sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Ovnilogia

Universo e céu profundo
UFO PORTUGAL | INVESTIGAÇÃO

OVNIs NA EUROPA EM 2026: O CÉU VOLTA A SER PALCO DE OBSERVAÇÕES MISTERIOSAS

Relatos de pilotos, fenómenos luminosos e a atenção crescente das instituições europeias voltam a colocar os fenómenos aéreos não identificados no centro do debate.

Por: Redação UFO Portugal
6 de novembro de 2026 | Investigação e fenómenos aéreos

O que está realmente a acontecer nos céus europeus? Em 2026, novos testemunhos de profissionais da aviação e uma maior atenção institucional voltaram a alimentar o interesse pelos fenómenos OVNI.

UM ANO DE CRESCENTE INTERESSE PELOS FENÓMENOS OVNI

O fenómeno dos Objetos Voadores Não Identificados (OVNI) continua a despertar curiosidade em toda a Europa. Em 2026, o tema ganhou novamente destaque através de testemunhos de pilotos, notícias sobre a monitorização de fenómenos aéreos anómalos e acontecimentos luminosos observados em vários países.

A designação internacional UAP, correspondente a Fenómenos Anómalos Não Identificados, é atualmente utilizada para descrever acontecimentos observados no céu que não podem ser imediatamente identificados.

É importante distinguir os relatos sem explicação de acontecimentos cuja origem já foi determinada. Um fenómeno não identificado não significa necessariamente que tenha origem extraterrestre.

BRUXELAS E O INTERESSE PELOS FENÓMENOS UAP

Uma das notícias mais relevantes deste ano surgiu a 17 de agosto de 2026, quando a Euronews publicou uma investigação sobre o acompanhamento de fenómenos aéreos e espaciais não identificados pela Comissão Europeia.

Segundo a reportagem, documentos consultados pela publicação indicavam que o executivo europeu acompanhava este tipo de fenómeno pelo menos desde 2023.

A informação aponta para uma crescente atenção às capacidades de deteção e identificação destes acontecimentos, num contexto em que a segurança do espaço aéreo assume importância crescente.

A investigação destes fenómenos não representa uma confirmação de tecnologia extraterrestre. Representa, antes, o reconhecimento de que determinados acontecimentos devem ser registados, analisados e compreendidos.

A reportagem completa pode ser consultada na Euronews Portugal.

UM TESTEMUNHO IMPRESSIONANTE: PILOTOS OBSERVAM LUZES DURANTE MAIS DE DUAS HORAS

Entre os testemunhos divulgados em 2026 destaca-se o de Rob Akkermans, piloto comercial neerlandês, que relatou à Euronews uma observação ocorrida em 2023 durante um voo entre o Médio Oriente e os Países Baixos.

Segundo o piloto, dois pilotos e quatro membros da tripulação de cabine observaram luzes estranhas enquanto sobrevoavam a região a sul de Chipre.

O testemunho descreve luzes que aumentavam intensamente de luminosidade e depois desapareciam gradualmente. Em determinados momentos, pareciam existir vários pontos luminosos, alguns dos quais aparentavam movimentar-se uns em relação aos outros.

A observação terá durado mais de duas horas, segundo o relato apresentado à publicação.

O facto de várias pessoas da mesma tripulação terem observado o fenómeno torna o testemunho interessante para a investigação. Contudo, não foi apresentada uma identificação independente e conclusiva daquilo que foi observado.

O relato completo está disponível na reportagem original da Euronews.

8 DE MARÇO DE 2026: UMA ENORME BOLA DE FOGO ATRAVESSA A EUROPA

Um dos acontecimentos celestes mais impressionantes deste ano ocorreu no dia 8 de março de 2026.

Por volta das 18h55, hora da Europa Central, uma enorme bola de fogo foi observada por pessoas na Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Países Baixos.

Registo da bola de fogo observada na Europa em março de 2026

Imagem: AllSky7 / Bernd Klemt, através da Agência Espacial Europeia.

O fenómeno permaneceu visível durante aproximadamente seis segundos, deixando um rasto luminoso antes de se fragmentar.

A Agência Espacial Europeia (ESA) confirmou que o acontecimento foi registado por câmaras especializadas de observação de meteoros e por equipamentos de cidadãos.

A equipa de Defesa Planetária da ESA estimou que o objeto poderia ter alguns metros de diâmetro. Foram também comunicados pequenos fragmentos de meteorito que terão atingido pelo menos uma habitação em Koblenz-Güls, na Alemanha, sem registo de feridos.

Embora algumas testemunhas possam ter interpretado inicialmente o fenómeno como um OVNI, a análise da ESA identificou-o como uma bola de fogo associada à entrada de um objeto na atmosfera terrestre.

Este episódio demonstra a importância de cruzar testemunhos com dados científicos antes de classificar uma observação.

Consultar a investigação oficial da Agência Espacial Europeia.

Vídeo do fenómeno registado em março

Vídeo: ESA / AllSky7.

O QUE DIZEM AS AUTORIDADES E OS INVESTIGADORES?

A discussão sobre os UAP envolve atualmente diferentes áreas: segurança da aviação, investigação científica, observação astronómica e análise de testemunhos.

Os especialistas procuram determinar se os objetos observados correspondem a aeronaves convencionais, satélites, drones, balões, fenómenos atmosféricos ou outros acontecimentos ainda não identificados.

A recolha de dados é fundamental. Fotografias isoladas, vídeos sem referência de distância e testemunhos sem localização ou horário preciso dificultam a identificação.

OVNI NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE EXTRATERRESTRE

Um dos erros mais comuns na discussão deste tema é considerar que todos os objetos não identificados são necessariamente naves extraterrestres.

A designação OVNI significa apenas que, no momento da observação, não foi possível identificar a natureza do objeto ou fenómeno.

A investigação responsável exige abertura à possibilidade de fenómenos ainda desconhecidos, mas também rigor na análise e respeito pela evidência disponível.

CONCLUSÃO: A EUROPA CONTINUA A OLHAR PARA O CÉU

Os acontecimentos de 2026 mostram que os fenómenos aéreos não identificados continuam a merecer atenção pública e institucional.

Os testemunhos de pilotos, a investigação divulgada sobre a Comissão Europeia e os acontecimentos astronómicos registados pela ESA demonstram a importância de estudar aquilo que observamos nos nossos céus.

Até 6 de novembro de 2026, os acontecimentos aqui documentados não constituem prova pública conclusiva de visitas extraterrestres.

Uma pergunta permanece:
Estaremos perante fenómenos naturais e tecnológicos que ainda não conseguimos identificar imediatamente, ou existirão acontecimentos que desafiam verdadeiramente o conhecimento científico atual?

O céu permanece aberto a perguntas. E algumas delas continuam sem resposta.

FONTES E DOCUMENTAÇÃO

UFO PORTUGAL
Investigação, informação e divulgação dos fenómenos OVNI.

Artigo elaborado com base em informação pública e documentação das fontes identificadas.


 

ENCONTROS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU: A FICÇÃO DE HOLLYWOOD E A VERDADEIRA INVESTIGAÇÃO DA FORÇA AÉREA AMERICANA SOBRE OVNIs





ENCONTROS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU: A HISTÓRIA REAL POR TRÁS DO FILME

Entre os arquivos da Força Aérea dos Estados Unidos, os avistamentos de OVNIs e a imaginação de Steven Spielberg, onde termina a realidade e começa a ficção?

Modelo da nave extraterrestre utilizado no filme Encontros Imediatos do Terceiro Grau
Modelo da nave-mãe utilizado na produção do filme de Steven Spielberg, em 1977.

Quando Encontros Imediatos do Terceiro Grau chegou aos cinemas, em 1977, apresentou ao mundo uma história extraordinária: pessoas comuns a testemunhar fenómenos inexplicáveis, objetos voadores desconhecidos e uma possível tentativa de comunicação com seres extraterrestres.

O filme tornou-se uma das obras mais marcantes da história do cinema de ficção científica. Mas existe uma pergunta que continua a despertar curiosidade: terá Steven Spielberg utilizado acontecimentos reais investigados pela Força Aérea dos Estados Unidos?

A resposta é mais interessante do que parece. O filme não é a reprodução de um único caso comprovado, mas nasceu num período em que os Estados Unidos investigavam milhares de relatos de objetos voadores não identificados.

1. A Força Aérea dos Estados Unidos e os OVNIs

Relatório original do Projeto Blue Book
Documento relacionado com o Projeto Blue Book e a investigação de avistamentos de OVNIs.

Depois da Segunda Guerra Mundial, os relatos de objetos voadores desconhecidos começaram a multiplicar-se nos Estados Unidos. Em 1947, o piloto Kenneth Arnold relatou ter observado objetos que se deslocavam a grande velocidade perto do Monte Rainier, no estado de Washington.

O episódio tornou-se um dos acontecimentos mais conhecidos da história moderna dos OVNIs e ajudou a popularizar a expressão «discos voadores».

