terça-feira, 22 de novembro de 2016

Será o ser humano uma criação genética alienígena?


Ainda não é clara a origem da vida na Terra.
Mas uma nova teoria esclarece, pelo menos, uma parte do mistério. seremos, afinal, todos extraterrestres?


Crédito - Visão
Há quase um século que a teoria da "sopa primordial" serve como explicação para a origem da vida na Terra. Mas por mais elegante que seja, a ideia de que as moléculas orgânicas - os blocos com que se constroem todos os seres vivos - começaram a agregar-se num caldo aquecido, formando os primeiros organismos, deixa muitas pontas soltas.

Uma delas é a fonte de carbono. Na sua infância, o nosso planeta era uma massa escaldante, por conta da intensa atividade vulcânica. Nestas condições, todo o carbono, um elemento essencial à vida, teria desaparecido por evaporação. Agora, uma equipa de geólogos da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, apresentou uma origem para o carbono: uma colisão com um planeta semelhante a Mercúrio, depois da Terra ter arrefecido, pode de facto ter depositado na Terra todo o material necessário para a evolução da vida no planeta.

"O desafio é explicar a origem dos elementos voláteis como o carbono, que ficam fora do centro da Terra. Mesmo que o carbono não se tivesse vaporizado e escapado para o espaço quando o nosso planeta estava praticamente derretido, acabaria no centro metálico do planeta", diz o geólogo Rajdeep Dasgupta, ao site Sciencealert.

Já não é nova a tese de que parte dos elementos essenciais à vida tenha vindo de outros mundos, ou seja, que no fundo, temos origem extraterrestre. Por exemplo, através da colisão com um meteorito. Só que a nova tese apresenta argumentos de peso, publicados num artigo na revista científica Nature Geoscience.

Com experiências de alta-pressão e alta-temperatura, os investigadores testaram quais as condições e quais os elementos químicos que poderiam resultar numa composição igual à do manto terrestre. Com simulações várias, a equipa concluiu que numa colisão hipotética entre a Terra e outra massa, o carbono manter-se-ia no manto da Terra - sem ser completamente absorvido pelo núcleo de ferro - se a outra massa fosse feita de uma liga de ferro, rica em silício ou enxofre. Nesta teoria, a colisão terá acontecido há 4,4 mil milhões de anos.

Prevê-se que haja ainda uma boa discussão à volta do tema. Mas uma coisa parece ser certa: é preciso mais do que um caldo para a vida acontecer.





Charles Darwin foi um gênio, responsável por uma das descobertas mais impressionantes da ciência: o mecanismo de seleção natural da evolução das espécies.
Mas, como todo bom gênio, ele não tem um currículo impecável.
Ao teorizar sobre nossa história, ele cometeu alguns erros.

Em que ficamos! 


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