quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Polícia de Lancanshire "Inglaterra", continua a receber alertas de OVNIs

Vários avistamentos de OVNIs são  reportados à polícia de Lancanshire nos últimos anos e revelam novos números.

Dois dos avistamentos foram reportados, por duas pessoas via telefone, que resultaram no registo e posteriormente investigado pela Polícia de Lancashire como tal.

Os alertas incluíram um objecto voador piscando, objecto alienígena, voando com laser, objecto voador com grandes luzes brilhantes e objectos voadores a 12 metros de altitude fazendo um som vibrante.

Outros avistamentos incluíram um objecto vermelho e branco voador, objecto verde que pousou libertando um grande estrondo e um objecto voador emanando uma luz sobre as casas das pessoas.

Havia também relatos de uma luz muito brilhante piscando no céu, dois objectos flutuantes em forma de diamante, bolas de disco multicolor flutuantes.

Os números, de um pedido da Freedom of Information Act feito pelo Lancashire Telegraph, abrangeram os anos 2015 a 2017.

Em East Lancashire, três chamadas vieram de Burnley, uma de Nelson e outra de Accrington.

Um porta-voz da polícia de Lancashire disse que muitas vezes essas chamadas "não são o que elas podem realmente parecer".

"Então, uma chamada sobre um avistamento OVNI pode ser uma luz suspeita ou movimento irregular que poderia significar qualquer coisas que nós avaliaríamos e implantaríamos oficiais, se necessário, no caso de haver uma preocupação com o bem-estar da "testemunha", disse o porta-voz.

A autoridade disse que é a "obrigação" de investigar crimes e que todos os crimes notificados à polícia são investigados até certo e determinado ponto.

O último conjunto de informações ocorreu depois de três encontros próximos foram divulgados pela primeira vez em 2009, logo depois depois de serem divulgadas 4.000 páginas de documentos do Ministério da Defesa desclassificados.

Um triângulo de cor ouro e cobre que se movia em ângulos retos chamou a atenção de um residente de Colne a 18 de outubro de 1994 e a polícia também foi alertada para uma luz vermelha estacionada e brilhante que pairou acima de um jardim na cidade a 23 de Fevereiro de 1996.

Em Burnley, as autoridades receberam 250 chamadas telefónicas de um objecto no céu, que se deslocava a alta velocidade em direção a Hebden Bridge a 22 de novembro de 1995.

Em série de reportagens, 'NP' relatou visitas de OVNIs ao Brasil



Nos anos 1970 e 1990, o Brasil recebeu a visita de uma série de discos voadores e extraterrestres.

Banco de Dados Folha resgata algumas reportagens publicadas no jornal "Notícias Populares" sobre as inesperadas visitas.

Reprodução da notícia publicada no NP
Uma delas é da noite de 7 de março de 1978, quando um objeto voador não identificado sobrevoou as cidades paranaenses de Apucarana, Jandaia do Sul e Cambira, e despertou tanto a curiosidade quanto causou pânico entre os populares.


Quem assistiu à passagem do objeto não teve dúvidas: era disco voador.

O sistema de energia elétrica de Jandaia sofreu interferências no momento da passagem do objeto, o que interrompeu transmissões de rádio e TV. Até a plateia que assistia ao espetáculo do circo Tihanny ficou às escuras.

Segundo observadores, o objeto emitia uma luz intensa e, quando surgiu, apresentava um tamanho três vezes maior que o da Lua. Seu formato se assemelhava ao de um prato. Sua velocidade era lenta, e a medida que ia ganhando altura, ia desaparecendo, até sumir completamente, deixando apenas uma onda de boatos nas três cidades do norte do Paraná.

CANTAREIRA

Dois dias depois, o "Notícias Populares" informava a queda de um disco voador na Serra da Cantareira, em São Paulo. Uma equipe do COE (Comando de Operações Especiais) realizou buscas nas matas da serra na tarde do dia 9. Nenhum indício ou vestígio de OVNI ou extraterrestre foi encontrado.

Um oficial revelou ao jornal que se acreditava que havia "alguma coisa caída naquelas matas". Ao ser indagado se o objeto caído poderia ser um avião civil ou militar, o oficial do COE resumiu: "Fizemos levantamentos em todos os aeroportos e, até o momento, não se constatou a queda de nenhum avião".

Em 10 de março de 1978, o oficial do Serviço de Buscas e Salvamento da Aeronáutica foi irônico a respeito da possibilidade de o objeto ser alienígena: "Muita gente diz que vê disco voador caindo, subindo, e quantas vezes essas visões não passam de ilusão de ótica?".

Até aquele momento o que se tinha de concreto sobre a queda do objeto eram declarações de Etelvino Michete, vigia da Sabesp, e dos policiais da unidade do Tático Móvel 310. Eles afirmaram ter visto a "queda de um objeto disforme, emitindo luz prateada, andando em grande velocidade e que, ao cair, explodiu e deu origem a uma grande luminosidade e a um rolo de fumaça".

No aeroporto de Congonhas, porém, comentava-se que foi um avião militar, provavelmente um Mirage, que caiu na serra.

Essas especulações surgiram depois que a tripulação de um avião comercial que sobrevoava a região teria recebido ordens expressas de aviões militares que ali se encontravam que se afastassem da área onde teria caído o objeto.

Reprodução da primeira página do "NP"
No dia 11, o COE decidiu abandonar as buscas em São Paulo. Nem mesmo o vigia da Sabesp conseguiu passar aos oficiais uma informação ou indicação clara.


Contudo os OVNIs continuavam nas páginas do "Notícias Populares". Tanto que no dia seguinte o assunto era que outro objeto foi visto em São Paulo e Brasília.

Por volta de 1h do dia 12 de março de 1978, dezenas de moradores dos bairros de São Miguel e Tremembé afirmaram que um objeto não identificado decolou da Serra da Cantareira, sobrevoou a cidade de São Paulo e partiu em direção ao Norte.

Um outro OVNI, ou o mesmo, foi visto pela tripulação de um jato da Panam, que voava a 7 km de Brasília. Passageiros de um avião da Varig, de prefixo 800, também viram um objeto desconhecido próximo a Brasília, por volta da 1h.

O assistente de tráfego do aeroporto de Congonhas Rivaldo Cândido Nunes disse que recebeu 40 telefonemas de moradores de São Paulo relatando terem visto "algo estranho no céu".

Um morador do Tremembé (zona norte de São Paulo) disse que viu o OVNI exatamente à 1h20: "Vi-o da janela da minha casa. Ele saiu da serra da Cantareira em direção da cidade, no rumo norte. Era um conjunto de esferas luminosas com um facho de luz, como se fosse um foguete".

Nos anos 1970 e 1990, o Brasil recebeu a visita de uma série de discos voadores e extraterrestres.

Uma delas é da noite de 7 de março de 1978, quando um objeto voador não identificado sobrevoou as cidades paranaenses de Apucarana, Jandaia do Sul e Cambira, e despertou tanto a curiosidade quanto causou pânico entre os populares.

Quem assistiu à passagem do objeto não teve dúvidas: era disco voador.

O sistema de energia elétrica de Jandaia sofreu interferências no momento da passagem do objeto, o que interrompeu transmissões de rádio e TV. Até a plateia que assistia ao espetáculo do circo Tihanny ficou às escuras.

Segundo observadores, o objeto emitia uma luz intensa e, quando surgiu, apresentava um tamanho três vezes maior que o da Lua. Seu formato se assemelhava ao de um prato. Sua velocidade era lenta, e a medida que ia ganhando altura, ia desaparecendo, até sumir completamente, deixando apenas uma onda de boatos nas três cidades do norte do Paraná.


Reprodução da notícia publicada no NP

STEPHEN HAWKING

No ano de 1991, o "Notícias Populares" contou o caso de um OVNI visto nos céus do município de Casimiro de Abreu (RJ). Dezenas de caminhoneiros que viajavam na noite de 11 de maio pela BR-111 viram um objeto que apareceu, mudou de forma e de cor, desapareceu por várias vezes e tornou a aparecer dividido em pedaços.

O espetáculo durou cerca de uma hora e meia. O caminhoneiro Elton Luiz Araújo filmou tudo e cedeu a fita para a Rede Globo, que exibiu o material para o país inteiro.

Um funcionário da prefeitura da cidade falou ao "NP" que quem estava na cidade não viu o objeto. Só viram os caminhoneiros que estavam na estrada, que fica a 10 km do centro de Casimiro de Abreu.

Às vésperas do 50º aniversário da ufologia, no dia 27 de abril de 1997, o jornal publicou a primeira reportagem de uma série sobre ETs no Brasil. Stephen Hawking, um dos maiores cientistas do século, declarou que a chegada de ETs ao nosso planeta seria uma experiência muito pior e mais devastadora do que qualquer um de nós possa imaginar.

Para servir como exemplo do que Hawking previu, o "NP" estampou em sua primeira página uma chocante imagem de um homem que teria sido sugado por ETs. O seu corpo foi encontrado oco, sem os órgãos internos, na represa Guarapiranga (zona sul de São Paulo).