Perante o aumento dos relatos, a Força Aérea norte-americana iniciou diferentes programas de investigação. Entre eles estiveram o Projeto Sign, o Projeto Grudge e, posteriormente, o famoso Projeto Blue Book.

O Projeto Blue Book funcionou entre 1952 e 1969. Durante esse período, foram registados 12.618 relatos de fenómenos aéreos não identificados. Segundo os resultados oficiais, 701 casos permaneceram sem explicação conclusiva.

O facto de um caso permanecer sem explicação não significa automaticamente que tenha origem extraterrestre. Significa apenas que os dados disponíveis não permitiram chegar a uma conclusão definitiva.

2. Os avistamentos de Washington em 1952

Documentação histórica relacionada com a investigação de OVNIs
Os documentos e relatórios militares constituem uma parte importante da história da investigação dos OVNIs.

Um dos acontecimentos mais conhecidos ocorreu em julho de 1952, quando vários objetos desconhecidos foram detetados nos radares próximos de Washington, D.C.

Os relatos envolveram operadores de radar, pilotos e testemunhas no solo. A situação ganhou dimensão nacional e levou a Força Aérea a organizar uma conferência de imprensa.

As autoridades apresentaram explicações possíveis, incluindo fenómenos atmosféricos e interpretações incorretas dos sinais de radar. Contudo, o episódio ficou conhecido como o «Washington UFO Incident» e continua a ser discutido por investigadores da história da ufologia.

Embora não exista prova de que os acontecimentos tenham envolvido naves extraterrestres, o episódio demonstra o ambiente de incerteza e interesse público que rodeava o fenómeno OVNI naquela época.

3. J. Allen Hynek: o cientista que ajudou a classificar os encontros

J. Allen Hynek e Jacques Vallée
O astrónomo J. Allen Hynek, à esquerda, com Jacques Vallée.

Uma das figuras mais importantes da investigação oficial dos OVNIs foi o astrónomo J. Allen Hynek.

Hynek trabalhou como consultor científico para os programas de investigação da Força Aérea dos Estados Unidos. Inicialmente, tinha uma posição bastante cética relativamente aos relatos de OVNIs.

Com o passar dos anos, porém, começou a considerar que alguns testemunhos mereciam uma investigação mais aprofundada.

Foi Hynek quem popularizou uma classificação dos chamados «Encontros Imediatos», dividindo os relatos em diferentes categorias.

Os três tipos de encontros

Primeiro grau: observação de um objeto voador não identificado a curta distância, sem interação física conhecida.

Segundo grau: observação acompanhada de possíveis efeitos físicos, como marcas no terreno, interferências ou alterações no ambiente.

Terceiro grau: relatos de observação de ocupantes ou entidades associados ao objeto voador.

Esta classificação tornou-se mundialmente conhecida graças ao filme de Spielberg.

4. Steven Spielberg e a inspiração para o filme

Steven Spielberg desenvolveu uma história que misturava ficção científica, testemunhos de avistamentos e a possibilidade de contacto entre a humanidade e uma civilização extraterrestre.

O realizador não apresentou o filme como uma reconstituição de um acontecimento militar específico. A obra foi construída a partir de várias ideias e referências relacionadas com o fenómeno OVNI.

Um dos aspetos mais interessantes é a presença de investigadores, militares e cientistas envolvidos na tentativa de compreender os objetos desconhecidos.

O filme também explora uma questão que continua a alimentar o debate sobre os OVNIs: será possível que alguns fenómenos observados no céu correspondam a algo que ainda não conseguimos explicar?

5. A misteriosa montanha e o encontro com os extraterrestres

Devils Tower no Wyoming, Estados Unidos
Devils Tower, no Wyoming, tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis do filme.

No filme, várias pessoas começam a ter visões de uma formação rochosa que não conseguem esquecer. Essa imagem conduz os protagonistas até Devils Tower, no estado do Wyoming.

É nesse local que acontece a sequência mais emblemática da história: a chegada de uma enorme nave extraterrestre e o primeiro contacto entre seres humanos e visitantes de outro mundo.

A cena é inteiramente ficcional. Não existe confirmação histórica de que tenha ocorrido um encontro semelhante naquele local.

Ainda assim, a escolha de uma paisagem real ajudou a dar credibilidade visual à narrativa e tornou Devils Tower um destino associado à cultura OVNI.

6. O que é realidade e o que é ficção?

É importante separar os factos históricos dos elementos criados para o cinema.

Factos históricos:

  • A Força Aérea dos Estados Unidos investigou milhares de relatos de OVNIs.
  • O Projeto Blue Book existiu entre 1952 e 1969.
  • Foram registados 12.618 casos no âmbito do programa.
  • 701 casos permaneceram sem explicação conclusiva na avaliação oficial.
  • J. Allen Hynek participou na investigação e desenvolveu a classificação dos encontros próximos.
  • Os avistamentos de Washington, em 1952, foram um acontecimento real.

Elementos ficcionais:

  • A história específica dos protagonistas do filme.
  • A comunicação musical com uma civilização extraterrestre.
  • A chegada da enorme nave a Devils Tower.
  • O contacto pacífico apresentado no final da obra.

7. O relatório oficial e as perguntas que continuam em aberto

Em 1969, a Força Aérea anunciou o encerramento do Projeto Blue Book. A conclusão oficial foi que não existia evidência de que os fenómenos investigados representassem uma ameaça à segurança nacional ou que demonstrassem capacidades tecnológicas para além do conhecimento científico da época.

No entanto, a história da investigação dos OVNIs não terminou aí. Ao longo das décadas seguintes, continuaram a surgir testemunhos de pilotos, militares e civis.

Nos últimos anos, o tema voltou a ganhar destaque nos Estados Unidos, incluindo através de audições no Congresso e da divulgação de relatórios oficiais sobre fenómenos anómalos não identificados.

A existência de relatos e investigações oficiais não constitui, por si só, prova de visitas extraterrestres. Mas demonstra que o assunto continua a merecer atenção e investigação.

Conclusão: Spielberg contou uma história de ficção, mas inspirada num fenómeno real

Encontros Imediatos do Terceiro Grau não foi baseado numa única história comprovada da Força Aérea norte-americana. Foi uma obra de ficção construída num contexto histórico em que os OVNIs eram investigados oficialmente e despertavam enorme interesse público.

A ligação ao Projeto Blue Book, aos relatos de pilotos, aos acontecimentos de Washington em 1952 e ao trabalho de J. Allen Hynek ajuda a compreender o ambiente que inspirou o filme.

Talvez seja precisamente essa mistura entre realidade e ficção que mantém a obra tão fascinante quase cinco décadas depois.

A grande pergunta continua por responder: estaremos sozinhos no Universo ou ainda não compreendemos verdadeiramente tudo aquilo que observamos no céu?

Fontes e referências para investigação

UFO PORTUGAL
Investigação, história e mistérios do fenómeno OVNI.



domingo, 7 de junho de 2026

A Ameaça Invisível: Como os Falsos Vídeos Criados por Inteligência Artificial Estão a Desafiar a Verdade

A rápida evolução da Inteligência Artificial (IA) trouxe avanços extraordinários para a sociedade, mas também abriu portas a novas formas de manipulação digital. Entre as mais preocupantes está a proliferação dos chamados deepfakes — vídeos falsos criados ou alterados por IA que conseguem reproduzir rostos, vozes e expressões humanas com um realismo impressionante.

Especialistas alertam que esta tecnologia está a tornar-se cada vez mais acessível, permitindo que qualquer pessoa com conhecimentos básicos e um computador relativamente comum possa criar conteúdos capazes de enganar milhares, ou até milhões, de pessoas.

Quando os Olhos Já Não Bastam

Durante décadas, o vídeo foi considerado uma das provas mais fiáveis da realidade. Hoje, essa confiança está a ser posta em causa. Com ferramentas de IA generativa, é possível colocar palavras na boca de figuras públicas, fabricar declarações políticas, criar falsas entrevistas ou simular acontecimentos que nunca ocorreram.

Em vários países já foram identificados vídeos manipulados envolvendo líderes políticos, celebridades e empresários. Embora muitos sejam rapidamente desmentidos, outros circulam durante horas ou dias antes de serem verificados, acumulando milhões de visualizações.

Riscos para a Democracia e a Segurança

Os investigadores consideram que os deepfakes representam uma ameaça significativa durante períodos eleitorais. Um vídeo falso divulgado nas horas que antecedem uma votação pode influenciar eleitores antes que os verificadores de factos tenham tempo para reagir.

Além da política, existem preocupações relacionadas com fraudes financeiras. Criminosos já utilizaram vozes clonadas por IA para se fazerem passar por familiares ou dirigentes de empresas, convencendo vítimas a transferir dinheiro ou divulgar informações confidenciais.

As forças de segurança também acompanham o fenómeno devido ao potencial para campanhas de desinformação, chantagem e difamação.

