sexta-feira, 16 de março de 2018

O que foi observado sobre Lisboa a 19 de Julho de 1983 durante o Concerto de Rod Stewart?


O que aconteceu a 19 de Julho de 1983 em Lisboa?
Correio dos leitores

"Na noite19 de Julho de 1983 houve um concerto em Lisboa no estádio do Belenenses de Rod Stewart.
Nessa noite aconteceu algo que ainda hoje me causa assombro por dois motivos.

O primeiro pelo facto daquilo que aconteceu.

O segundo pelo facto de nunca ter ouvido falar dele.

E estamos a falar de algo extraordinário.
Estavam milhares de pessoas junto ao rio.
Todas essas pessoas presenciaram o que eu vi.
E o que todos vimos foi de repente, passar no céu por cima de nós a uma altitude que me pareceu baixa pois tinha ruído, uma bola de fogo de tamanho considerável que se deslocava também a uma velocidade (pareceu) não muito elevada e que se deslocou em direcção ao mar, ( na direção em que me encontrava eu estaria mais ou menos em direcção ao cabo Espichel)
Desapareceu sem perceber se caiu ou não no mar.

Repito. A observação foi extraordinária.
Estavam milhares de pessoas e nos dia a seguir não ouvi uma única menção ao assunto
Estará por aqui alguém que também presenciou o mesmo?"

Tema avançado no Site da Radio Renascença  - "O cantor britânico actuou em Lisboa em 1983, no Estádio do Restelo, na famosa noite do OVNI. Regressou em grande forma em 2005, desta vez ao Pavilhão Atlântico. Rod Stewart escolheu a viragem do século para concretizar um sonho antigo: gravar alguns clássicos da canção americana... são três volumes de canções intemporais na voz de Rod Stewart".

Penso que definir a credibilidade do relator é importante, assim:
Fui piloto TAP 40 anos, à data da observação já tinha muitas horas de voo, interessava-me moderadamente pelo tema, tinha a certeza que um dia veria qualquer coisa de intrigante. Aconteceu nessa data.
Estava no estádio do Restelo, bancada norte, concerto de Rod Stewart. 
Seriam 20 horas, a visibilidade para Sul era total, abrangia a margem Sul totalmente.
Vi o UFO aparecer a Este, mancha branca oblonga, deslocar-se a velocidade vertiginosa para Oeste, em aceleração, sempre sobre a margem Sul.
Altitude baixa, entre 500 e mil pés. o tráfego aéreo que usa o beacon CP, passa lá  a 3000’ ou mais.
O meu conhecimento de aviões, que era e é vasto, excluiu de imediato que pudesse ser um avião.
Isto foi observado por alguns milhares de pessoas que aguardavam o concerto, ja que houve um ruído de espanto no estádio. O DN do dia seguinte mencionou o facto, de forma muito ligeira.
Também não lhe dei seguimento na altura, procurei os céus durante toda minha carreira e nada mais vi.
Porém, mais ou menos por esta data, um colega meu, à descolagem da pista 03 em Lisboa, cerca dos 1000’, teve que se desviar de forma abrupta daquilo que ele teve a certeza ser um UFO. É pessoa completamente isenta.

O meu interesse pelo assunto, levou-me a esporádicas intervenções com o programa Seti, e o facto da minha filha ser licenciada em astrofísica pelo Imperial, dedicando-se a exoplanetas, reavivaram o meu interesse.
Tudo isto vale o que vale, é uma  contribuição mínima e tardia.