Segundo o jornal, este caso iria mudar os rumos da ufologia em todo o mundo. Um extenso documento elaborado pelos médicos do Instituto Médico Legal, dizia que os órgãos pareciam ter sido "aspirados" por pequenos orifícios simetricamente recortados no corpo da vítima.

Para muitos estudiosos do assunto, a técnica era um trabalho de alienígenas. Há anos caçadores de extraterrestres estudam o mesmo tipo de furos produzidos em animais do mundo inteiro.

Estômagos de bois, com mais de 50 cm, são sugados através de orifícios de 3 cm. Os beiços dos animais também são cortados com precisão milimétrica, impossíveis de serem feitos no mato, onde os animais mutilados são normalmente encontrados.

Esta foi a primeira vez que um homem foi vítima das mesmas experiências extraterrestres. Ele era aposentado, tinha 53 anos e costumava nadar até uma ilha deserta para pescar.

Segundo a ufóloga Encarnación Zapata Garcia, que estudou o caso Guarapiranga, os cientistas alienígenas recortaram cirurgicamente os lábios, olhos, orelhas e língua e, através de seis furos simétricos, sugaram coração, fígado, estômago, pâncreas, esôfago, intestino, apêndice e baço, além de amostras de músculos e do pulmão.

Reprodução da notícia publicada no NP

VARGINHA

A saga extraterrestre se manteve. Em 28 de abril de 1997, o "Notícias Populares" contou o caso de Marco Eli Chereza, um policial militar que morreu infectado por uma substância desconhecida um mês depois de participar de uma operação secreta de caça a ETs que teriam caído na cidade de Varginha (MG).

Para estudiosos do assunto, a morte do militar é uma das poucas provas de que algo estranho aconteceu na cidade em 20 de janeiro de 1996.

Na tarde deste dia, três meninas encontraram uma estranha criatura na periferia da cidade. A notícia correu o mundo, e dezenas de ufólogos já passaram por Varginha na esperança de encontrar o alienígena.

O policial trabalhava no serviço de inteligência da polícia. Depois de participar da operação de caça ao ET, percebeu um furúnculo debaixo do braço. Procurou o serviço médico da corporação que retirou o ferimento. Dias depois, porém, foi acometido por fortes dores nas costas.

Internado e fortemente medicado, seu estado piorou. Quatro dias depois da internação, ele entrou em coma e morreu. A infecção em seu corpo era generalizada.

O "NP" teve acesso a um documento interno do hospital que relatou a causa da morte do policial: "Granulações tóxicas finas em 8% dos neutrófilos". Isso significa que Marco estava com sangue contaminado. Essa contaminação nunca foi identificada pelos médicos responsáveis.

Para a irmã do PM, Marco capturou o ET de Varginha sem luvas e foi infectado. "Pode ter se arranhado ou simplesmente encostado, mas a criatura infectou meu irmão."

Reprodução da notícia publicada no NP

AERONÁUTICA

Na última reportagem da série, o "NP" revelou um documento confidencial do Ministério da Aeronáutica que mostrava que militares se preocupavam com OVNIs, mas não divulgavam suas descobertas.

O texto orientava os militares da Aeronáutica a não revelar informações sobre OVNIs para jornalistas ou curiosos.

Em suas cinco páginas, o documentou apresentava 28 orientações para o militar que avistasse um OVNI.

Entre elas estava um surpreendente procedimento: "Havendo telefonemas de jornalistas ou curiosos, responder que não está autorizado a fornecê-las [as informações]."

O porta-voz do Ministério da Aeronáutica, à época, o brigadeiro José Montgomeri Melo Rebouças explicou a medida: "O ministério tem um compromisso com a sociedade de não permitir a exposição de fatos sem comprovação".

Também esclareceu que OVNI não significa um disco voador. "O documento em pauta considera objeto voador não identificado todo aquele que, penetrando ou evoluindo no espaço aéreo brasileiro, não fornece elementos que possibilitem sua identificação."

Reprodução do documento da Aeronáutica

Crédito

Petróglifos Na Região Do Seridó (RN - Brasil)

Há cerca de cinco anos, postei aqui no blog sobre o Sitio Pintado (lembre aqui) desenhos feitos em pedra, os Petróglifos. Figuras bem curiosas e peculiares que me deixou animado para as pesquisas em campo.

Ontem, com o Amigo Felipe Barros fomos em busca de Sítios arqueológicos que são abundantes aqui na Região do Seridó e que estão condenados a extinção e ao esquecimento! Próximo ao local que fomos, está sendo construída uma barragem de grandes proporções que em breve alagará uma vasta área e cobrindo esses sítios.

O IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não toma providências em pelo menos catalogar esse patrimônio.

O fato curioso desses desenhos que eu quero mostrar pra vocês, meus amigos, são o que esses desenhos lembram! Desenhos que lembram aeronaves, seres bem estranhos, constelações e fenômenos espaciais.

Vejam as imagens e tirem suas conclusões: 

Não lembra um foguete?


Um objeto emitindo luz?





Cometas?

Um ser espacial?



Esse é só um aperitivo do que vem por aí! Espero que tenham gostado.
Rondinelli




quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Três pessoas avistam OVNI na Figueira da Foz a 8 de Julho de 1990

Resumo...

A 8 de Julho de 1990, um casal acompanhado por uma familiar deslocava-se de carro, durante a madrugada, do Minho para a Figueira da Foz, onde os primeiros residem.

Já após as 4 horas, seguiam pela Estrada Nacional nº 109 de Aveiro para a Figueira da Foz, quando a poucos quilómetros da Tocha, o condutor e a passageira do banco traseiro, reparam num objecto luminoso deslocando-se rente ao chão, nuns campos de milho que ladeiam a estrada e na direcção desta.
Apercebem-se que se trata de uma espécie de cubo, sendo as arestas luminosas, de cor branca, onde se podiam ainda notar luzes vermelhas, uma espécie de fumo na interior (transparente) do engenho, e uma forma abaulada escura no seu topo.

Observam, mudos pelo espanto, o objecto chegar até à berma a estrada, enquanto o carro se ia deslocando muito devagar.
O condutor afirma que o objecto desapareceu repentinamente, mas a outra testemunha admite que tenha permanecido no local.
Ao mesmo tempo, a passageira do banco da frente, olhando para o lado inverso, observa um objecto luminoso arredondado, aí com uns dois palmos de comprimento, deslocando-se ao lado do carro, sobre uns fios de telecomunicações que ladeiam a via, a uns quatro metros do solo.

É peremptória quanto ao desaparecimento repentino do engenho.
Quando regressam ao local da observação, cerca de um mês depois, concluem ser aquele o local da observação, mas surgem-lhes fortes dúvidas quanto ao local do início da observação, é que, vários quilómetros atrás, existe um outro local, esse sim coincidente com as suas recordações. 

Mais estranho ainda, não se lembram de ter passado por Mira, cujo centro é atravessado pela estrada nacional e que é uma localidade muito representativa para a família, que serve de ponto de referência nas viagens regulares que fazem naquele trajecto.

Introdução
O caso cuja investigação aqui se relata afigura-se, para o GIFI, como relevante por três ordens de razões.

Por um lado, um dos objectos descritos tem uma forma e características pouco comuns nos referenciais da ovnilogia.
Por outro lado, a dinâmica da observação, tal como nos foi relatada por duas das testemunhas, aponta para uma possível interferência dos objectos com o automóvel e seus ocupantes, factor que se encontra relativamente bem documentado no anais da investigação deste tipo de fenómenos, mas que neste caso nos parece assumir particularidades, pelo menos, curiosas.
Por fim, em termos do próprio decurso dos trabalhos de investigação, parece-nos ter sido possível obter uma extensa bateria de dados, confirmados e reconfirmados quer junto das testemunhas, quer através de fontes colaterais de informação, os quais nos conferem alguma segurança tanto na apresentação dos resultados obtidos, como no das conclusões da investigação.
Antes de mais, importa apresentar brevemente a mecânica da investigação, por forma a que o leitor possa aquilatar da valia dos dados adiante expostos.
Método de Investigação.

A notícia deste caso chegou-nos, via “Recorte”, através de um artigo publicado no jornal “A Voz da Figueira), na sua edição de 4 de Outubro de 1990.
Muito embora fosse claríssimo que o autor do artigo era uma das testemunhas do avistamento, apenas após alguns contactos telefónicos com o jornal, já em Dezembro de 1990, nos foi possível obter o seu nome e contactos.
Realizou-se, assim , uma primeira deslocação à Figueira da Foz a 23 de Dezembro de 1990, no regresso de outros trabalhos de investigação no Norte do país, tendo-se procedido a uma primeira entrevista à testemunha senhor António Oliveira Sousa.