A Corrida Entre Criadores e Investigadores

Universidades, empresas tecnológicas e organizações governamentais estão a investir milhões de euros em sistemas capazes de detetar conteúdos manipulados. Os investigadores analisam padrões invisíveis ao olho humano, como inconsistências de iluminação, movimentos faciais anormais e assinaturas digitais deixadas pelos algoritmos.

No entanto, existe um desafio constante: à medida que os sistemas de deteção melhoram, os modelos de geração também evoluem. Trata-se de uma verdadeira corrida tecnológica entre quem cria os falsos vídeos e quem tenta identificá-los.

Como os Cidadãos se Podem Proteger

Os especialistas recomendam uma abordagem cautelosa perante vídeos sensacionalistas ou surpreendentes. Entre as principais medidas estão:

  • Verificar se a notícia é confirmada por vários meios de comunicação credíveis.
  • Desconfiar de vídeos sem origem identificada.
  • Procurar sinais de edição ou comportamento estranho das personagens.
  • Confirmar a autenticidade através de fontes oficiais.
  • Evitar partilhar conteúdos antes de verificar a sua veracidade.

O Futuro da Verdade Digital

A Inteligência Artificial continuará a transformar a forma como produzimos e consumimos informação. Embora a tecnologia ofereça benefícios significativos em áreas como educação, medicina e entretenimento, a utilização abusiva dos deepfakes levanta questões fundamentais sobre confiança, privacidade e segurança.

Num mundo onde um vídeo já não é necessariamente prova da realidade, a literacia digital e o pensamento crítico tornam-se ferramentas essenciais para distinguir factos de ficção. A batalha pela verdade, alertam os especialistas, poderá ser um dos maiores desafios da era digital.

MISTÉRIO NOS CÉUS DE PORTUGAL



Onda de avistamentos de OVNIs intriga testemunhas e especialistas

Lisboa, junho de 2026 — Luzes misteriosas, objetos silenciosos e movimentos impossíveis de explicar. Ao longo deste ano, vários relatos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) voltaram a surgir em diferentes regiões de Portugal, despertando curiosidade e alimentando um debate que parece estar longe de terminar.

Um dos casos mais comentados ocorreu durante a madrugada no norte do país, quando dezenas de pessoas afirmaram ter observado um objeto luminoso a deslocar-se de forma invulgar no céu. Segundo as testemunhas, a luz acelerava, mudava de direção sem aparente motivo e permaneceu visível durante vários minutos antes de desaparecer.

Nas redes sociais, vídeos e fotografias rapidamente se tornaram virais. Alguns utilizadores defendem que os registos mostram tecnologia desconhecida, enquanto outros acreditam tratar-se de drones, satélites ou fenómenos atmosféricos raros.

"Já vi aviões, helicópteros e estrelas cadentes. Aquilo não era nada disso", afirmou uma das testemunhas que presenciou o fenómeno.

As autoridades não confirmaram qualquer atividade aérea anormal relacionada com os avistamentos. Especialistas em astronomia lembram que muitos fenómenos aparentemente inexplicáveis acabam por ter uma explicação natural após investigação detalhada.

Apesar disso, nem todos os casos são facilmente esclarecidos. Alguns relatos continuam sem uma explicação definitiva, mantendo vivo o interesse dos investigadores dedicados ao estudo destes fenómenos.

Portugal possui um histórico considerável de avistamentos de OVNIs, com relatos documentados ao longo de várias décadas. Desde pescadores a pilotos, passando por militares e cidadãos comuns, milhares de portugueses afirmam ter observado algo estranho nos céus.

A questão permanece sem resposta: estaremos perante simples fenómenos naturais mal interpretados ou existe algo mais por detrás destes misteriosos avistamentos?

Enquanto a ciência procura respostas, uma coisa é certa: os céus portugueses continuam a guardar segredos que desafiam a imaginação.

Reportagem especial "O mistério continua lá em cima. A resposta, talvez ainda esteja por chegar."

sábado, 23 de maio de 2026

As Melhores Técnicas e Equipamentos para Observação de OVNIs: Guia Prático para Investigadores e Entusiastas

O interesse pelo fenómeno OVNI continua a crescer em todo o mundo, incluindo em Portugal. Entre curiosos, investigadores independentes e grupos especializados como a UFO Portugal Network, aumenta também a preocupação em realizar observações sérias, documentadas e credíveis.

Embora muitos relatos acabem por ter explicações convencionais — aviões, satélites, drones, meteoros ou fenómenos atmosféricos — existem casos que permanecem sem identificação imediata. Para aumentar a qualidade das observações e reduzir erros de interpretação, especialistas recomendam técnicas específicas e o uso de equipamento adequado.

O Primeiro Passo: Aprender a Observar o Céu

Antes mesmo de adquirir equipamento, investigadores experientes afirmam que o mais importante é conhecer o céu noturno.

Muitos objetos identificados como OVNIs acabam por ser:

.Satélites da rede Starlink

.Aviões em rota comercial

.Drones recreativos

.Balões atmosféricos

.Planetas brilhantes como Vénus

.Meteoros ou reentradas espaciais

Aplicações móveis de astronomia ajudam bastante na identificação rápida destes objetos. Entre as mais utilizadas estão:

Sky Guide

Stellarium

SkyView

Estas aplicações permitem apontar o telemóvel para o céu e identificar estrelas, planetas, satélites e constelações em tempo real.

Os Melhores Locais para Observação

A escolha do local é essencial.
Os observadores procuram normalmente:
Zonas com pouca poluição luminosa
Locais elevados
Áreas afastadas de aeroportos
Regiões com horizonte amplo
Em Portugal, algumas zonas frequentemente mencionadas por observadores incluem:

Serra da Estrela

Alqueva

Monsanto

Serra de São Mamede

O Alentejo continua a ser uma das regiões preferidas devido aos céus limpos e à reduzida poluição luminosa.

Equipamentos Mais Utilizados

Binóculos Astronómicos
Para iniciantes, os binóculos continuam a ser uma das melhores opções.
Modelos recomendados:

10x50

15x70

Permitem observar:
Luzes distantes
Movimentos anómalos
Objetos silenciosos
Mudanças de direção
Além disso, oferecem maior campo de visão do que telescópios.

Telescópios

Os telescópios são úteis para observação detalhada, mas possuem limitações no acompanhamento de objetos rápidos.
Os mais usados são:
Dobsonianos
Refratores de curta distância focal
Muitos investigadores preferem telescópios motorizados com rastreamento automático.

Câmaras Noturnas e Infravermelhos

Atualmente, uma das ferramentas mais importantes na investigação OVNI moderna são as câmaras de visão noturna.

Equipamentos populares incluem:

Câmaras Full Spectrum

Sensores infravermelhos

Equipamentos térmicos

Estas tecnologias conseguem captar:
Luzes invisíveis ao olho humano
Assinaturas térmicas.
Objetos em baixa luminosidade
Muitos investigadores afirmam que certos fenómenos aparecem apenas em infravermelho.

O Uso de Câmaras DSLR e Mirrorless

As câmaras profissionais revolucionaram a investigação civil.
Os modelos mais utilizados incluem:

Canon EOS R6

Sony A7S III

Nikon Z6 II

Características importantes:

ISO elevado
Boa captação noturna
Filmagem em 4K
Longa exposição
O ideal é utilizar:
Tripé estável
Disparador remoto
Baterias extra

Equipamentos Avançados Utilizados por Investigadores

Investigadores mais experientes recorrem também a:
Sensores EMF
Detetam alterações eletromagnéticas no ambiente.
Embora controversos no meio científico, alguns grupos utilizam-nos durante vigílias noturnas.
Radares ADS-B
Permitem identificar tráfego aéreo em tempo real.
Assim, é possível eliminar rapidamente hipóteses relacionadas com aviões comerciais.

Aplicações populares:

Flightradar24

ADS-B Exchange

Gravadores de Áudio Direcional
Usados para captar:
Sons atmosféricos
Vibrações
Frequências incomuns

Técnicas Utilizadas em Vigílias OVNI

Os investigadores mais organizados seguem normalmente procedimentos rigorosos.

Observação em Grupo
Nunca observar sozinho oferece vantagens:

Confirmação de testemunhos

Diferentes ângulos de visão

Maior credibilidade

Registo Imediato

Ao observar algo estranho, recomenda-se anotar:

Hora exata

Direção

Condições meteorológicas

Cor das luzes

Movimento

Duração

Som emitido

Filmagem Contínua

Especialistas aconselham:

Nunca usar zoom digital excessivo
Manter referências visuais
Incluir horizonte ou árvores na imagem.

Isto ajuda na análise posterior de tamanho, velocidade e distância.

Os Erros Mais Comuns

Investigadores alertam que muitos vídeos virais acabam por resultar de:
Reflexos internos nas lentes
Insetos iluminados.
Drones
Lanternas
Satélites
Balões LED

A ansiedade e expectativa podem influenciar a interpretação do observador.

