigo de César primeiro, por intermédio
dele fui me acercando ao grupo, e assim conversando com Evaristo... nos
tornamos amigos... primeiramente não falamos deste tema, até que lhe
comentei coisas que se passavam comigo e ele, pouco a pouco, foi se
abrindo e começou a comentar as que lhe ocorreram quando menino.
Contou-me que tudo começou quando tinha entre os oito e 10 anos, ou
seja, teve consciência do que lhe passava, mas me narrou também que,
para ele, começou tudo antes, ao redor dos cinco anos de idade, pois
sonhava muitas coisas, com naves, seres diferentes, com entes. Mas para
ele, em primeiro lugar, eram só sonhos. Um dos fenômenos que lhe chamou a
atenção foi quando sonhou que era baixado de uma nave e tropeçava, se
golpeava com dificuldades para se livrar daquilo, da nave, e fez uma
ferida em seu braço. Ao acordar, tinha realmente uma ferimento no braço,
o que começou a lhe inquietar.
Também recordo sua narração de que, aos 10 anos - por isso discrepo dos
comunicados publicados [acrescentou Nelson] - estando em sua casa,
captou um chamado telepaticamente, estava assistindo televisão junto a
sua avó e sentiu uma força irresistível de sair. Não sabia de onde vinha
esta energia. Perdeu certa capacidade motriz, comentou... não tinha
força de vontade sobre seu corpo. A única ação que conseguiu foi tomar
um pequeno cão em seus braços e o levou com ele. Em um momento, viu-se
caminhando, caminhou muito... perdeu a noção da distância... e
encontrou-se no meio de uma pampa... sumamente escura...não sabia onde
estava...
O que me chamou a atenção nele, era a forma de se expressar, pois se
notava que não possuía conhecimentos ufológicos. Eu tinha lido sobre o
tema e me parecia interessante que relacionasse certos fenômenos sem ter
a terminologia ufológica adquirida. Este é um detalhe que me chamava a
atenção, da forma em que contava suas coisas... Recordo que me disse um
dia..."E ali eles chegaram!". Eu disse "Eles?" "Uma nave", falou.
Comentou que a nave que viu não era oval, nem na forma de prato, mas sim
como um lápis - eu a imaginei como um cigarro -, baixou do céu, desceu e
não pousou em terra, se abriu e surgiu uma rampa. Viu dois seres
pequenos e um ser grande, o grande tinha aparência humana, este era
super alto, disse que eram muito pálidos. Nesse instante ele não tinha
medo e ainda não havia recuperado sua capacidade motriz. Escutou uma voz
que lhe disse... que não tivesse medo, então pôde se soltar e ao cão
também... O cachorro dava voltas ao redor de Evaristo e ladrava muito,
foi quando um destes seres sacou um aparelho em forma de lanterna e
apontou ao cão, de tal modo que movia seu focinho, gesticulava, mas não
se escutava seus latidos... não se ouvia nenhum som...
Outra coisa que me chamou a atenção..., é que me contou que lhe passaram
uma cápsula, com um líquido verde para beber, como ele sentiu certa
confiança, bebeu... desmaiou, logo após reagiu, sentiu e teve
consciência de que todos os fenômenos que tinha presenciado desde os
cinco anos eram reais e não sonhos. Comunicaram-lhe que fazia tempo que o
tinham levado... o ser grande era como um robô, um andróide com
aparência humana, os "originais" eram os baixinhos. As mulheres portavam
algo como antenas, os varões não. Contou que os seres eram obesos, com
uns cintos cruzados sobre o torso, se alimentavam basicamente de água e
vinham fazer, entre outras coisas, buscar água. Disse nessa ocasião que o
levaram a outro planeta. Viajavam através do tempo, como num buraco em
espiral. Para fazer a viagem, meteram-no dentro de algo como um
plástico, ele se deteu em frente a uma janela e viu o planeta.
No caminho, sentiu que seu corpo e pele de distorciam e, à medida que se
acelerava, esta sensação esticava muito sua pele... voltou a desmaiar.