O objectivo dessa entrevista, para além da recolha de uma primeira versão integral do avistamento, foi o de apurar do efectivo interesse, de princípio, do caso, em termos de justificar a continuidade da investigação.
Concluindo-se que, de facto, o caso merecia atenção suplementar, designadamente por força da inesperada descrição de um dos objectos observados, decidiu-se aprofundar o seu estudo.

Assim, nos dias 19 e 20 de Janeiro de 1991, os dois elementos da primeira equipa de investigação, acompanhados por um outro membro da associação, regressaram à Figueira da Foz para proceder, separada e conjuntamente, à entrevista da primeira testemunha e de sua mulher senhora D. Júlia Oliveira Sousa.

Procedeu-se igualmente a uma extensa recolha fotográfica no local, com a presença das testemunhas e do veículo em que se deslocavam na noite da observação, realizando-se igualmente a planta do local.
Realizaram-se ainda algumas entrevistas próximo do local, tendo em vista identificar outras testemunhas, sem sucesso no que se refere à observação em investigação.
Durante a noite, procedeu-se igualmente a uma deslocação ao local da observação, por forma a observarmos directamente, tanto quanto possível, as condições em que se verificou o avistamento, refazendo-se parcialmente o trajecto realizado pelas testemunhas.

A 5 de Julho de 1991 esteve-se em Coimbra, por forma a contactar os serviços locais da EDP, JAE e Portugal Telecom, tendo em visa obter informação adicional sobre as condições existentes no local à data da observação. 
Adicionalmente, realizou-se uma nova deslocação ao local da observação, para fotografá-lo nas condições aproximadas registadas no momento do avistamento - isto é, na mesma época do ano, com as culturas existentes próximo da estrada, principalmente milho, na fase de maturação equivalente à existente aquando da observação do fenómeno.


Finalmente, em 27 de Julho de 1991, foi entrevistada a terceira testemunha da observação, senhora D. Rosa de Sousa, na sua casa em Sobral de Monte Agraço.
Obteve-se junto do INMG um relatório acerca das condições meteorológicas no local, à data da observação.
No total, participaram nos trabalhos de investigação cinco membros do GIFI, um dos quais, como elemento permanente de ligação, interveio em todos os actos realizados. 

Resultados obtidos
A- Súmula do caso:
Data: 8 de Julho de 1990.
Hora: Entre as 4h00 e as 5h30m (as testemunhas insistem em referir as 4h00 como a hora da observação, mas afirmam ter chegado à Figueira da Foz às 5h15m / 5h30m).
Local: Cruzamento a cerca de 1 km da Tocha, na Estrada Nacional Nº 109.

Testemunhas:
- António Joaquim Oliveira de Sousa, 59 anos (nascido a 20 de Janeiro de 1931), secretário judicial no Tribunal de Vila Nova de Foz Côa.
É cego do olho direito.
Usa óculos, para ver ao perto e para ver ao longe.
Tinha os óculos postos durante a observação.

Comunicou a sua observação ao jornal “Voz da Figueira”, logo na manhã da segunda-feira dia 10 de Julho de 1990, sendo publicada uma curta notícia na edição seguinte.
Posteriormente escreveu quinze artigos, que foram publicados nas edições seguintes do jornal.
- Júlia Oliveira de Sousa, mulher da testemunha anterior, mais de 50 anos de idade, professora na Escola C + S da Figueira da Foz.
É peremptória ao afirmar que, mau grado a realidade que atribui à sua experiência, continuou, após a observação, a não acreditar na hipótese extraterrestre, como forma de explicação do fenómeno OVNI.
- Rosa Oliveira de Sousa, irmã da primeira testemunha, 47 anos, professora de trabalhos oficinais na Escola C + S de Sobral de Monte Agraço, solteira. 

Condições da observação: Céu totalmente limpo.
Lua cheia, com forte luar.
O relatório do INMG indica que na região as condições eram favoráveis à ocorrência de céu pouco nublado, visibilidade reduzida pela madrugada e vento geralmente fraco.
É, portanto, de admitir a formação de zonas de nevoeiro ou neblina baixa, típicas daquela região.

B- Relato da observação:
Na noite da observação as três testemunhas deslocavam-se do Minho (Portela do Vade, localidade situada entre Ponte da Barca e Braga), para a Figueira da Foz, onde residem os dois primeiros.
Tinham assistido à missa do sétimo dia da mãe das primeira e terceira testemunhas, falecida repentinamente uma semana antes, posto o que jantaram em Vila Verde. 
Tinham projectado passar a noite em Braga, mas como a terceira testemunha pretendia seguir na manhã seguinte para Sobral de Monte Agraço e considerando que naquela noite estava um luar “maravilhoso”, decidiram, provavelmente após a meia-noite, sair para a Figueira da Foz.
Faziam-se deslocar num automóvel Simca Aronde, modelo com cerca de 33/34 anos.
A primeira testemunha seguia ao volante, com a segunda testemunha a seu lado e a terceira no banco de trás, sensivelmente sentada a meio do banco.
A viagem decorreu normalmente, desde Braga, onde entraram na auto-estrada, até Aveiro, localidade em que tomaram a Estrada Nacional nº 109, que segue a linha de costa, em direcção ao seu destino.
As testemunhas recordam-se claramente do trajecto nos 11 quilómetros seguintes, passando em Ílhavo e Vagos, tendo atingido esta última localidade talvez pelas 4h00 da madrugada.
Depois da passagem por Vagos, visto que apenas nesse momento, a primeira testemunha começou repentinamente a guiar muito mal, enquanto a sua mulher o tentava auxiliar na condução, a qual prossegue com dificuldade pois os faróis do automóvel produzem pouca luz.
A condução processa-se a marcha consideravelmente lenta- talvez 50 / 60 km/h.
As duas primeiras testemunhas descrevem a estrada como parecendo remendada, com zonas de cor diferente e mais estreita que o normal, pelo que a segunda testemunha refere que colocou a hipótese de ser terem desviado, sem o reparar, para uma estrada lateral.
A primeira testemunha sente, por essa altura, um sobressalto, como se estivesse a passar sobre uma lomba, chegando mesmo a dizer que parecia que o automóvel vinha pelo ar.
Alguns quilómetros adiante, a primeira testemunha olha para o seu lado esquerdo, abrandando a marcha do veículo para uns 5 km/h, e vê o que, numa primeira impressão, lhe pareceu ser um tractor engalanado, como é costume na região fazer-se para efeitos das festas populares- “que coisa bonita”, pensou. 
À testemunha parece que o “veículo”, que se encontrava numa clareira ao fundo, num plano mais baixo, e que começa por essa altura a deslocar-se, no sentido da via principal. 

Observando com mais atenção, verifica tratar-se de um objecto cúbico, cujas arestas superiores esquerda e direita se apresentam laças, como cordas distendidas, com duas luzes vermelhas nos extremos.
O restante corpo do objecto apresenta-se opaco, com as barras ou arestas escuras, denotando apenas uma leve luminosidade branca.
Nesse momento, deslocando-se o objecto com uma oscilação pendular, as partes laças tornam-se tensas e vai ganhando luz em todas as arestas, que no entanto até certo ponto se mantêm visíveis sob a luz.
Forma-se como que uma sequência de luzes em forma de algodão em rama, aí com uns 8 cm de diâmetro, “com luz por dentro”, que se vão juntando, até formar uma luz branca contínua, sem produzirem brilho.
Continuando a sua marcha na direcção do veículo em que se encontravam as testemunhas, o objecto passa a deslocar-se como se deslizasse.
A primeira testemunha nota que o objecto terá cerca de dois metros, por cada lado e aresta de uns 8/10 cm. No entanto, no final da observação o objecto parece à testemunha mais pequeno, com cerca de 1,20 metros por cada lado, e com a forma de um paralelepípedo.
Ao centro do objecto, a testemunha nota uma sombra escura, que descreve como uma nuvem cinzenta, com bordos irregulares e que lhe pareceu não ter mudado de forma ao longo da observação. 
As luzes vermelhas estavam então na aresta frontal de cima.
Conforme a luz branca vai aumentando, vai exercendo influência sobre as luzes vermelhas, pelo que a interpenetração do vermelho no branco evolui até que as barras ficam totalmente brancas.
A sequência de alteração da cor das luzes foi de vermelho a laranja escuro, ao laranja médio, laranja claro e, por fim, branco, sempre assemelhando-se a algodão em rama com luz por dentro.
A primeira testemunha nota um fluxo de força (vibração horizontal, da esquerda para a direita e vice-versa) entre uma e outra das luzes vermelhas, que vai comprimindo a luz da esquerda até esta lançar uma ponta (tipo borracha de apagar), enquanto se liberta um ténue gás cor de abóbora, semelhante ao fumo libertado por uma sopa num dia de frio e humidade.
Segunda a primeira testemunha, é quando o objecto fica totalmente luminoso e começa a perder luz que a terceira testemunha o avistou, isto é, ela não terá assistido à metamorfose inicial.
O objecto está agora próximo da estrada principal, recomeça a oscilar e perde parte da intensidade luminosa, posto o que, junto à berma esquerda da referida estrada secundária, para a sua marcha, assentando no terreno num movimento para trás, sobre um pequeno talude que se encontra junto à via. 