A Importância da Investigação Séria
A comunidade ufológica moderna tenta afastar-se do sensacionalismo.
Grupos como a MUFON e a UFO Portugal Network defendem métodos mais científicos, com:

Recolha de dados

Verificação cruzada

Análise técnica

Arquivo organizado de testemunhos

O objetivo não é provar teorias rapidamente, mas documentar fenómenos aéreos não identificados com rigor e credibilidade.
Conclusão

A observação de OVNIs evoluiu muito nas últimas décadas. 

Hoje, qualquer pessoa pode utilizar tecnologia acessível para monitorizar o céu com maior precisão.
No entanto, especialistas recordam que o verdadeiro investigador deve manter sempre:
Espírito crítico
Paciência

Conhecimento técnico

Capacidade de análise racional
Entre mistério, curiosidade e investigação, o fenómeno OVNI continua a despertar fascínio e debate em Portugal e no mundo.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

O contributo do UFO Portugal Network para a Ovnilogia em Portugal

O contributo do UFO Portugal Network para a Ovnilogia em Portugal

Ao longo dos últimos anos, o UFO Portugal Network tem desempenhado um papel importante na divulgação, investigação e preservação de relatos relacionados com o fenómeno OVNI em Portugal. 

Num país onde a ovnilogia sempre teve períodos de maior e menor atividade, este projeto ajudou a manter vivo o interesse público e o debate em torno dos fenómenos aéreos não identificados.
Criado com o objetivo de reunir testemunhos, investigar casos e promover informação acessível ao público, o UFO Portugal Network tornou-se uma das plataformas portuguesas mais conhecidas dentro da comunidade ufológica nacional. 
O grupo tem estado associado à recolha de relatos de avistamentos em várias regiões do país, incluindo casos no Alentejo, Algarve, Lisboa e Norte de Portugal. 

Investigação de avistamentos e recolha de testemunhos
Uma das principais contribuições do UFO Portugal Network passa pela recolha e análise de relatos enviados por testemunhas. 
Muitos destes casos envolvem luzes inexplicáveis, objetos silenciosos, movimentos anómalos no céu e fenómenos sem explicação imediata.
Em vários episódios, o grupo apelou publicamente ao envio de testemunhos adicionais para tentar cruzar informações e validar observações. 

Um dos exemplos conhecidos aconteceu em São Bartolomeu de Messines, no Algarve, onde foi investigado um alegado avistamento sem explicação aparente. 
Na altura, representantes do projeto afirmaram que a maioria dos relatos possui explicação racional, mas alguns permanecem inconclusivos após análise inicial. 
Esta abordagem ajudou a criar uma maior abertura para que testemunhas partilhassem experiências sem receio do ridículo, algo que durante décadas limitou o estudo do fenómeno em Portugal.

Divulgação da ovnilogia portuguesa
O UFO Portugal Network também teve relevância na divulgação da história ufológica portuguesa. Portugal possui inúmeros relatos históricos associados a fenómenos aéreos estranhos, alguns deles documentados desde os séculos XVIII e XIX.

Através de artigos, redes sociais, entrevistas e participações em programas e documentários, o grupo ajudou a aproximar o público português da temática OVNI/UAP. 
O interesse crescente em fenómenos aéreos não identificados, especialmente após divulgações internacionais por parte do Pentágono e da NASA, acabou por aumentar ainda mais a atenção dada ao trabalho desenvolvido em Portugal.
Presença mediática e participação pública
Ao longo dos anos, elementos ligados ao UFO Portugal Network participaram em entrevistas, debates online e iniciativas relacionadas com a ufologia portuguesa. 

O fenómeno OVNI tem ganho maior visibilidade mediática, com documentários, reportagens e programas televisivos dedicados ao tema. 

O grupo também ajudou a fomentar comunidades online interessadas na partilha de informação sobre avistamentos, análise de vídeos e discussão de hipóteses relacionadas com fenómenos anómalos.
Ovnilogia moderna e abordagem crítica
Apesar do entusiasmo em torno do tema, muitos investigadores portugueses ligados à ovnilogia moderna defendem uma abordagem racional e analítica. 
A própria comunidade ufológica portuguesa tem sublinhado frequentemente que “OVNI” significa apenas “Objeto Voador Não Identificado”, não implicando automaticamente origem extraterrestre. 

Nesse contexto, o UFO Portugal Network procurou equilibrar curiosidade e investigação, incentivando a análise de fotografias, vídeos, relatos e possíveis explicações convencionais antes de considerar hipóteses mais extraordinárias.
O impacto na comunidade ufológica portuguesa
Num panorama onde muitos grupos históricos desapareceram ou reduziram atividade, o UFO Portugal Network contribuiu para manter ativa a investigação civil do fenómeno OVNI em Portugal. 
O projeto ajudou a preservar casos, divulgar novos relatos e incentivar o interesse das novas gerações pela ovnilogia portuguesa. 

Independentemente das diferentes opiniões sobre a origem destes fenómenos, o trabalho desenvolvido pelo UFO Portugal Network representa um contributo relevante para o estudo, documentação e divulgação da ufologia em Portugal, mantendo viva uma área que continua a despertar curiosidade e debate em todo o mundo.

Avistamentos OVNI no Alentejo em 2025: Mistério Continua nos Céus Portugueses

O ano de 2025 voltou a trazer relatos de fenómenos aéreos não identificados em várias regiões de Portugal, incluindo o Alentejo, uma das zonas historicamente mais associadas a observações estranhas nos céus nacionais. 
Entre luzes misteriosas, objetos silenciosos e formações incomuns vistas durante a noite, muitos habitantes continuam a questionar aquilo que realmente observam.

O Alentejo, conhecido pelas suas vastas planícies, baixa poluição luminosa e céus limpos, continua a ser um cenário privilegiado para observações astronómicas — e também para alegados avistamentos OVNI. Ao longo dos anos, localidades como Elvas, Mourão, Reguengos de Monsaraz, Beja e Portalegre acumularam dezenas de relatos de fenómenos difíceis de explicar.

Relatos e testemunhos em 2025

Durante os primeiros meses de 2025, vários grupos dedicados à ufologia em Portugal registaram novos relatos vindos da região alentejana. 
Algumas testemunhas descreveram luzes intensas movendo-se em silêncio, mudanças bruscas de direção e objetos que aparentavam permanecer imóveis durante vários minutos antes de desaparecerem subitamente.
Em zonas rurais próximas de Beja e Évora, agricultores e residentes relataram avistamentos noturnos de esferas luminosas com coloração branca e azulada. Segundo testemunhos publicados em fóruns e redes sociais ligados à ufologia, os objetos não apresentavam som nem comportamento semelhante ao de aeronaves convencionais.
Alguns observadores acreditam tratar-se de drones militares, satélites Starlink ou fenómenos atmosféricos raros. 
Outros defendem que certos casos permanecem sem explicação plausível.

Fenómenos explicados… e outros nem tanto

Nem todos os relatos acabam classificados como “mistério”. 
Em Portugal, muitos alegados OVNIs acabam identificados como satélites, meteoros, drones ou aeronaves. 
O próprio fenómeno Starlink já provocou inúmeros enganos no Alentejo nos últimos anos. 

O Centro de Investigação de Fenómenos Aeroespaciais (CIFA) revelou recentemente que o número de ocorrências reportadas em Portugal aumentou significativamente nos últimos anos, mostrando que o interesse pelo fenómeno continua bastante ativo.

Segundo investigadores independentes, o aumento das câmaras nos telemóveis e das redes sociais faz com que qualquer fenómeno estranho seja rapidamente partilhado e analisado online. 
Ainda assim, muitos vídeos continuam inconclusivos devido à baixa qualidade das imagens ou ausência de provas adicionais.

O Alentejo continua ligado ao fenómeno OVNI

O fascínio pelos OVNIs no Alentejo não é recente. 
Desde os anos 80 existem relatos de luzes anómalas observadas em estradas isoladas e zonas rurais pouco habitadas. 
A tranquilidade da região, aliada aos céus escuros e à reduzida interferência luminosa, cria condições ideais tanto para observação astronómica como para interpretações misteriosas.
Investigadores portugueses afirmam que o importante é analisar cada caso com rigor científico, evitando conclusões precipitadas. 
Muitos dos fenómenos acabam explicados, mas alguns continuam sem resposta definitiva.

Enquanto isso, o mistério permanece vivo nos céus alentejanos, alimentando debates entre curiosos, astrónomos e entusiastas da ufologia em Portugal.
Para acompanhar relatos e investigações sobre fenómenos OVNI em Portugal, muitos utilizadores seguem plataformas como a apovni.org e o portal ovnis.pt inclusive o Ufo Portugal Network 

Donald Trump e os Novos Ficheiros OVNI: O Que Revelam os Documentos Agora Desclassificados?