Cumprimentos, atentamente, Luis

( Palavras de outra testemunha )
"Boa tarde. Chamo-me Virgílio Ramos e venho relatar o que assisti na célebre "Noite do Ovni" no estádio de Belenenses, no dia do concerto de Rod Stewart. Desloquei-me a esse concerto na companhia de um casal amigo e do meu irmão Alexandre Ramos (este veio com o bilhete da minha namorada, atual mulher, que se encontrava com uma intoxicação alimentar!). Eu tinha na altura 22 anos. No início do espetáculo apagaram-se as luzes e salvo erro, começou a tocar a música "The Stripper" que na altura servia de introdução ao espatáculo propriamente dito. O cantor e os músicos chegaram ao palco através das traseiras do mesmo, numa carrinha tipo Ford Transit. De repente o palco inundou-se de uma luz intensa, um misto de branco e azulado, passando a adquirir um efeito giratório. Todos pensámos tratar-se de efeitos especiais do concerto até que nos apercebemos que as ditas luzes não eram projetores de palco, estando alguns bons metros acima do mesmo. Por fugazes momentos conseguimos ver a silhueta de um enorme objeto circular (do tipo daquele que aparece no filme "Encontros imediatos do 3º grau). Um sujeito ao meu lado dá um enorme grito, proferindo as palavras: "Esta merda é um Ovni!). O objecto subiu na vertical com um velocidade vertiginosa, transformando-se num ponto brilhante no céu. De seguida seguiu uma trajetória em linha reta para o lado esquerdo, permanecendo estático por uns momentos e desaparecendo em seguida no firmamento. Ainda hoje em dia converso muitas vezes com o meu irmão sobre o sucedido. Curiosamente houve pessoas que estavam perto de nós que não se aperceberam. Uns estavam completamente focados no concerto e outros quase em êxtase pelo que tinham presenciado. No telejornal do dia seguinte entrevistaram um sujeito para falar sobre o assunto. Este disse não ter presenciado, mas sim o seu filho que esteve no concerto. A conclusão a que este senhor chegou é que se tratava de um meteorito!!!! É de salientar que não tínhamos ingerido bebidas alcoólicas, nem usado qualquer tipo de droga. Aqui fica o relato. Qualquer informação adicional, disponham.

Dr. Alexandre Ramos - Estive a ler o relato feito pelo meu irmão, Virgílio Ramos. Corroboro tudo e ainda acrescentaria que, quando o objeto deu a arrancada final em direção às estrelas, ouviu-se no Estádio do Restelo um grande ÒÓÓÓÓÓÓ de um elevado número de pessoas. Estive a cerca de 100 metros ou menos de uma nave que estaria milhares de anos mais avançada do que a tecnologia humana mais moderna. Tratou-se sem dúvida do evento mais significativo da minha vida e nunca o esquecerei. Este evento foi comentado no dia seguinte na RTP 1 por um suposto comandante da TAP, que disse que o seu filho esteve no concerto e que o objeto seria uma estrela cadente. Nunca mais ninguém falou do assunto, dado que o "especialista" disse tratar-se apenas de uma estrela cadente, apesar de não ter testemunhado o evento. Trata-se do comentário mais estúpido que alguma vez ouvi, porque o objeto esteve parado alguns minutos por cima do palco do concerto. Provavelmente, os extraterrestres ficaram surpreendidos pela intensidade das luzes do concerto e vieram dar uma espreitadela. Recordo-me de ter lido nos jornais que o Rod Stewart trazia a melhor aparelhagem do mundo, qualquer coisa como 99 mil watts de som e 264 mil watts de luz. Rapidamente devem ter percebido que se tratava apenas de um evento cultural de um grupo de primitivos e partiram a toda a velocidade.

Poderá se tratar de um fenómeno natural "Meteorito", não descartando essa possibilidade, porem o testemunho de mais pessoas poderá ser fulcral para esta presumível identificação.

Se esteve presente neste concerto de Rod Stewart em 1983, possuir fotos ou até vídeo do espetáculo musical, verifique as imagens em busca de algo no céu.

Neste momento o UFO Portugal Network procura imagens do evento.

Se tiver informações sobre este incidente queira por favor entrar em contacto connosco através do e-mail: ufo_portugal@sapo.pt

A recepção do fenómeno ovni na imprensa portuguesa


Os jornais portugueses não se mostraram indiferentes às notícias que, com crescente insistência, as agências noticiosas internacionais começaram a difundir a partir de 1946, relatando sucessivas observações de estranhos engenhos nos céus do planeta.