O objecto lança então, uma sequência cada vez mais rápida de raios avermelhados, a partir da sua aresta frontal superior, que parecem dardejar na direcção do solo, sem no entanto o atingir.
É então que toda a luz se apaga, exclamando a primeira testemunha “mas o que e isto ?”, enquanto agarra o volante com força. Logo de seguida, segundo a primeira testemunha, o objecto desaparece.
A primeira testemunha estima a observação em alguns segundos, talvez 15, muito embora afirme que para si o avistamento parecia ter durado meia-hora.
A terceira testemunha descreve o objecto por si observado de forma algo diferente da primeira testemunha.
Afirma que viu o objecto vir da sua esquerda, apenas com duas luzes que lhe pareceram faróis grandes. O corpo do objecto era escuro, parecendo um cubo, com os seus lados opacos.
O objecto terá avançado cerca de dois metros, muito devagar, depois baloiçou, parecendo vir a subir um caminho e recuou um meio metro para trás, imobilizando-se.
Estaria nessa altura, segundo a estimativa da testemunha, a uns trinta metros de si.
Ao parar, o objecto parece, na sua face frontal, um rectângulo com metro e meio de lado, com uma meia circunferência em cima, de meio metro, com cor cinzenta escura. 
Nessa altura, o objecto começa a libertar faíscas, em direcção ao chão, que pareciam estalactites ou pingos a cair. As faíscas pareciam sair em maior quantidade da parte superior esquerda do objecto que da sua direita, não iluminando o chão.
Ficou a olhar pois pensou que era um veículo, talvez um tractor, que estaria a pegar fogo, pelo que estava assustada, à espera de ver se o presumível condutor abandonava o veículo, por forma a não ficar ali todo queimado.
Não viu rodas no objecto.
Não ouviu qualquer ruído.
Não viu fumo, nem as luzes ou as faíscas produziam clarão luminoso.
A testemunha não viu o objecto apagar-se, pelo que ficou com a sensação de que ele teria ficado no local, após a passagem do veículo em que se deslocavam.
Algum tempo depois a primeira testemunha pediu-lhe para olhar pelo vidro de trás, para ver se o objecto lá estava.
Pareceu-lhe ver ao longe umas luzes brancas, que, no entanto, a primeira testemunha atribuiu a um automóvel, que com eles tinha acabado de se cruzar.
Na sequência da exclamação, acima referida, da primeira testemunha, a segunda testemunha chama-lhe a atenção, batendo com os nós dos dedos no vidro, perguntando-lhe se está a ver a mesma coisa que ela..

De facto, já há momentos que a segunda testemunha via, sobre os fios espalmados suspensos existentes junto ao lado direito da estrada (posteriormente identificados pelo GIFI como cabos de telecomunicações), a uns 4 metros de altura e a 2,5 / 3 metros de si, um objecto arredondado e luminosa, sem brilho, com cerca de dois palmos de comprimento, deslocando-se paralelamente ao automóvel, como que colado aos fios e lançando pequenas faíscas. 
Descreve a luz como se fosse um holofote, mas cuja luz não feria os olhos, nem parecia iluminar nada à sua volta.
As faíscas, que se adelgaçavam para o seu final, mas sem nunca ficarem muito finas, saiam na direcção da Figueira da Foz e no sentido do solo, com tamanhos desiguais e, conforme o objecto as libertava parecia suportar uma vibração, que a testemunha descreve como o tremer de um pudim, a qual fazia o objecto alongar-se e comprimir-se no sentido esquerda / direita.

As faíscas mais compridas teriam uns dois palmos 
O objecto tinha ao centro uma coloração laranja escura, cor que se ia diluindo para os seus bordos, no sentido de um laranja mais claro, quase até ao branco.
Os bordos do objecto não eram totalmente definidos, muito embora a forma fosse em geral ovalada, particularmente por força da libertação das referidas faíscas.
Também esta testemunha descreve as faíscas como semelhantes aos tentáculos de um polvo. 

Esta observação terá durado escassos segundos, mas também esta testemunha afirma que lhe pareceu que tinha estado a olhar para o objecto durante vários minutos.
É peremptória no sentido de que, se bem que lhe tenha parecido que o objecto estava preso aos fios e parado, este se terá deslocado paralelamente ao automóvel, pois nunca teve de olhar para trás para o observar, aspecto que as demais testemunhas também referem.
As outras duas testemunhas não avistaram esse objecto, presumivelmente porque o tecto do automóvel lhes impedir a sua visão.
Por seu turno, a segunda testemunha não reparou no cubo luminosos, pois estava com a sua atenção centrada na berma oposta da estrada. 
Uns metros mais à frente (quarenta na opinião da primeira testemunha), o objecto luminoso arredondado desapareceu.
Pouco tempo depois da observação, entraram na povoação da Tocha, ao que a segunda testemunha logo perguntou “já estamos na Tocha ? - o que o marido lhe confirmou - mas não passámos em Mira !”.

A terceira testemunha nada refere quanto a este ponto, pois não conhece bem aquela estrada e como vinham de noite, não prestou qualquer atenção à sequência do caminho que estavam a percorrer.
Quando, cerca de um mês depois da observação, as primeira e segunda testemunhas tentaram voltar ao local da observação, acabaram por ir quase até Aveiro. 
A dado passo, na estrada entre Vagos e Mira (considerando o sentido Aveiro - Figueira da Foz), chegaram a um local, junto à Pensão Mestre, que a primeira testemunha considerou adequado às características do local no início da observação, por o terreno ao lado esquerdo da estrada estar a um nível inferior a esta e por ali existirem umas casas ao fundo e vários eucaliptos e arbustos.
No entanto, logo a primeira testemunha registou o facto de que não poderia ter sido ali, visto que estavam antes de Mira e a vários quilómetros de Tocha, onde tinha chegado logo após a observação.
Posteriormente encontraram o pequeno cruzamento, logo junto antes de se chegar à Tocha (uns 1700 metros), que correspondia às características do local onde se produziu a observação. 
A primeira e a segunda testemunhas ficaram muito perturbadas por não se lembrarem de passar em Mira, pois recordam-se de passar nas demais povoações relevantes do caminho.
Aliás, Mira é o seu ponto de referência nestas viagens, de e para o Minho, que fazem com regularidade, pois sabem que estão quase a chegar a casa e, ao longo da sua vida mantiveram, por várias razões, ligação int+ima àquela localidade. Acresce que a estrada nacional passa mesmo pelo interior de Mira, fazendo várias curvas, ao contrário dos demais troços, principalmente na direcção da Tocha, que são grandes rectas, pelo que parece de todo impossível que não reparassem na chegada a Mira.
Diz a primeira testemunha “Existe aqui um fosso muito grande, que não sei explicar.”
Informações adicionais recolhidas durante a observação permitem concluir que:

a) A probabilidade do objecto cúbico se tratar de um tractor são ínfimas, para não dizer inexistentes;

b) A EDP não registou qualquer avaria ou falha da sua rede, na data e local da observação; 

c) Também a (à data) Telecom Portugal não registou qualquer avaria ou falha da sua rede, na data e local da observação;

d) Mau grado a nossa insistência, a JAE não nos prestou qualquer informação, que seria particularmente útil para conhecer as características e datas das obras realizadas na Estrada Nacional nº 109, ao que se sabe antes e depois da data da observação.

Conclusões 
O método que o GIFI utiliza, ao qual recorrem normalmente os investigadores do fenómeno OVNI comprometidos com critérios de objectividade, pressupõe que antes de mais se afira da possibilidade de se estar perante uma fraude ou de um erro de interpretação de algo perfeitamente identificado no âmbito do conhecimento humano à data da observação.

Neste caso, devemos começar por dizer que todos os indícios vão no sentido de que não estamos perante uma fraude, pois a idade e o estatuto social das testemunhas afiguram-se como claramente inibitórios da criação voluntária de uma mistificação, bem como não se detectou qualquer vantagem potencialmente pretendida pelas testemunhas com a divulgação pública da sua experiência.
Aliás, pode referir-se que a terceira testemunha de forma incisiva contrariou o irmão em aspectos essenciais do relato da observação, o que, convenhamos, para uma efabulação implicaria uma sofisticação totalmente desproporcionada à ausência de vantagens para as testemunhas do facto da sua experiência ter sido tornada pública.

No segundo nível de análise, importa esclarecer se, dos dados obtidos, decorre o indício de que as testemunhas tenham observado algo enquadrável no conhecimento humano, mas interpretado mal o que estavam a presencia ou, o que pode ser questão conexa ou paralela, tenham de alguma forma sofrido uma alucinação.
Como ponto prévio, importa debater o facto de existirem discrepâncias evidentes e de algum relevo entre as descrições realizadas por cada uma das testemunhas, quer quanto àquilo que observaram, quer no que se refere às condições da observação. 