O tema dos OVNIs — ou UAPs (Unidentified Anomalous Phenomena), como são oficialmente chamados pelo governo norte-americano — voltou ao centro das atenções mundiais após uma nova vaga de documentos secretos ser tornada pública pela administração de Donald Trump.
Nas últimas semanas, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos iniciou uma das maiores operações de desclassificação de ficheiros relacionados com fenómenos aéreos não identificados da história moderna. A iniciativa, conhecida como PURSUE (Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters), promete divulgar milhares de páginas, vídeos militares, fotografias e relatórios classificados acumulados ao longo de décadas.

A Segunda Grande Revelação
No dia 22 de maio de 2026, foi libertado o segundo lote oficial de documentos. 
Entre os ficheiros divulgados encontram-se:
Mais de 50 vídeos militares anteriormente classificados;
Relatórios de pilotos da Força Aérea;
Registos de objetos luminosos perseguidos por aviões militares;
Casos históricos envolvendo bases secretas norte-americanas;
Áudios de astronautas da NASA relatando fenómenos inexplicáveis no espaço. 

Segundo o Departamento de Guerra dos EUA, muitos destes casos permanecem “sem explicação definitiva”. 

Objetos Misteriosos e “Orbes Laranja”
Um dos relatos mais impressionantes envolve um oficial de inteligência norte-americano que descreveu encontros próximos com “orbes laranja brilhantes” durante uma missão perto de uma instalação militar sensível.
De acordo com os documentos agora públicos, os objetos aproximaram-se a poucos metros de um helicóptero militar antes de se dividirem e desaparecerem a velocidades consideradas impossíveis para tecnologia convencional conhecida. Caças militares foram enviados para intercetar os objetos, sem sucesso. 

Outro vídeo divulgado mostra objetos em formação sobre o oceano, captados por sensores infravermelhos militares. 

Astronautas da NASA Também Relataram Fenómenos
Os novos ficheiros incluem ainda gravações históricas da missão Apollo 12, onde astronautas relatam “rastos luminosos” no espaço profundo enquanto tentavam dormir durante a missão lunar de 1969. 

Também surgiram transcrições da missão Mercury Atlas 7, em 1962, onde o astronauta Scott Carpenter descreveu objetos semelhantes a “flocos brancos” movendo-se de forma irregular perto da cápsula espacial. 

Embora a NASA tenha atribuído alguns destes fenómenos a efeitos óticos ou partículas espaciais, muitos investigadores consideram que vários casos continuam sem explicação convincente.

Trump e a “Transparência Total”
A administração Trump afirma que esta iniciativa pretende oferecer “transparência total” ao público norte-americano relativamente ao fenómeno OVNI.
O próprio Trump incentivou os cidadãos a analisarem os documentos e “tirarem as suas próprias conclusões”. 

Segundo o governo norte-americano, milhões de documentos continuam ainda em processo de revisão e novas revelações deverão surgir nas próximas semanas. 

Ceticismo Continua
Apesar da enorme expectativa mundial, cientistas e analistas alertam que os documentos divulgados até agora não provam a existência de vida extraterrestre.
Muitos especialistas defendem que vários casos podem ter explicações relacionadas com:
tecnologia militar secreta;
falhas de sensores;
fenómenos atmosféricos;
ilusões óticas;
drones avançados. 

Ainda assim, o facto de o próprio governo norte-americano admitir oficialmente que existem ocorrências “não resolvidas” continua a alimentar o debate mundial sobre o fenómeno OVNI.

Um Novo Capítulo na Ufologia Mundial
Independentemente das conclusões finais, esta vaga de desclassificações marca um momento histórico para investigadores, jornalistas e entusiastas da ufologia.
Pela primeira vez, uma grande quantidade de material anteriormente secreto está acessível ao público de forma organizada através do portal oficial do governo dos EUA. 

A grande questão permanece:
Estamos perante tecnologia humana desconhecida… ou algo verdadeiramente fora do comum?

quarta-feira, 20 de maio de 2026

OVNIs em Portugal: os últimos cinco anos entre mistério, drones e fenómenos inexplicáveis

Nos últimos cinco anos, Portugal registou um crescimento significativo de relatos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), atualmente também designados por UAPs — “Fenómenos Aéreos Não Identificados”. 

Entre luzes estranhas, reflexos misteriosos, drones confundidos com aeronaves desconhecidas e fenómenos ainda sem explicação oficial, o tema voltou a ganhar destaque mediático e científico no país.

No centro desta investigação está o Centro de Investigação de Fenómenos Aeroespaciais (CIFA), organização portuguesa dedicada à recolha e análise de avistamentos. 

Segundo os relatórios divulgados pela entidade, os casos têm aumentado de ano para ano desde 2021. 

Crescimento dos avistamentos em Portugal
Os números revelam uma tendência crescente:

2021 — 19 ocorrências registadas
2022 — 31 ocorrências
2023 — 33 ocorrências
2024 — 54 ocorrências

O aumento chamou a atenção não apenas dos curiosos da ufologia, mas também de investigadores e autoridades aeronáuticas. 
Apesar disso, a maioria dos casos acaba por receber explicações convencionais, como drones, satélites Starlink, balões meteorológicos, fenómenos atmosféricos ou até aves observadas em condições de baixa visibilidade. 

Ainda assim, alguns episódios permanecem classificados como “fenómenos aeroespaciais desconhecidos”.

O caso de Viana do Alentejo

Um dos episódios mais discutidos ocorreu em julho de 2023, em Viana do Alentejo. 
Um automobilista relatou ter observado um intenso reflexo vermelho no céu, suficientemente forte para o obrigar a parar a viatura.
Segundo os investigadores do CIFA, o objeto permaneceu visível durante vários segundos antes de desaparecer sem explicação conclusiva. 
A hipótese de um drone militar foi considerada, mas nunca confirmada oficialmente. 
O fenómeno continua classificado como não identificado. 

Porto, Lisboa e Setúbal lideram relatos

Os relatórios recentes mostram que os distritos com maior número de avistamentos têm sido:

Porto
Lisboa
Setúbal
Braga
Leiria

Em 2024, o Porto liderou os registos nacionais com 12 relatos, seguido de Lisboa com 11. 

Especialistas explicam que o aumento pode estar ligado a vários fatores:
maior utilização de drones civis;
popularização dos satélites Starlink;
facilidade de gravação através de smartphones;
maior atenção pública ao tema após revelações internacionais dos EUA sobre UAPs.

Influência internacional e novo interesse científico
O interesse pelos OVNIs voltou a crescer globalmente após relatórios oficiais do Pentágono e audiências no Congresso norte-americano sobre fenómenos aéreos inexplicáveis.
Em paralelo, cientistas internacionais começaram a defender uma abordagem mais séria e científica ao tema. 
Projetos académicos, como o “Galileo Project”, propõem sistemas de monitorização avançados para estudar fenómenos anómalos nos céus. 

Portugal acompanha esta tendência com investigações mais estruturadas e relatórios anuais detalhados produzidos pelo CIFA.
Entre o mito e a explicação racional
Apesar do fascínio popular, os investigadores portugueses mantêm prudência. 
Segundo os relatórios analisados, a esmagadora maioria dos casos acaba explicada após cruzamento de dados meteorológicos, tráfego aéreo, observação astronómica e análise fotográfica.

Em 2021, por exemplo, todos os 19 casos registados acabaram solucionados. 

Mesmo assim, continua a existir uma pequena percentagem de ocorrências que desafia explicações imediatas. 
É precisamente essa margem de desconhecido que mantém vivo o interesse público pelos OVNIs em Portugal.

Redes sociais amplificam fenómeno
As redes sociais também tiveram impacto direto no aumento de relatos. Vídeos virais, fóruns online e comunidades dedicadas à ufologia multiplicaram testemunhos e interpretações.

No Reddit e noutras plataformas surgem frequentemente relatos de luzes triangulares, objetos silenciosos ou movimentos considerados “impossíveis”, embora muitos comentários apontem para explicações ligadas a tecnologia militar, drones ou ilusões visuais. 

O futuro da investigação ufológica em Portugal
Embora não exista qualquer prova oficial de origem extraterrestre nos casos portugueses analisados até hoje, o fenómeno continua a despertar curiosidade coletiva.
Entre ciência, mistério e imaginação popular, Portugal mantém-se atento aos céus — agora com mais tecnologia, mais testemunhos e também mais capacidade de investigação.

Para os especialistas, a verdadeira importância destes relatos pode não estar na existência de vida extraterrestre, mas sim na necessidade de compreender fenómenos aéreos ainda desconhecidos e melhorar os sistemas de observação do espaço aéreo nacional.

sábado, 2 de novembro de 2024

Observação e registo de OVNI em Carcavelos

 


Segue o relato da testemunha...

No sábado, dia 28/09/2024, por volta das 17h, estava na praia de Carcavelos, em Oeiras, com a minha filha. Estava deitada na areia, olhando para o céu, quando, de repente, vi um pequeno brilho. Gravei alguns vídeos, mas foi bastante difícil capturar imagens, pois a luz do sol dificultava a visualização do que estava a gravar. Havia muitas pessoas na praia, e várias estavam a olhar para o céu, já que havia um festival de aviação. No entanto, não sei se mais alguém observou o objeto que vi.