Avista o planeta e explicaram-lhe que era artificial, eles tiveram um
planeta nativo, mas que haviam esgotado os recursos, quando se deram
conta tiveram que se transladar a estações espaciais. Eram milhões no
princípio, só ficaram uns 2.000 e, para sobreviver, tiveram que recorrer
a estações artificiais. A maioria dos habitantes são cientistas ou
pessoas de ciência. Obtêm amostras de sangue de humanos para criar um
próprio DNA e ver a possibilidade de infiltrarem-se entre nós, pois
estariam cansados de viver como o fazem. Suas casas são como estruturas
de domos ou cápsulas... Lembro que, numa oportunidade, a professora de
inglês o chamou diante na sala e foi submetido a perguntas por parte dos
alunos...
Como foi recepcionado ou recebido por seus colegas?
Causou novidade, fizeram perguntas básicas, por exemplo, como iam ao
banho? Respondeu que se metiam em uma espécie de ducha, onde seus poros
do corpo se abriam e emitiam vapor... essa resposta me pareceu lógica,
já que a alimentação seria à base de água! Também lhe perguntaram se
éramos filhos de Deus ou Lucifer... lembro disso...
Acha que Evaristo era realmente um gênio em seus conhecimentos, falava de trigonometria, física quântica etc?
Não, em absoluto, era totalmente normal. Disse que tinham lhe dado
certas habilidades, como a telepatia e a telecinésia, mas que ele jogava
com estes dons e, certa vez, apagou e queimou uma televisão, então eles
consideraram que não possuia maturidade suficiente e tiraram dele estas
capacidades.
A notícia da imprensa naqueles tempos fala de um comerciante e que sua máquina não funcionou no momento de estar com Evaristo...
Sim, recordo, ele disse que teve algo a ver com isso, mas ele era normal, nem autista, nada de nada, totalmente normal.
Poderia ter adquirido algum conhecimento ou estudo aprofundado de Ufologia, por leituras ou Internet, naqueles anos?
Não, isso é impossível, na zona que estávamos era muito difícil.
Há quanto tempo não vê Evaristo?
Vi a última vez no ano de 2002, num ônibus repleto de pessoas. Era
sexta-feira, sentei atrás e o encontrei de serviço militar. Nos
cumprimentamos e me disse que tinha intenções de ingressar na Força
Aérea. Dada minha confiança, perguntei se seguia em contato com aquelas
criaturas, e respondeu que não podia se contatar com eles, ainda que os
mesmos poderiam, se quisessem, por telepatia. Agregou que não viriam
mais, pois lhe disseram que devia seguir sua vida, pois já estava em
idade adulta e não o iriam molestar mais.
Minhas lembranças são que deste momento perdi contato com Evaristo.
Ainda que minha memória me faça recordar algumas coisas parciais, como
seus relatos sobre seres bons e ruins no espaço, e que alguns maus o
atacavam de forma psíquica, era prevenido pelos que ele tinha contato.
Para fugir destes ataques, isolava-se, tomava banho e meditava. Também
recordo que, uma vez, disse que o submetiam a certas provas
psicológicas, por exemplo, como reagiria no deserto, mas tudo era
mentalmente. Falava de pequenas bolas de futebol brilhantes, que se
deslocavam e, muitas vezes, eram os andróides que o contatavam.
Sua linguagem, seguramente, ao falar destas bolas brilhantes que o
seguiam e podiam entrar pelas janelas, é assimilado por mim como o que
conhecemos com a terminologia foo-fighter. Chamava sempre atenção sua
linguagem com respeito a isso... Uma vez mencionou que, quando o levaram
a seu planeta, eles lhe falaram que tinham levado também três pessoas
que se diziam abduzidas para estudar. Os estudos que fizeram
determinaram que dois eram falsos e um verdadeiro.
Conhece os pais dele?
Nunca me falou deles, vivia com sua avó. Comentava estes fenômenos com ela, mas a mesma não dava atenção.
Acha que ele possa se enojar por esta entrevista?
Não creio, tenho boas lembranças dele. E sempre me pareceu um bom
colega, especial, isso sim, e sempre lhe respeitei... Ainda que, com o
tempo, emprego o método da dúvida, não sei se acredito nele ou não, mas
caso seja verdadeiro, é algo fantástico... não consigo imaginar como
seria se fosse confirmado como realidade.