Estendemos que tais discrepâncias não são susceptíveis de nos induzir a avançar reservas quanto ao valor dos dados obtidos no âmbito desta investigação.
Vale a pena citar Wernher Von Braun, numa entrevista incluída no seu livro com o título “Os primeiros Homens na Lua”, publicado pela Livraria Bertrand nos anos sessenta- a entrevista data de Janeiro de 1960. 
O “pai” do Saturno V, ao sublinha a sua convicção de que apenas 2% das observações de OVNI correspondem a casos inexplicados, adianta com rigor que:
“... uma vida inteira dedicada a ensaios de projécteis guiados deu-me a maior prudência e reserva quanto às descrições de testemunhos oculares dum lançamento falhado dum foguetão: de três observadores experimentados, interrogados após um ensaio típico, o primeiro jurará ter visto claramente tombar um pedaço do foguetão antes de ter vacilado; o segundo negará energicamente, mas dirá que o foguetão oscilou violentamente antes de se desviar; o terceiro observador experimentado não viu nem a queda dum bocado, nem uma oscilação, nem o mais pequeno desvio da trajectória, mas sustentará que o foguetão voava de forma perfeitamente estável até ao momento em que uma explosão interna o fez bruscamente voar em pedaços.”
Parece-nos de todo admissível generalizar tais palavras, no sentido de que, particularmente em observações por espaços de tempo curtos, a mente humana capta e regista caprichosamente os dados do avistamento, provocando o que definiríamos como uma descrição subjectivada. 

Neste caso tal natural tendência humana é ainda potenciada por nenhum dos observadores poder ser qualificado como experimentado, bem como porque a observação ocorre de noite, durante uma longa viagem de automóvel, durante as quais as testemunhas, com toda a probabilidade fatigadas, são positivamente surpresas pela aparição dos objectos observados.
Mau grado a relativa imprecisão da (vasta) informação disponível, não poderemos deixar de tomar posição quanto à eventual explicabilidade do relatado.
Por comodidade expositiva, comecemos pelo segundo objecto, observado apenas pela segunda testemunha.
Sendo os dados recolhidos claros no sentido de que não foi registada qualquer anomalia nos cabos de telecomunicações e fios eléctricos existentes no local da observação, não vemos qualquer possibilidade de explicação do objecto referido no âmbito do actual conhecimento humano.
Acresce que as condições atmosféricas existentes não seriam propícias ao surgimento de fenómenos tais como o “fogo de santelmo”.
Aproveita-se a ocasião para sublinhar que nos parece tratar-se de um segundo objecto, na medida em que o cruzamento da descrição das três testemunhas aponta no sentido de que parte da observação se passa simultaneamente, bem como principalmente a terceira testemunha é bem clara na convicção de que o objecto, ainda que tendo perdido luz ou parado de produzir faíscas, permaneceu no local da observação enquanto o automóvel dele se afastava. 
Quanto ao primeiro objecto, o problema deve colocar-se quanto à hipótese de as testemunhas terem avistado um veículo, relativamente incomum, aproximando-se por uma estrada lateral à Estrada Nacional 109.

Quanto à tese, aventada pelas próprias testemunhas, de se ter tratado de um tractor agrícola, não só a descrição se afasta desse modelo, quando a descrição das testemunhas entra em pormenores (designadamente, por mais evidente, o facto de não terem sido observadas rodas, normalmente descobertas nos tractores), como também terceiros entrevistados no local da observação demonstram claramente a diminuta possibilidade de uma máquina agrícola deambular naquele local na ocasião da observação.

Uma outra hipótese é a de se ter tratado de uma máquina interveniente nas obras que, confirmadamente, a JAE estava a realizar naquele local.
É curioso registar que a terceira testemunha afirma ter visto uma máquina de assentar asfalto que lhe pareceu semelhante àquilo que observou e que tal hipótese foi aventada num “brain- storming” realizado pelo GIFI a propósito das conclusões desta investigação, por parte de associados a quem garantidamente a referida afirmação da testemunha não havia sido previamente transmitida.
Contra tal sugestão vai, em primeiro lugar, a informação de que a Estrada Nacional 109 já estava reasfaltada na data da observação e que só faltava pintá-la, sendo que as máquinas que realizam tal tarefa não serão confundíveis com o observado pelas testemunhas. No entanto, parece haver registo que a estrada lateral do cruzamento próximo da Tocha só foi reasfaltada após a data da observação.
Em segundo lugar, o trabalho de madrugada, ainda por cima num fim-de-semana, normalmente só é utilizado em obras públicas em caso de urgência, pelo seu sobrepreço, nenhuma informação disponível apontando nesse sentido, pois ao invés, parece que as obras na rede viária daquela região se prolongaram por bastante tempo, tanto mais que, como é mau hábito em Portugal, uma via importante foi mantida sem sinalização horizontal durante algum tempo.
Pode ainda aduzir-se que seria normal que estando a realizar-se obras na rede viária as testemunhas tivessem avistado outros operários ou máquinas, não parecendo particularmente lógico que se encontrasse em manobras apenas a máquina de asfaltar.
Também as faíscas claramente referidas pelas primeira e terceira testemunhas são de um tipo tal que não parece que pudessem ter sido produzidas por uma máquina do tipo referido, ainda que estando a processar asfalto para assentamento.
Como decorre das conclusões supra, somos levados a considerar como mais relevante a descrição da terceira testemunha do que a da primeira, o que exige desvalorizar relativamente a extensa descrição da mutação do objecto realizada pelo condutor do automóvel.
De facto, o repensar continuado da observação pela primeira testemunha e a forma obsessiva como se interessou pelo ocorrido, levam-nos a admitir fortemente que vários dos pormenores descritos poderão ter por ele sido construídos mentalmente, de boa fé, nos meses seguintes à observação.

Em todo o caso, admitimos que de facto a primeira testemunha tenha começado a observar o fenómeno algum tempo antes da terceira testemunhas e que portanto a mutação haja ocorrido, sendo no entanto impossível discernir totalmente o que realmente foi observado e o que a testemunha terá aditado posteriormente ao seu relato.
De acordo com a nossa consultora externa na área da psicologia, alguns dados gerais (pois não se realizou uma avaliação técnica e directa do estado psíquico das testemunhas) podem ser aduzidos, como prevenções tendentes a diminuir, que não necessariamente destruir, a validade absoluta do relato das testemunhas:
a) Caso exista um fenómeno de mútua dependência ou mesmo de simbiose funcional entre os elementos do casal, é de admitir que possa ter ocorrido um comportamento mimético, em que, por uma partilha de inconscientes, a segunda testemunha tenha absorvido dados gerados pelo marido, assumindo-os como seus. 
Em todo o caso, a diversidade dos testemunhos e o facto de a segunda testemunha ter manifestado o seu espanto quanto ao que estava a observar, dentro do automóvel e antes de as demais testemunhas lhe terem relatado a sua experiência torna diminuta a aplicabilidade desta tese ao caso concreto;
b) Na medida em que as testemunhas vinham do funeral de um familiar muito próximo, falecido repentinamente, tem de se admitir que se encontrassem num estado emocional muito particular, de maior fragilidade.
Nessas condições, é perfeitamente possível que o sujeito se feche nos seus pensamentos e reflexões, agindo com plena desatenção ao que o rodeia, mas cumprindo sem dificuldade os actos que está a praticar, designadamente a condução do veículo.

Ao tomarem consciência da sua desatenção, não é impossível que gerem uma explicação que considerassem plausível, neste caso a influência de objectos desconhecidos, agindo inteligentemente, referência implícita na descrição das primeira e segunda testemunhas, essencialmente.
Quando estamos tensos ou ansiosos, as nossas capacidades cognitivas (de pensar, percepcionar o exterior e de processar a informação recebida) estão enfraquecidas e mesmo comprometidas;
Não há dados que nos permitam determinar se durante o funeral ou nas ocasiões subsequentes alguém se referiu ao fenómeno OVNI ou, em tese geral, ao insólito, podendo assim sugestionar as testemunhas, sensibilizadas pela situação, para uma eventual pseudo-experiência.

Estes dados, decorrentes dos conhecimentos actuais no campo da psicologia, são de considerar no caso concreto, mas não se nos afiguram decisivos para afastar a séria possibilidade de estarmos perante o relato de uma experiência real, surgindo como mais viável a eventualidade da descrição em si estar “amplificada”, aditada de referências produzidas pelo subconsciente das testemunhas, por força do contexto de pressão e sensibilidade psicológica acima evidenciado.
À falta de outras explicações adequadas à descrição das testemunhas, a nossa segunda conclusão é a de que foi de facto avistado algo que, por ora, permanece inexplicado.
Significativo, tanto mais que se trata de matéria bem registada nos anais da ovnilogia, é o facto das testemunhas se referirem à ausência de brilho luminoso e de que as luzes e faíscas nada iluminavam no objecto e ao seu redor. Considerando ainda a descrição dos raios de luz, especialmente pela segunda testemunhas, parece-nos ser de admitir a verificação neste caso de algo próximo ao chamado “fenómeno da luz sólida”.
Cumpre, por fim, debater a importante questão do lapso de espaço registado pelas primeira e segunda testemunhas.