Era difícil de notar porque estava muito alto e parecia apenas um pequeno ponto no céu. Procurei alguém com uma câmara que pudesse tirar imagens melhores, mas não encontrei ninguém. O objeto permaneceu fixo por mais de 30 minutos desde o momento em que o avistei pela primeira vez, e pode ter estado ali antes. É possível estimar a altitude comparando-o com um avião comercial que passou por baixo dele.

É impossível que tenha sido um drone comum, pois estaria numa região de espaço aéreo restrito e a vários quilómetros de altitude. Poderia, talvez, ser um drone militar, mas mesmo assim estaria numa área proibida. Num momento, parei de observar para falar com a minha filha, e quando voltei a olhar, já não consegui encontrar o objeto.

Estou a enviar o primeiro vídeo que fiz e uma das fotos que tirei. Na foto, observando o centro da imagem, é possível ver o objeto como dois pequenos pontos.


Testemunha Sr. José Lopez 

Se viu, observou algo de extraordinário, reporte através do email ufo_portugal@sapo.pt 



domingo, 31 de março de 2024

OVNI observado, registado no Algarve, Vila Real de Santo António

Relato, observação efetuada pela testemunha Sr. Carlos Cabaço. 

Data / hora nos vídeos, desde que faça o processo editar, contudo decorreu 2021- Ago - 23.

Local varanda de minha casa, está em Vila Real de Santo António. 

Tudo se inicia sobre a zona de Ayamomte, ilha Canela. 

Comecei por visualizar pelo lado esquerdo, algo com dimensões com cerca de 100mts de diâmetro, algo com uma luz amarela/alaranjada muito forte, levando a equacionar ser a Lua, rolando em direcção ao mar. Neste desenrolar deparei me com a entrada para tal disco de aliens com dimensões bem avultadas, diria cerca de 4-6mts.

Qdo tal disco chegou ao mar, o que era amarelo dissipou-se, tornando na cor e a cintilar. Toma outra direção de Sul para oeste. Os vídeos que vos enviei. 

Avisei a polícia marítima, advertido-os do que se estava a decorrer, e que os mesmos poderiam constatar de suas instalações. Logo de seguida ao telefonema, fiquei se tv e sem telefone, por um período de 45minutos. 





Se observou algo de extraordinário poderá reportar através do e-mail ufo_portugal@sapo.pt 

Entre em contacto connosco, reporte a sua observação, imagens, experiência. 

sábado, 2 de março de 2024

OVNI é filmado por militares ucranianos em zona de guerra com a Rússia



Viralizou nas redes sociais um vídeo em que tropas ucranianas visualizam um Objeto Voador Não Identificado (ovni) completamente silencioso em forma de disco na zona de guerra com a Rússia. Não é possível saber o tamanho, a altitude e a forma do objeto, mas a altitude do drone que gravou as imagens indica que o objeto pode ser uma grande nave a cerca de 50 quilômetros de distância do solo.
Até ao momento ainda não foi apurado a autenticidade do vídeo.
Veja abaixo o vídeo e tire as suas conclusões... 



Este não é o primeiro incidente reportado e registado pelas tropas envolvidas no conflito de ambas as partes... 


Se você observou ou registou algo de extraordinário, poderá partilhar connosco através do e-mail ufo_portugal@sapo.pt  

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

OVNIs no Alasca e 20 mil desaparecidos, abriga mistério na atualidade

Em 1970 estimasse que 20 mil pessoas desapareceram sem deixar rasto na região do Alasca, albergando um dos maiores mistérios da humanidade, envolvendo Objetos Voadores Não Identificados!

A região em si, passou a ficar conhecida como o Triângulo do Alasca, referenciado ao predominado e afamado Triângulo das Bermudas, por albergar mistérios ao seu redor até aos dias de hoje.

A região de Anchorage e Barrow (Alasca), passaram ao topo da lista no que se trata de mistérios pelo desaparecimento inimaginável de tantas pessoas!

A região em si pelos residentes é proclamada como "Centro da Atividade Paranormal".

Alguns acreditam que se trata de intervenção extraterrestre, outros acreditam que se deva ao campomágnético como ocorre no Triangulo das Bermudas.

Outros por sua vez uma parte da população vão mais pelo foclore do Pé Grande acreditando que este será a causa do desaparecimento de pessoas e animais, como os avistamentos desta criatura são cada vez mais frequentes.

Paull Hellier
A região tem um continuo de desaparecimentos que ninguém consegue explicar até aos dias de hoje, levando o ex ministro da defesa Canadiano a se interessar pelo fenómeno "Paull Hellier", investigando este e outros mistérios sobre o fenómeno OVNI no país.

Em comparacão com outros estados, o Alasca tem a maior taxa de pessoas desparecidas com uma média de 42,16 por 1000 habitantes de acordo com informação avançada pelo World Population Review.

Um dos primeiros casos interessantes terá ocorrido em 1972, envolvendo os americanos Hale Boggs e Nick Begich, juntamente com o acessor e piloto da aéronave em que seguiam. 

Durante 40 dias as equipes de busca nada encontraram, destroços da aéronave ou indícios de acidente.

Se pensa que se trata de casos antigos, a coisa aqui muda de figura, em 2019 Shanna Oman desaparece sem deixar rasto nas Fairbanks quando se encontrava na casa de um amigo, deixando as autoridades sem uma resposta para esta situação macarabra.

Desapareceu sem levar um único dos seus pertences, durante dias decorreram buscas quer de helicóptero como a utilização de cães pisteiros que nada encontraram.

Em 2011 Geral Dberry socorrista de profissão, saiu com uma equipe de busca e salvamento com a finalidade de encontra uma mulher desparecida, todos voltaram excetp Dberry que não deixou qualquer rasto, índicio do seu desparecimento, ficando em mais um dos sumissos misteriosos do Alasca!

Um ano mais tarde o carro da mulher foi encontrado com o motor desligado mas sem sinal da propretária.

Recentemente todos estes casos insólitos despertaram atenção da comunidade internacional paranormal e investigação ovni, tentando encontrar respostas para tantos desaparecimentos misteriosos.

Alasca é uma região muito remota onde uma pessoa pode caminhar por um ano sem encontrar um ser humano. Porém a vida selvagem é abundante e os perigos também.

Residentes de regiões mais remotas tem conseguido obter registos em vídeo de misteriosas luzes com ovimentos anómalos, não sendo caraterizados a uma aéronave convencional.

Pilotos de pequenos aviões relatam encontros com Objetos Voadores Não Identificados, deixando estes perplexos após estes avistamentos.


E você já pesou fazer umas férias no Alasca?

Se tiver um caso interessante uma história corrida no passadou ou até recentemente, poderá nos enviar através do Email - ufo_portugal@sapo.pt



domingo, 24 de dezembro de 2023

O estranho caso do Charuto Acabaçado




A nossa civilização atravessa um ano raro em que a temática OVNI parece ter recrudescido numa segunda vaga de interesse, depois da histeria da segunda metade do séc. passado. Vários acontecimentos em torno do fenómeno extraterrestre estão a animar os crentes na matéria. Segundo o jornal brasileiro O Globo, “a divulgação, pelo Departamento de Defesa norte-americano, de uma série de vídeos de encontros de pilotos militares com OVNIS, levou um grupo de congressistas em Washington a procurar respostas sobre o que as autoridades preferem chamar de Fenómenos Aéreos Não Identificados”. Mas não é só. Em Setembro o planeta assistiu a uma autêntica novela mexicana. Como relata o jornal Observador, o investigador mexicano Jaime Maussan apresentou dois alegados corpos de extraterrestres, com mais de um milénio, na Câmara de Deputados do México.

A propósito de casos famosos relacionados com o fenómeno de vida extraterrestre, relembro a história de um dos avistamentos mais famosos de Portugal: o charuto acabaçado de Ferreira do Alentejo, às portas de Beja.



Bruno Ferreira
 
O estranho caso do Charuto Acabaçado
A nossa civilização atravessa um ano raro em que a temática OVNI parece ter recrudescido numa segunda vaga de interesse, depois da histeria da segunda metade do séc. passado. Vários acontecimentos em torno do fenómeno extraterrestre estão a animar os crentes na matéria. Segundo o jornal brasileiro O Globo, “a divulgação, pelo Departamento de Defesa norte-americano, de uma série de vídeos de encontros de pilotos militares com OVNIS, levou um grupo de congressistas em Washington a procurar respostas sobre o que as autoridades preferem chamar de Fenómenos Aéreos Não Identificados”. Mas não é só. Em Setembro o planeta assistiu a uma autêntica novela mexicana. Como relata o jornal Observador, o investigador mexicano Jaime Maussan apresentou dois alegados corpos de extraterrestres, com mais de um milénio, na Câmara de Deputados do México.