Cerca de um ano antes de os clássicos objectos discoidais terem sido notificados por Kenneth Arnold e popularizados pela configuração mítica do ”disco voador”, já a Europa fora palco privilegiado de múltiplas observações aéreas de engenhos em forma de foguete ou míssil. Os paises escandinavos constituíram então, com especial incidência nos meses de Julho, Agosto e Setembro de 1946, o observatório ideal, onde as testemunhas, de olhos no céu, começaram a ver passar nas alturas novos artefactos de uma tecnologia desconhecida.

A primeira notícia dessas inesperadas aparições, distribuída pela agência Reuter, foi discretamente inserida nas edições de 11 de Julho de 1946 de dois diários portugueses, por sinal de reduzida circulação. O jornal A Voz, publicado em Lisboa, um diário de inspiração católica, editou a informação na pág.6, a uma coluna, com o título ”Luzes no céu”. Por seu turno, o Correio do Minho, editado em Braga, publicação marcadamente regionalista, reproduziu o mesmo texto na pág.3 na rubrica ”Os acontecimentos”, também a uma coluna, com o título ”Fenómenos astronómicos na Suécia”. O trabalho da Reuter dizia o seguinte:

Estocolmo, 10 – Luzes que se vêem no céu e parecem ser meteoros, que tem sido observadas em várias partes do país, estão intrigando o povo da Suécia. Ainda não foi dada qualquer explicação verosímil, embora fenómenos semelhantes se tenham anteriormente observado, verificando-se sempre serem de origem astronómica.

No dia imediato, seria a vez de outro periódico, relativamente modesto, o diário lisboeta Vitória, emparceirar com os jornais anteriores, noticiando a continuidade do ”mistério nórdico”, titulando a quatro colunas ”Projécteis desconhecidos caíram na Suécia”. A informação da Reuter explicava que ”o correspondente em Estocolmo do Daily Mail informara que um projéctil com a forma de um charuto, dirigido pela rádio, caiu ontem na praia de Sundsvall”. Nos destroços teria sido encontrado ”um pequeno cilindro de papel de forma quadriculada, apresentando um dos fragmentos desse papel algumas marcas”. O correspondente do jornal britânico fornecia ainda detalhes acerca da velocidade calculada do engenho (cerca de 185 km/hora) da dimensão da ”cauda” (cerca de 40 m) e da produção, durante o voo, ”de uma luz extremamente forte que ofuscava o Sol”. A notícia terminava assegurando que ”o metal desta arma é tão leve que flutua na água”.

Em Agosto do mesmo ano, os restantes jornais portugueses, na sua generalidade, passam a transcrever os principais despachos das agências, que prosseguem a descrição dos avistamentos dos enigmáticos engenhos. Agora, também a Grécia, França, Áustria e Holanda passam a verificar com os seus próprios olhos o que espantou os seus vizinhos do Norte.

As informações mais detalhadas passam a ter honras de primeira página em alguns jornais nacionais, e a revista semanal Vida Mundial abria a primeira página da sua edição de 14 de Setembro seguinte com uma fotografia de um dos ”meteoros misteriosos” sobre a Suécia. O engenho fora foto- grafado por um amador, Erik Reuterswaerd, ao passar sobre uma das ilhas em frente a Estocolmo. A legenda é definitiva: ”Trata-se de foguetões do tipo V1 e V2 – as famosas armas do arsenal nazi –, mas ninguém sabe de onde partem”, acautela o semanário.

O texto publicado pelo semanário é um exclusivo do Daily Express, de Londres, assinado pelo jornalista Chap- man Pincher, o qual, citando as autoridades suecas, não duvida, por seu turno, de que ”as bombas são lançadas por cientistas russos de uma estação experimental em Peenemünde, na Prússia Oriental”.