Nelson Martínez [D] é inquirido pelo ufólogo Raúl Núñes Gálvez
Detalhes e impressões iniciais
Até aqui, tratamos da transcrição da gravação realizada em janeiro deste
ano ao jovem estudante de Temuco. A mesma foi lenta e muito custosa,
pois realizou-se em uma zona movimentada, com forte trânsito de
veículos, em um café de Providência, mas é o primeiro passo para
adentrar neste interessante caso e saber algo mais. Foram obtidas
algumas conclusões parciais, depois do ufólogo Raúl Núñes Gálvez
conhecer de perto e conversar longamente com Nelson Martínez, que chegou
a ser confidente de Evaristo Agüero. Trataremos delas, resumidamente:
- Evaristo não gostava de falar do tema fora de seu meio próximo;
- Recusou o convite de um importante programa de TV daquele tempo, com Patricio Banhados;
- Contou ao jornalista da época só o que quis e guardou informações de
sua vida e das experiências com os supostos encontros com seres
andróides;
- O início dos supostos contatos não seria aos oito anos, senão muito
antes. Aos cinco anos ele já tinha "sonhos", feitos realidade
posteriormente;
- Nunca foi um menino genial, com grandes conhecimentos, só um jovem especial por seus relatos;
- Ao que parece, anos decorridos dos acontecimentos, se reafirmou neles (segundo o encontro que teve no ônibus com Nelson);
- Tem interesse em assuntos aéreos, disse querer pertencer à Força Aérea;
- Não parece ter adquirido informação ufológica privilegiada naquele tempo;
- Manejava capacidades extrasensoriais (pelo visto, a filmadora do Sr. Hormazabal sofreu com isso);
- Há plena concordância com outros casos de arquivos mundiais,
semelhantes e pesquisados por décadas. Por exemplo, a questão da
observação constante de sondas esféricas (chamadas de foo-fighter por
Nelson), a lanterna-pistola, a descrição dos seres originais e suas
vestimentas, o humanóide alto robotizado, alimentação aquosa etc;
- Evaristo falou de um aparelho redondo à imprensa, mas neste presente
trabalho, Nelson menciona e recorda claramente uma nave em forma de
lápis também;
- Em relato à imprensa, Evaristo falou de um encontro bastante rude e
improvisado com os extraterrestres. Contou do líquido que lhe fizeram
beber, e sua estranheza ao vê-los mudando de aspecto. Isto concorda só
em parte com o expressado por Nelson, mas factível, pelo passar do tempo
dos acontecimentos;
- Um dos elementos que mais chama a atenção de Nelson - e ao jornalista
que o entrevistou no ano 1996 -, é a linguagem e a forma de se expressar
de Evaristo. Nelson acrescenta que seu colega de liceu faz descrições a
certos fenômenos em palavras muito coloquiais e simples, que ele mesmo
(Nelson) as registrava sob a terminología ufológica, conhecida e usada
habitualmente por pessoas relacionadas com o Fenômeno UFO. Por exemplo,
pequenas bolas brilhantes de futebol = foo-fighter [Sondas ufológicas];
Até este ponto, só podemos reproduzir as indagações que fazia a imprensa
naquela data. Real? Falso? Evaristo tinha uma grande imaginação? Sem
querer entrar em mais detalhes nesta primeira parte, só podemos
acrescentar que os ufólogos envolvidos na pesquisa asseguram que
seguirão o resgate e esclarecimento deste caso, que tem acordado de sua
letargia inicial, e quiçá nos encontremos com algumas surpresas
maiúsculas - e alguma decepção também -, mas estão tentando e isto é
louvável. Seguramente, fará remexer alguma memória esquecida da região e
conseguirão adentrar no verdadeiro enigma que passou pela localidade de
Choshuenco e acometeu ao jovem estudante Evaristo, no ano 1996.
FONTE: REVISTA UFO
Ufos-Wilson
http://ufos-wilson.blogspot.com/2017/11/chile-investigacao-em-2010-buscou.html