A propósito de casos famosos relacionados com o fenómeno de vida extraterrestre, relembro a história de um dos avistamentos mais famosos de Portugal: o charuto acabaçado de Ferreira do Alentejo, às portas de Beja.



 

Quase poderia tratar-se de um pastiche da odisseia radiofónica protagonizada por Orson Welles, em 1938, na qual conseguiu enganar milhões de americanos com a sua fábula da chegada de seres extraterrestres ao nosso planeta. O programa foi uma adaptação do romance “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, em 1898, e causou pânico em massa nos EUA.

O tema da vida extraterrestre sempre apaixonou a humanidade. Livros, filmes, teorias e crenças acompanham a história do ser humano desde os seus primórdios. Talvez porque tenhamos, como característica da nossa própria existência, a curiosidade científica aliada à necessidade de uma fé extraterrena.

Não sei se algum destes factores ocupava lugar nos pensamentos de Jorge Lota, o pastor, e endireita, de 36 anos que, numa madrugada de 1995, de uma noite quente do Agosto Baixo Alentejano, em vésperas de feriado, dormitava, ao relento, juntamente com o seu rebanho que aproveitava a fresca madrugada para descansar antes da ordenha. Lota alternava o encargo nocturno com o sogro. E esta era sua a noite de estar ao serviço. Escreve o Diário de Notícias que “às duas da madrugada (…) acordou com um som estranho - um zunido - e percebeu que não se conseguia mexer. Ao olhar para o céu, viu um objecto com a forma de um ‘charuto acabaçado’ e que projectava uma luz azul. Ao mesmo tempo, segundo contou, duas luzes alaranjadas movimentavam-se, perto do chão, assustando as cabras.”



Bruno Ferreira
 
O estranho caso do Charuto Acabaçado
A nossa civilização atravessa um ano raro em que a temática OVNI parece ter recrudescido numa segunda vaga de interesse, depois da histeria da segunda metade do séc. passado. Vários acontecimentos em torno do fenómeno extraterrestre estão a animar os crentes na matéria. Segundo o jornal brasileiro O Globo, “a divulgação, pelo Departamento de Defesa norte-americano, de uma série de vídeos de encontros de pilotos militares com OVNIS, levou um grupo de congressistas em Washington a procurar respostas sobre o que as autoridades preferem chamar de Fenómenos Aéreos Não Identificados”. Mas não é só. Em Setembro o planeta assistiu a uma autêntica novela mexicana. Como relata o jornal Observador, o investigador mexicano Jaime Maussan apresentou dois alegados corpos de extraterrestres, com mais de um milénio, na Câmara de Deputados do México.

A propósito de casos famosos relacionados com o fenómeno de vida extraterrestre, relembro a história de um dos avistamentos mais famosos de Portugal: o charuto acabaçado de Ferreira do Alentejo, às portas de Beja.



 

Quase poderia tratar-se de um pastiche da odisseia radiofónica protagonizada por Orson Welles, em 1938, na qual conseguiu enganar milhões de americanos com a sua fábula da chegada de seres extraterrestres ao nosso planeta. O programa foi uma adaptação do romance “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, em 1898, e causou pânico em massa nos EUA.

O tema da vida extraterrestre sempre apaixonou a humanidade. Livros, filmes, teorias e crenças acompanham a história do ser humano desde os seus primórdios. Talvez porque tenhamos, como característica da nossa própria existência, a curiosidade científica aliada à necessidade de uma fé extraterrena.

Não sei se algum destes factores ocupava lugar nos pensamentos de Jorge Lota, o pastor, e endireita, de 36 anos que, numa madrugada de 1995, de uma noite quente do Agosto Baixo Alentejano, em vésperas de feriado, dormitava, ao relento, juntamente com o seu rebanho que aproveitava a fresca madrugada para descansar antes da ordenha. Lota alternava o encargo nocturno com o sogro. E esta era sua a noite de estar ao serviço. Escreve o Diário de Notícias que “às duas da madrugada (…) acordou com um som estranho - um zunido - e percebeu que não se conseguia mexer. Ao olhar para o céu, viu um objecto com a forma de um ‘charuto acabaçado’ e que projectava uma luz azul. Ao mesmo tempo, segundo contou, duas luzes alaranjadas movimentavam-se, perto do chão, assustando as cabras.”


O caso foi, também, abordado pela RTP, na série documental sobre o fenómeno OVNI em Portugal no século XX, “Encontros Imediatos”. À equipa de reportagem, Jorge disse que “essas luzes iam ter a esse aparelho e voltavam. Portanto, penso eu, que andassem a pesquisar qualquer coisa. Acompanhavam-se à distância uma à outra (…) penso que sejam sondas, que eu não tenho cultura suficiente para saber mais (…)”.

Partindo dos relatos das testemunhas directamente envolvidas, e apoiado em análises de especialistas de várias disciplinas científicas, a RTP assegurava, em 2008, que a série " oferece uma vista imparcial do fenómeno OVNI em Portugal, a que nem crentes nem cépticos irão ficar indiferentes.” O autor, Joaquim Fernandes, antigo Professor na Universidade Fernando Pessoa, e co-fundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, começa por contextualizar este caso como “um misto de cultura local, popular e folclórica, com uma cultura urbana que representa uma faceta mais tecnológica dos fenómenos OVNI”.

Regressemos a Ferreira do Alentejo. Imagine-se o pânico de Jorge Lota, que tinha saído para o campo cerca da meia-noite, acompanhado apenas pelos seus fiéis companheiros de quatro patas, naquela que julgava ser mais uma noite tranquila. À TVI, depois de a notícia ter pegado fogo como em pasto seco, Jorge contava que “olhei para cima e vi aquele aparelho estacionado. No ar. Um aparelho grande, em forma de um charuto acabaçado, com a forma de um charuto gordo [em baixo], que depois vai para cima em bico. Acordei e vi aquilo, e pois então, apanhei medo. Apanhei medo, levantei-me e corri para a carrinha, para a pôr a trabalhar, que era para me raspar, que às duas e meia da manhã, uma pessoa em campo aberto tem medo.”

De acordo com o documentário da RTP, o pastor referiu tratar-se de um objecto de 6 a 8 metros, e de cor cinzenta-metalizada. O DN prosseguia: “o pastor agarrou na espingarda que tinha ao seu lado, conseguiu levantar-se e alcançar a sua carrinha, mas ficou surpreendido ao verificar que o motor não arrancava apesar de ter rodado várias vezes a chave de ignição”.

“Apontei a espingarda àquilo” – contou à TVI. “E aquilo rodou para trás. Antes de lhe apontar a espingarda estava a dar umas luzes azuis suaves para mim e para os cães. E quando lhe aponto a espingarda, as luzes vieram com mais intensidade e apontavam à arma e ao braço [que a segurava], assim como que avisando para não fazer aquilo.” Remata ao DN que “acabou por fugir a pé, percorrendo perto de um quilómetro até ao monte de um conhecido, nas redondezas.

Com a história a correr o País, e depois a galgar fronteiras, muitos alegavam cepticismo, dizendo que não podia ser verdade. Que talvez tivesse bebido um copo a mais; que possivelmente não viu bem; que é capaz de ter feito confusão. Mas Jorge Lota não foi o único a observar o estranho fenómeno naquela noite de 14 de Agosto, em plena planície alentejana. Segundo o DN, “as pessoas que estavam no monte também foram testemunhas de uma dessas pequenas luzes que se movimentava rapidamente pelos campos, acabando por desaparecer.”

E também a TVI falou com outras testemunhas, como foi o caso de Joaquim Lota, que afirmou que, à mesma hora, mas noutro local, quando se deslocava de moto para junto do seu rebanho, no campo, a luz era tão forte que “deixei de ver a estrada, subi a barreira, caí e dei cabo do motor da motorizada. Aquilo era um aparelho grande!”.



Bruno Ferreira
 
O estranho caso do Charuto Acabaçado
A nossa civilização atravessa um ano raro em que a temática OVNI parece ter recrudescido numa segunda vaga de interesse, depois da histeria da segunda metade do séc. passado. Vários acontecimentos em torno do fenómeno extraterrestre estão a animar os crentes na matéria. Segundo o jornal brasileiro O Globo, “a divulgação, pelo Departamento de Defesa norte-americano, de uma série de vídeos de encontros de pilotos militares com OVNIS, levou um grupo de congressistas em Washington a procurar respostas sobre o que as autoridades preferem chamar de Fenómenos Aéreos Não Identificados”. Mas não é só. Em Setembro o planeta assistiu a uma autêntica novela mexicana. Como relata o jornal Observador, o investigador mexicano Jaime Maussan apresentou dois alegados corpos de extraterrestres, com mais de um milénio, na Câmara de Deputados do México.

A propósito de casos famosos relacionados com o fenómeno de vida extraterrestre, relembro a história de um dos avistamentos mais famosos de Portugal: o charuto acabaçado de Ferreira do Alentejo, às portas de Beja.