A primeira nota a considerar, por nos parecer atestar tanto a perplexidade, como a boa fé das testemunhas, é a do facto de sublinharem a sua vontade de não aprofundar excessivamente a sua convicção de que não passaram por Mira.
Entre o local que as testemunhas indicam como aquele onde se iniciou a observação, situado depois de Vagos (onde se recordam de passar) e o cruzamento localizado antes de se chegar à Tocha distam mais de 20 quilómetros.

Parece-nos extremamente difícil que, fosse por que razão fosse, as testemunhas não notassem a passagem por Mira, visto que a estrada nacional atravessa o centro da localidade, com várias curvas entre os edifícios, além de que é uma localidade significativa para as testemunhas, como se assinalou supra.
Durante a nossa investigação refizemos o trajecto das testemunhas durante a noite, tentando verificar da possibilidade, por exemplo pela presença de bancos de neblina, terem inadvertidamente entrado numa estrada lateral, regressando à estrada principal apenas depois de Mira. 
Tal situação afigurasse como extremamente improvável, pois as vias laterais à Estrada Nacional 109, que poderiam servir de saída e entrada nesta , para as testemunhas, têm ângulos muito pronunciados, pelo que apenas voluntariamente é de admitir os desvio da via principal, pois de outra forma, mesmo a baixa velocidade, muito dificilmente se evitaria um despiste ou, ao menos, a constatação evidente de que se estavam a desviar do trajecto pretendido.
Também não pretendemos nós sublinhar a verificação de um “salto no espaço”, por interferência dos objectos observados. No entanto, não podemos deixar de anotar que, em face dos dados disponíveis, tal hipótese não pode ser liminarmente afastada.

É, aliás, de referir o pormenor perturbante de que, no cruzamento próximo da Tocha, no sentido em que as testemunhas se deslocavam, há um poste entre o automóvel e a estrada lateral, mesmo em cima do extremo esquerdo dessa estrada, pelo que deveriam as testemunhas ter reparado que o referido poste limitava, até ao momento em que estavam sobre o cruzamento, a sua visão do objecto. 
No primeiro local indicado como o da observação, situado antes de Mira, não existem obstáculos tão evidentes à observação do objecto.
Mesmo considerando que se deslocavam a baixa velocidade, há que considerar que as testemunhas são peremptórias na afirmação de que nunca tiveram de olhar para trás, para observar qualquer dos objectos, o que permite admitir à tese de que aqueles se deslocaram paralelamente ao automóvel.
Infelizmente, não há dados exactos que permitam estabelecer se ocorreu ou não um lapso de tempo, visto que as testemunhas falam de um tempo “real” de escassos segundos de observação, mas que lhes pareceram de facto largos minutos (distorção explicável, em todo o caso, em termos psicológicos, pelo esforço de atenção focalizado pelas testemunhas nos objectos).
Se considerarmos que o trajecto a realizar pelas testemunhas foi de cerca de 200 quilómetros, se a média da viagem (considerando a fase em que se deslocaram mais devagar) for de cerca de 50 quilómetros por hora, deveriam ter demorado 4 horas a chegar à Figueira da Foz. Admitindo que terão saído de Vila Verde pela meia-noite e meia, a verdade é que certamente só chegaram ao destino às 5h30m. 

Em conclusão, mesmo se a média da viagem tiver sido marginalmente inferior a 50 quilómetros por hora (o que não nos parece evidente), é possível admitir que ocorreu neste caso um lapso de tempo superior a 30 minutos.
Designadamente por termos considerado inadequado submeter as testemunhas, em especial a primeira, a pressões psicológicas adicionais, bem como por os nossos consultores externos considerarem pernicioso o recurso a métodos como o da hipnose, optámos por não aprofundar esta vertente do caso, permanecendo em aberto as dúvidas e hipóteses acima enunciadas. 

GIFI

Pombos Lunares, o que são de facto?

O Mistério da Apollo 10 e os Pombos Lunares (Moon Pigeons) ainda sem uma explicação convincente da NASA 



Nos últimos meses um grande número de vídeos sobre o programa Apollo da NASA inundaram o Youtube alegando que as filmagens oficiais haviam registado a passagem de um ovni durante a missão da Apollo 10. 

Como sempre vídeos muito trabalhados, com efeitos, músicas impactantes, frases de efeito moral, tudo para prender ao máximo a atenção do internauta curioso .

A NASA apelidou os misteriosos objectos de "Pombos Lunares", que durante a sua passagem, parecem intervir nos comandos das nossas naves!

Porquê de pombos e não OVNIs "Objectos Voadores Não Identificados"!

Já alguns cientistas dentro do cérebro da NASA classificam este fenómeno (objectos), como partículas de gelo.

Porém, as partículas de gelo não interferem com sistemas eletrônicos, o que alimenta mais ainda as teorias sobre a conspiração da NASA e o fenómeno OVNI.



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Avistamento anómalo em Braga 2018

Localização - Braga

Data e hora - 17/01/2018 - 21:40PM 

Testemunha - Sr. Pedro Dias

Relato de observação...
"Gostaria de comunicar um avistamento em Braga de uma situação curiosa. 
Cerca das 21h40, desde a cidade de Braga, olhando para norte observei o movimento que parecia ser uma estrela aos zigues-zagues durante cerca de 2 minutos e depois estabilizou.
Este é impossível por qualquer meio mecânico. 

Foi visto no ponto cardeal norte relativamente à cidade de Braga. 
Situava-se entre o poste de iluminação e o poste de electricidade.
O objeto ou estrela ou seja lá o que for percorria distâncias gigantescas e depois voltava para trás, subia, descia.
Tudo muito estranho".

UFO Portugal Network
Se você viu o mesmo fenómeno poderá deixar o seu testemunho através do e-mail ( ufo_portugal@sapo.pt ).

Discovery Channel: Os contactos com extraterrestres vão ser investigados em “Alien Mysteries”



Desde há 50 anos que a ovnilogia é uma constante, já que a curiosidade humana é aguçada pela possibilidade de existir vida no espaço. Os últimos 50 anos de contactos extraterrestres vão ser investigados em  “Alien Mysteries”, que vai estrear no Discovery Channel no dia 29 de Janeiro, às 21:00.

 Nesta nova série uma equipa de cientistas viajará a todos os locais onde estão documentados avistamentos, contatos e pistas de extreterrestres, nos últimos 50 anos. Os especialistas vão dar voz aos protagonistas destes acontecimentos e analisar exaustivamente todas as provas recolhidas.

 Cada uma das histórias apresentadas será vista à lupa pelos especialistas que ao longo de seis episódios vão apresentar testemunhos credíveis, relatórios de investigação e provas tangíveis, tais como marcas físicas, fotografias, relatórios de radares e vídeos que, supostamente, corroboram a existência de visitantes vindos do espaço.

 Em “Alien Mysteries” serão vistas reconstruções de casos inquietantes como o de Matthew Reed, um fazendeiro de Indianapolis que, depois de perseguir no seu carro uma estranha luz alaranjada, viu como o veículo parou de forma brusca. Depois do sucedido, não se lembra de nada durante hora e meia.

Também vamos conhecer o caso de Corina, uma jovem mãe de dois filhos que, em julho de 1991, avistou um ovni em forma de bumerangue, do tamanho de um campo de futebol, que sobrevoou a sua casa a escassos metros do telhado.
“Alien Mysteries” vai estrear no Discovery Channel no dia 29 de Janeiro, às 21:00.

http://infocul.pt

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Jorge Gabriel da RTP um crente no fenómeno OVNI e vida extraterrestre


Para surpresa ou não dos leitores do UFO Portugal Network, Jorge Gabriel, Jornalista e apresentador do programa da RTP "A Praça", também é um crente no fenómeno OVNI e vida extraterrestre.

Assim o expressou no seu Blog pessoal a 6 de Setembro de 2016.

Leia na íntegra as suas palavras referentes ao fenómeno.

EXTRATERRESTRES E NAVES ESPACIAIS: I’M A BELIEVER!

Este texto devia ser acompanhado com a música de Ficheiros Secretos, porque vou falar-vos de extraterrestres e naves espaciais!
Pois é, pode ser uma surpresa, mas eu, Jorge Gabriel, acredito em extraterrestres e vou ficar extremamente desapontado se um dia descobrir que não existem mesmo.
Atenção, não acredito em homenzinhos verdes e com olhos esbugalhados que vêm à terra de 100 em 100 anos trazer-nos tecnologia de ponta.
Isso são os ETs dos filmes!