Estas referências a ”pista alemã” relativamente à origem e procedência dos estranhos ”meteoros”, haviam sido igualmente equacionadas numa investigação do jornalista Alexandre Clifford, o já citado correspondente do Daily’ Mail. Entre nós, esse trabalho não foi ignorado pela imprensa escrita, e, por exemplo, o Diário de Coimbra de 4 de Setembro chama o assunto a primeira página com um prolixo título a duas colunas: ”Os foguetes misteriosos que passam sobre a Suécia serão russos ou alemães? (sublinhado no original). Põe-se a hipótese de esses aparelhos serem guiados pela rádio e regressarem à base.”

De um modo geral, a linguagem dos jornais portugueses, face a este primeiro assomo de ”enigmas celestes”, segue estritamente as indicações das agências, sem comentários dos redactores. O vocabulário essencial, transcrito nos títulos das notícias, fornece-nos um núcleo de hipóteses explicativas. A princípio, como se viu, esboça-se uma versão inicial de ”fenómenos astronómicos” ou ”luzes no céu” que não resiste as segundas informações. Assim, as definições utilizadas pelos nossos periódicos abrangem um vasto leque de referentes: ”foguetões misteriosos” – o eleito -, ”projécteis desconheciclos”, ”fenómenos celestes”, ”meteoros misteriosos”, ”foguete fantasma”, ”bomba foguete”, são os mais comuns.

Globalmente, os jornais portugueses aceitaram, sem grandes lampejos críticos, as informações que as agências internacionais lhes fizeram chegar a propósito dos ”misteriosos foguetões”. Contudo, e sendo a excepção que confirma a regra, houve um periódico modesto, publicado em Torres Novas, o semanário O Almonda, que glosou o mote dos ”foguetes” em três pequenos textos inseridos na rubrica ”Ecos e comentários”. Talvez se esperasse que o tema dos enigmáticos mísseis pudesse preocupar e inspirar os senhores da pena nas redacções mais cosmopolitas. Mas, afinal, quem reagiu foi o voluntarioso proprietário-redactor de uma ”folha” quase anónima daquele rincão ribatejano. Na edição de 24 de Agosto, na primeira página, escreve:

Foguetes – Não queremos referir-nos aos das festas que nesta quadra do ano estoiram por essas aldeias e são a alegria do povo, e de mais sem ser povo. Referimo-nos a um novo tipo de foguete que tem aparecido a cruzar os ares em certas terras do Norte, sobretudo Suécia. Muita gente tem visto uns foguetões enormes que vem não se sabe de onde e explodem ao cair, e fazem um grande clarão no céu quando passam. Os povos daqueles sítios andam intrigados com tais foguetões e supõem tratar-se de um novo tipo de bomba em experiência para quando nova guerra rebentar. Ainda as potências estão em conferência a tratar da paz e já se preparam armas de ataque para nova guerra. As nações a jogarem busca-pés umas as outras. Vai ser lindo!

Os foguetões misteriosos chegam a Portugal

O nosso país iria ainda comparticipar, enquanto observador directo, da vaga de foguetões fantasmas. Embora tardiamente, também o território português iria ser sobrevoado pelos intrigantes bólides. O mês de Setembro parece ter sido o tempo ideial para tais incursões, e a elas dizem respeito duas noticias. O Diário de Notícias do dia 18 do referido mês, na pág.5 e na secção ”Últimas Noticias”, titulava interrogativamente a informação da agência portu- guesa Lusitânia: ”O que terá sido?”:

Viana do Castelo, 17 – Pouco depois das 11 horas, passou sobre esta cidade, na direcção norte-sul, um corpo luminoso maior e mais brilhante que um estrela e com rasto fosforescente.

O caso causou estranheza e tornou-se assunto de todas as conversas, não faltando quem fosse da opinião que se tratava de alguns foguetões misteriosos a que a imprensa se tem referido nos últimos dias.