 

Quase poderia tratar-se de um pastiche da odisseia radiofónica protagonizada por Orson Welles, em 1938, na qual conseguiu enganar milhões de americanos com a sua fábula da chegada de seres extraterrestres ao nosso planeta. O programa foi uma adaptação do romance “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, em 1898, e causou pânico em massa nos EUA.

O tema da vida extraterrestre sempre apaixonou a humanidade. Livros, filmes, teorias e crenças acompanham a história do ser humano desde os seus primórdios. Talvez porque tenhamos, como característica da nossa própria existência, a curiosidade científica aliada à necessidade de uma fé extraterrena.

Não sei se algum destes factores ocupava lugar nos pensamentos de Jorge Lota, o pastor, e endireita, de 36 anos que, numa madrugada de 1995, de uma noite quente do Agosto Baixo Alentejano, em vésperas de feriado, dormitava, ao relento, juntamente com o seu rebanho que aproveitava a fresca madrugada para descansar antes da ordenha. Lota alternava o encargo nocturno com o sogro. E esta era sua a noite de estar ao serviço. Escreve o Diário de Notícias que “às duas da madrugada (…) acordou com um som estranho - um zunido - e percebeu que não se conseguia mexer. Ao olhar para o céu, viu um objecto com a forma de um ‘charuto acabaçado’ e que projectava uma luz azul. Ao mesmo tempo, segundo contou, duas luzes alaranjadas movimentavam-se, perto do chão, assustando as cabras.”


O caso foi, também, abordado pela RTP, na série documental sobre o fenómeno OVNI em Portugal no século XX, “Encontros Imediatos”. À equipa de reportagem, Jorge disse que “essas luzes iam ter a esse aparelho e voltavam. Portanto, penso eu, que andassem a pesquisar qualquer coisa. Acompanhavam-se à distância uma à outra (…) penso que sejam sondas, que eu não tenho cultura suficiente para saber mais (…)”.

Partindo dos relatos das testemunhas directamente envolvidas, e apoiado em análises de especialistas de várias disciplinas científicas, a RTP assegurava, em 2008, que a série " oferece uma vista imparcial do fenómeno OVNI em Portugal, a que nem crentes nem cépticos irão ficar indiferentes.” O autor, Joaquim Fernandes, antigo Professor na Universidade Fernando Pessoa, e co-fundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, começa por contextualizar este caso como “um misto de cultura local, popular e folclórica, com uma cultura urbana que representa uma faceta mais tecnológica dos fenómenos OVNI”.

Regressemos a Ferreira do Alentejo. Imagine-se o pânico de Jorge Lota, que tinha saído para o campo cerca da meia-noite, acompanhado apenas pelos seus fiéis companheiros de quatro patas, naquela que julgava ser mais uma noite tranquila. À TVI, depois de a notícia ter pegado fogo como em pasto seco, Jorge contava que “olhei para cima e vi aquele aparelho estacionado. No ar. Um aparelho grande, em forma de um charuto acabaçado, com a forma de um charuto gordo [em baixo], que depois vai para cima em bico. Acordei e vi aquilo, e pois então, apanhei medo. Apanhei medo, levantei-me e corri para a carrinha, para a pôr a trabalhar, que era para me raspar, que às duas e meia da manhã, uma pessoa em campo aberto tem medo.”

De acordo com o documentário da RTP, o pastor referiu tratar-se de um objecto de 6 a 8 metros, e de cor cinzenta-metalizada. O DN prosseguia: “o pastor agarrou na espingarda que tinha ao seu lado, conseguiu levantar-se e alcançar a sua carrinha, mas ficou surpreendido ao verificar que o motor não arrancava apesar de ter rodado várias vezes a chave de ignição”.

“Apontei a espingarda àquilo” – contou à TVI. “E aquilo rodou para trás. Antes de lhe apontar a espingarda estava a dar umas luzes azuis suaves para mim e para os cães. E quando lhe aponto a espingarda, as luzes vieram com mais intensidade e apontavam à arma e ao braço [que a segurava], assim como que avisando para não fazer aquilo.” Remata ao DN que “acabou por fugir a pé, percorrendo perto de um quilómetro até ao monte de um conhecido, nas redondezas.

Com a história a correr o País, e depois a galgar fronteiras, muitos alegavam cepticismo, dizendo que não podia ser verdade. Que talvez tivesse bebido um copo a mais; que possivelmente não viu bem; que é capaz de ter feito confusão. Mas Jorge Lota não foi o único a observar o estranho fenómeno naquela noite de 14 de Agosto, em plena planície alentejana. Segundo o DN, “as pessoas que estavam no monte também foram testemunhas de uma dessas pequenas luzes que se movimentava rapidamente pelos campos, acabando por desaparecer.”

E também a TVI falou com outras testemunhas, como foi o caso de Joaquim Lota, que afirmou que, à mesma hora, mas noutro local, quando se deslocava de moto para junto do seu rebanho, no campo, a luz era tão forte que “deixei de ver a estrada, subi a barreira, caí e dei cabo do motor da motorizada. Aquilo era um aparelho grande!”.


Estes avistamentos, com a proximidade relatada pelos observadores, de poucos metros, no caso de Jorge Lota, inserem-se na categoria de encontros de segundo grau. Foi o astrofísico Josef Allen Hynek que, em 1972, determinou as várias escalas que tipificam os contactos entre seres humanos e alienígenas. Josef, que tinha trabalhado com a Força Aérea norte-americana entre 1948 e 1969, em projectos relacionados com o fenómeno OVNI nos EUA, deu à estampa o livro “The UFO Experience: A Scientific Inquiry”, no qual categorizou os diferentes níveis de contactos, numa escala que recebeu o nome de Hynek, o seu apelido. De acordo com o cientista, os relatos de Jorge Lota inserem-se na categoria de segundo grau. Ou seja, acontecem quando a nave alienígena teve acção directa em algo ou em alguém, causando interferência física no terreno ou em seres vivos do local.

Isto mesmo relatou o pastor Jorge Lota à TVI, referindo que “o aparelho, ao pé, talvez desviado aí uns dois metros, ou três, de mim, vi eu. Esse, vi-o mesmo ao pé. Aquilo tem luzes amarelas em baixo; saem luzes azuis de lado, e do meio para baixo tem uma janelinha mais ou menos deste tamanho [desenha com os dedos um quadrado com cerca de 30 cm], azulada, também, onde se mexem duas bolas assim [faz dois círculos, com os dedos, que sobem e descem desencontradamente]. Não sei se são olhos, se não, que eu não vi bem, mas mexem-se lá duas coisas assim.

De acordo com o noticiado pelo DN, “perto das cinco horas da manhã, Jorge Lota decidiu voltar para perto do seu rebanho e voltou a avistar o objecto, que agora pairava junto da subestação eléctrica local. De súbito, o objecto acelerou rapidamente e desapareceu no horizonte.” Regressando ao relato do programa da RTP, na noite seguinte, foi o seu sogro, José Carlos, que assistiu ao mesmo fenómeno. Escrevia o Jornal de Ferreira que “falámos com José Carlos, de 65 anos (…) que disse ter avistado ‘aquela coisa’ quando vinha de motorizada para o local onde se encontra o rebanho”.

A produção do documentário da RTP deslocou-se ao local com três especialistas na investigação de fenómenos OVNI para entrevistar Jorge Lota. Toda a sequência dos relatos foi esmiuçada. Cassiano Monteiro, investigador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, relatou que o pastor não parecia ser alguém com informação nem cultura suficientes sobre o fenómeno OVNI, e que indiciava ser uma testemunha sólida. Lota desenhou o objecto no chão, junto ao restolho do campo, com recurso ao seu cajado. Mais tarde fez o reproduziu-o em papel. Já o antropólogo Álvaro Campelo refere que “na busca da explicação do fenómeno, a testemunha procurou dar a máxima de informação. O excesso de pormenores, para ele, é uma espécie de informação precisa.”

Anos mais tarde Jorge Lota falou com a CMTV e os relatos dessa noite foram surpreendentemente mais pormenorizados. Voltou a referir-se à nave, reforçando a teoria do “charuto acabaçado”, acrescentando que era do tamanho de um helicóptero e que produzia o som de uma panela de pressão a ferver. Ao Jornal Público, Lota havia equiparado o aparelho voador ao “tamanho de um camião, desses médios, estacionado no ar”. Mas a maior revelação à CMTV foi o relato da existência de dois alienígenas que saíram da nave e deslocaram-se saltitando (segundo a testemunha era a sua forma de caminhar) até junto de três bidões de água que o pastor armazenava para dar de beber aos animais. Segundo Lota eram dois seres de com cerca de um metro e vinte de altura, parecidos connosco, mas que, para além de mais pequenos, eram “amarrecados”. De seguida os dois seres “entornaram os três bidões de água, fizeram um lameiro e levaram a lama de lá”, para a nave que pairava perto deles. 

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