Mas acredito que é impossível estarmos sozinhos no Universo. 
Era só o que mais faltava, sermos donos e senhores disto tudo! 
O Universo é infinito e nós aqui neste cantinho nem fazemos ideia do que deve andar por aí a pairar.
Pensem bem nisto. 
Um ser extraterrestre pode ser qualquer coisa. 
Desde que se descobriu que já houve um oceano em Marte que é perfeitamente possível que tenha havido vida no planeta há muitos anos atrás. 
E haver vida pode querer dizer simplesmente que se desenvolveram algas ou pequenas bactérias. 

Se pensarmos que durante 1,5 biliões de anos existiram condições óptimas no planeta, e isto é mais tempo do que foi necessário para se começar a formar vida na terra, não é assim tão difícil perceber que é possível. 
E isto é fascinante!
Eu ando sempre a ver todas as notícias que saem da NASA, à espera do dia em que revelam que descobriram microorganismos num planeta do nosso sistema solar. 

É mais forte do que eu, e acho que todos temos essa curiosidade por saber o que anda por aí.

É claro que seria fantástico se os extraterrestres fossem mesmo aquelas criaturas que vemos nos filmes e digo-vos já que, se são mesmo, até gostava de encontrar um!
Mesmo com medo de ser raptado e levado para Marte, ainda o convidava para vir falar do seu planeta n’A Praça.

http://jorgegabriel.pt

Fica aqui o desafio a Jorge Gabriel, de levar o fenómeno OVNI ao seu programa na RTP.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

PILOTOS DA FAP OBSERVAM FEIXE DE LUZ SOBRE TOMAR


Data: 18 de Junho de 1975

Hora: Entre as 23H45 e as 00H15
Local: TOMAR, distrito de Santarém, província do Ribatejo
Testemunhas: Aníbal Fuentefria Jacinto, 26 anos, mais cinco tripulantes, todos pilotos militares, a bordo de um avião Cessna Skymaster em viagem de Lagos para a base de Tancos.

Condições meteorológicas: Céu limpo, com bruma no horizonte. Ausência de vento e temperatura de cerca de 15/18 graus. Visibilidade da Lua: negativa
Tipo de observação: LN (Hynek)
Índice de credibilidade: 3,38
Índice de estranheza: 3

SITUAÇÃO HISTÓRICA E GEO-MORFOLÓGICA

A cidade de Tomar está situada nas duas margens do rio Nabão, na base de um monte acastelado, a 135 kms de Lisboa, 60 de Santarém e a 30 de Fátima. 
É possível conjecturar acerca do seu povoamento em épocas recuadas mas carece-se de documentação anterior ao séc. XII. 
A origem de Tomar está ligada à existência das velhas povoações de Sellium, estação luso-romana da via militar Scalabis (Santarém) – Aeminium (Coimbra e de Nabância cuja implantação ainda hoje se discute. 
De salientar naturalmente a importância do Castelo de Tomar, fundado por D. Gualdim Pais, mestre dos Templários em Portugal, e que assentaria também em ruínas de uma povoação existente no morro onde foi implantado.

Quanto aos aspectos geológicos temos a considerar que Tomar está assente sobre calcários terciários. 
Os afloramentos jurássicos começam a 1 km ao norte da cidade. 
Os terrenos liássicos constituem uma banda N-S de seis kms ao longo do rio Nabão, estendendo-se por uma largura de 2,5 kms entre Pedreira e Casais. 
Na complexa tectónica desta área, sobressai uma rede de falhas geológicas de importância desigual que desenham uma rede ortogonal, ao norte da localidade.
A principal das falhas meridianas pode-se designar por falha de Nabão. 
Existe um primeiro grupo de falhas com uma orientação WSW-ENE e outro com direcção N-S. 
A leste do vale do Nabão, ressalta uma rede muito cerrada de anticlinais e sinclinais.

A outra região que nos interessa analisar sob o ponto de vista geomorfológico é a correspondente à vertical do lugar de imobilização do Ovni e que, pelos cálculos efectuados se situa sobre a Serra de Santo António, na região de Mendiga, aproximadamente. 
Trata-se de um maciço calcário jurássico, limitado a W e N por falhas normais. 
O planalto com o mesmo nome está recortado por diversas falhas de orientação NW-SE, por vezes injectadas por filões de rochas eruptivas doleríticas. 
Outras falhas, de direcção sensivelmente N_S, mais ou menos paralelas à estrutura tifónica da área, são também conhecidas. 
Sob o ponto de vista hidrológico, é uma região de morfologia kárstica, com numerosas bacias fechadas, grutas, algares e ribeiras subterrâneas.

A VIAGEM DE LAGOS PARA TANCOS

Num avião Cessna Skymaster, as seis testemunhas – quatro pilotos e dois mecânicos – seguiam viagem desde Lagos até Tancos, base militar onde pertencem. A rota passava à vertical de Fátima. 

Na região de Santarém o controle da Torre de Lisboa solicitou aos ocupantes do aparelho que, logo chegados às cercanias da base, tentassem identificar um alvo desconhecido que não respondia às chamadas feitas para o efeito. 
Aníbal Jacinto, um dos pilotos, pormenoriza os incidentes da viagem:
Estávamos a ouvir o controle de identificações de todos os aviões que entram no sector da base, quando, a umas 10/12 milhas da zona de Tancos, vimos o alvo que tinha a aparência da luz de anti-colisão de um avião e cuja presença estava a ser dada pelo radar planimétrico. 
Naquele momento, estávamos a uns quatro mil pés de altura. 
Sei que foi depois de Santarém que eles nos pediram para fazer a identificação do alvo. 
Este, estaria a uma distância de oito a nove milhas de distância da base, para Oeste, no sentido do Oceano Atlântico portanto. 
Nessa altura, seguíamos rumo à vertical de Fátima.

O comandante do avião acelerou-o até ao máximo permitido, tendo-nos aproximado do alvo a umas cinco milhas, segundo as indicações do radar. 
Aí, a luz começou a deslocar-se para Oeste e a acelerar de tal modo que a distância entre nós aumentou rapidamente até que a luz desapareceu na bruma do horizonte. 
Ficamos a umas 30/40 milhas de distância em pouco tempo. 
O aspecto desse alvo  - foi a única vez que o vimos  - era o de uma luz vermelha, do tipo anti-colisão. 
Tinha um pulsar ritmado e essa era a única luz visível. 
Quando nos aproximamos mais, reparámos que não se apagava como o flash, mas um pouco mais lento, talvez de um em um segundo ou de dois em dois. Entretanto, no mesmo momento, vimos um avião comercial da TAP que entrava no território e se situava a umas 10 milhas ao nosso lado. 
A luz era muito mais potente do que a do avião.

PENSAMOS NO ERRO DO RADAR

Estávamos a sul de Fátima. 
Quando vimos que não o podíamos alcançar, comunicamos com o controle de Lisboa e voltámos novamente para o bordo de Fátima para fazermos a descida para a nossa base. 
Quatro ou cinco minutos depois, aproximávamo-nos de Tomar, quando o radar de Lisboa nos informou que o objecto estava outra vez na zona. 
Começou a dar-nos indicações sobre a sua posição e nós movimentávamo-nos de acordo com as informações recebida. 
A dada altura ficamos a cerca de uma milha – distância que é quase a mínima que o radar consegue resolver – e não vimos luz nenhuma. 
Não nos tinha possibilidade de dar a altitude porque na altura o controle tinha uma avaria. 
Apenas nos diziam que estávamos a uma milha à esquerda, depois atrás de nós e ainda para o lado da nossa asa direita. 
Tanto assim que pensámos que o radar estivesse avariado e a dar-nos indicações trocadas: olhem, está uma milha à vossa asa esquerda – diziam: Virávamos para lá e logo emendavam: afastou-se agora para cinco milhas... . Andámos assim durante uns 20 minutos na área, até que, quando estávamos na vertical de Tomar, ao darmos uma volta sobre a esquerda, a três mil pés, o radar indicou-nos que os ecos estavam coincidentes no scope.

UMA LUZ INTENSA E SEM DISPERSÃO

Estávamos então a ser controlados pelo radar civil, tendo o de Montejunto tentado o radar em altitude. 
Logo nos disseram que os ecos estavam coincidentes. 
Olhamos para cima e para baixo, tentando descortinar qualquer coisa. Procurámos intensamente na zona e foi então que, quando estávamos a voltar para a esquerda, na sombra da nossa asa, vimos um foco de luz muito intensa e de forma oval, muito limitada e sem dispersão alguma.
Aquilo estaria a uns 500 metros ao nosso lado e a uma altitude superior à nossa porque vimos o foco mas não víamos a sua origem. 
Ele surgia já no enfiamento da nossa asa. 
Estávamos nessa altura a 900 metros de altitude e é difícil calcular o ponto de origem do foco. 

O ângulo de abertura do feixe luminoso, desde que surgia na nossa asa até ao seu encontro com o solo, abria muito pouco. 
Pelo que ele iluminou de Tomar – a praça principal – nós calculámos que seria, na base, uma elipse com cerca de 120/150 metros de comprimento maior por uns 75. 
O foco varreu a praça, dando a ideia de que tinha sido focado como se estivesse ligeiramente em movimento e daí que esse jacto de luz fosse varrer a zona durante uns dois segundos. 
Era uma elipse bastante excêntrica em virtude da inclinação que o feixe trazia. O que notámos desde logo foi a diferença com um tipo de avião que nós temos e que dispõe de um feixe potente mas cuja luz, ao chegar ao solo, se dispersa normalmente, com penumbra. 
Aquele não: onde caía era tudo branco, logo limitado pelo negro da noite. 
Não tinha esbatimento progressivo da penumbra. 
Estaríamos a uns 500 metros por sobre a periferia da cidade. 
O radar, dizia-nos que os ecos eram coincidentes porque o aparelho não tem poder de resolução para distâncias tão pequenas. 
A origem do foco estava por certo acima de nós. 
Ainda virámos para lá mas mal tentamos a manobra já o foco se tinha apagado e não vimos nada, nem sequer a luz vermelha que tínhamos visto de início. Suponho que, pela largura do foco na base, o ponto projector estaria, entre 150 a 300 metros acima de nós. 
Portanto, nós estaríamos a 3000 pés e ele a uns 4000 de altitude.

REPETE-SE O JOGO DO ALVO E DO AVIÃO

A cor do foco era branca, tipo holofote. 
Não nos apercebemos de movimento na referida praça, pelo facto de ser noite e também pelo escasso tempo de projecção. 
Só nos convencemos de que aquilo não era nenhum avião. 
Um dos pilotos que ia connosco experimentou um certo pânico porque constatou isso mesmo. 
Nosso não era, porque não tínhamos qualquer informação sobre outro movimento através da Torre de Lisboa. 
Aliás, quando fizemos o relatório para a Região Aérea disseram-nos igualmente que não havia aviões nossos no ar. 
Um outro aparelho que tinha feito a mesma viagem, 15 minutos atrás de nós, ainda ficou no local para ver se localizava alguma coisa já que estávamos com pouco combustível.

De facto, na altura da observação, tínhamos registado a posição do alvo como coincidente com a nossa. 
Como pouco depois voltamos para a base, o outro avião ficou na área tentando a busca, durante cerca de um quarto de hora. 
Andou também às voltas com o eco, como nos aconteceu a nós. 
Ora para a direita, ora para a esquerda, não conseguiu ver nada, ficando com a impressão que o radar de Lisboa não estava em boas condições. 
Nessa altura, o controle continuava a afirmar que tinha o objecto na mesma zona, sempre referenciado pelo radar.
Concluindo: o foco luminoso teria de comprimento mais de um quilómetro. Para iluminar daquela maneira só um laser. 
Nós temos helicópteros que tem um foco mais pequeno e dispersivo. 
Outros aviões, como os V 2 V 5 têm um projector que ilumina a longa distância mas dispersa a luz, sem dúvida. 
Outros aviões que passaram na zona, foram interrogados pela Torre sobre se viam alguma coisa estranha. 
De outras bases, viemos a saber que não houvera saídas de aviões. 
Por fim, a nossa Torre de Tancos também localizou o objecto. 
Aqui, o pessoal da noite parece ter tido uma certa experiência deste tipo de fenómeno, a que chamam luz fantasma. 
Por outras ocasiões, aconteceu o mesmo, segundo apurámos.

LUZ FANTASMA – VISITA FREQUENTE

Soubemos isto mal chegamos à Base. 
Logo o pessoal de serviço nocturno nos informou que também via a tal luz fantasma que pouco antes passara por ali. 
O sargento de serviço disse-nos que o fenómeno passara à vertical do aeródromo.

No fim de semana imediato, um dos tripulantes que fazia o nosso voo, o furriel Francisco, que estava de serviço às Operações, foi chamado juntamente com outro colega para ver a luz fantasma. 
Aí, identificou-a como sendo do mesmo tipo que havíamos visto sobre Tomar. 
A luz vermelha a lançar o mesmo foco de luz densa para o solo. 
O pessoal de terra viria a confirmar, aquando do nosso caso, a observação da mesma luz três ou quatro dias antes. 
O objecto encontrava-se na vertical da Base, deslocando-se no sentido vertical e horizontal com acelerações enormes que nem sequer são de helicóptero. 
Para uma imobilização daquelas só temos o heli ou os modernos aviões de descolagem vertical que são relativamente lentos a fazê-lo. 
Os pilotos que observaram esta luz disseram logo que não podia tratar-se de helicóptero. 
Além disso, não emitia o mínimo ruído. 
Enfim, não conheciam meio aéreo capaz de fazer aquilo.
Não vejo motivos para qualquer confusão. 
Nos aviões, a luz anti-colisão é vermelha e as outras, na ponta das asas, não deixam qualquer dúvida. 
O aspecto do alvo era apenas luminoso. 
Nas observações da Base era o mesmo foco de propagação instantânea com uns dois segundos de duração. 
Andou por ali a passear até que arrancou em grande velocidade. Havia bastantes chamadas para a Base por causa da tal luz. 
Uns e outros, perguntávamo-nos se havia aviões no ar mas nunca encontrámos justificação para uma coisa daquelas.

AS CONDIÇÕES DE VOO E DOS TRIPULANTES

Segundo o mesmo piloto, estava de facto bom tempo para fazermos voo nocturno sem problemas. 
Todos os tripulantes do Cessna estavam em boas condições físicas e psíquicas, portanto, de operacionalidade. 
As suas idades estão compreendidas entre os 21 e os 30 anos. 
Todos fizeram a observação a olho nu. 
O piloto que mais se assustou com o caso tem, inclusive, muitas horas de voo, cerca de 12 mil. 
Uns e outros eram conhecidas de missões em África e quando aquele viu o foco de luz, quis virar para o lado contrário mas o comandante de bordo forçou a manter o rumo e a alterá-lo para tentarem ver o foco.

Trocaram rápidas impressões sobre a natureza do fenómeno e a propriedade do mesmo, não conseguindo atribuir o facto aos aviões comuns. 
A testemunha citada e o furriel Francisco, que observaria um objecto semelhante três ou quatro dias depois, eram os menos experientes. 
Não se verificaram interferências nem no avião nem efeitos secundários nos tripulantes. 
A duração total do caso, foi de cerca de meia hora para o primeiro Cessna e mais 15 minutos para o segundo aparelho que o seguia e permaneceu na área.

Fonte: Revista Insólito nº 36 Novembro / Dezembro de 1978

OVNIs em Castanheira do Ribatejo


Relato referente ao ano 2011 extraído da web

"Uma vez que esta é minha primeira cache queria que fizesse referência a algo misterioso.
Numa noite com céu estrelado andava eu por ali com um amigo (joaodavidmateus), na altura que andávamos a aprender a conduzir ( há uns 7 anos atrás), e aquela zona ( como irão perceber) é bastante boa para treinar os pontos de embreagem, embora agora não seja possível ir para lá com carro.. Mas continuando.
Avistámos algo bastante intrigante.. 2 luzes no céu que se moviam rapidamente, a uma velocidade verdadeiramente surpreendente ( e agora dizem vocês: ..pois era um avião..) errado,
as luzes moviam-se a grande velocidades sem ser rectilineamente, isto é, faziam uns ziguezgues no ar, a uma altura considerável..
Pois bem avistámos este fenómeno durante uns 2 minutos mais ou menos, e depois aquelas 2 luzes muito brilhantes desapareceram sem deixar rasto ( ..e NÂO! Não estávamos com alcool a mais no sangue ou qualquer outra substância..).
A nossa conclusão foi: de certeza era um OVNI..ou dois".

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Montejunto 1982: Militar português desaparece durante uma hora após surgirem luzes misteriosas

Sabia que a primeira estação de radar em Portugal foi construída na Serra de Montejunto e começou a trabalhar em 1955? E que ainda é lá que funciona um dos três radares militares do solo continental, que “varrem” o nosso céu em busca de aeronaves não autorizadas ou objectos voadores não identificados?

O caso que se segue decorreu no ano 1982 em Montejunto na Unidade Militar da Força Aérea, em que um militar desaparece do seu posto de vigia sem deixar rasto.

Com o vento e o frio a arrepiar as almas vivas na serra de Montejunto, desapareceu misteriosamente um sentinela da torre – rapaz de 19 anos, bem constituído e protegido pela própria espingarda automática G3.
Da guarida, ninguém fugia por ser tudo a pique; nem subia porque a vista era plena. Só que o soldado desapareceu.

Chegaram então 40 militares para reforçar as buscas no meio do breu da noite e do mato.
Uma hora depois, 40 metros abaixo do posto de retransmissão de TV, ali estava ele.

Encolhido.

Branco.

Sem movimentos e com a mão cravada à espingarda. “Revelou que estava a ler quando viu um carro.
Saiu da guarida, com a espingarda em punho.
Viu então que o veículo com duas luzes não era um carro.
A única coisa de que se lembra depois foi de ter visto dois olhos amarelos”, diz Morais militar do acontecimento.

Informação recolhida do CM