No mesmo dia, o já citado jornal Vitória encarregava-se de dar razão às observações dos Minhotos, noticiando na pág.8, com o título ”Foguetões misteriosos nos céus do Porto?”’, uma reivindicada detecção dos misteriosos engenhos nos céus portuenses:

Porto, 17 – Segundo informações de pessoas que merecem todo o crédito, no céu do Porto apareceram, ontem à noite, alguns foguetões misteriosos, com rapidez diabólica e com rasto luminoso, que breve desapareceram. Segundo as mesmas pessoas, esses foguetões surgiram junto ao mar, na direcção sul-norte. Tratar-se-á do mesmo fenómeno que tem sido assinalado pelas agências estrangeiras? Por certo, logo à noite, não faltarão curiosos a ver se o fenómeno se repete...

Embora contraditórias quanto ao sentido tomado pelos ”foguetes”, ambas as informações parecem confirmar-se entre si. O facto de o Porto ter sido palco de eventuais evoluções dos engenhos não foi suficiente para que alguém as tenha denunciado aos jornais da cidade. Foi antes um diário da capital, por suposta iniciativa das testemunhas, a reportar a ocorrência do sobrevoo numa data que, pelo menos ao nível da imprensa escrita, marcaria a entrada do nosso pais para o ”clube” dos visitados pelos engenhos voa- dores ...

O caso Roswell na imprensa Portuguesa

O caso mais mediatizado da fenomenologia ovni a nível mundial é o chamado incidente de Roswell, no Novo México, EUA. Em suma, no dia 4 de Julho de 1947 um engenho aéreo despenhou-se nos terrenos de um rancho nas proximidades da Base Militar de Roswell. Segundo algumas alegações, o objecto voador seria de origem extraterrestre e do seu interior teriam sido resgatados alguns corpos de entidades alienígenas. A Força Aérea Norte-Americana, por seu turno, viria a esclarecer, em 1996, que os destroços encontrados no deserto pertenceriam a um balão do projecto secreto Mogul, destinado a obter informações sobre explosões atómicas soviéticas.

Muito se escreveu e continua a escrever sobre tão resistente controvérsia, que parece passar ao lado de quais- quer elementos racionais e viver exclusivamente do imaginário humano e da teia de rumores que povoam os canais da comunicação global nos nossos dias. Certezas definitivas não se pode dizer que existam, mas o caso de Roswell está eventualmente condenado a um beco sem saída para ambos os argumentos em disputa: engenho voador terrestre ou nave espacial alienígena.

Como reagiu a imprensa portuguesa da época as primeiras notícias do caso Roswell e dos acontecimentos similares que se lhe seguiram nos tempos mais próximos?

Recorde-se que os jornais nacionais haviam sido despertados poucos dias antes, a 24 de Junho, para um tema inédito em matéria noticiosa que implicava um ajustamento da agenda de prioridades informativas: a observação dos ”discos voadores” por Kenneth Arnold.

A noticia inicial inserta nas edições da comunicaçã escrita portuguesa refere-se às afirmações do brigadeiro Ro- ger Ramey, comandante do 8.º Corpo da Aviação do Exército, que desmentia a informação do Rowell Daily Record de 8 de Julho, segundo a qual os militares haviam capturado um ”disco voador” nos terrenos do rancheiro McBrazel.

O Diário de Notícias, por exemplo, dava conta do desmentido na sua edição de 10 de Julho de 1947, mas remeteu-o para a sua habitual pág.5, dedicada ao noticiário ”Pelo Estrangeiro”, numa discreta coluna. O telegrama das agências Reuter e United Press garantia que o mistério havia sido elucidado, e o DN titulava, sem quaisquer dúvidas: ”Está desvendado o mistério dos «discos voadores»”. Uma afirmação generalista que tomava a explicação do incidente de Roswell – a primeira versão foi a de um balão meteorológico - pela totalidade do problema dos objectos voadores não-identificados.

Aliás, o jornal dirigido por Augusto de Castro é obrigado a reavaliar a questão logo na edição do dia seguinte. Voltando ao tema no local habitual, mas agora com algum espaço suplementar, o Diário de Notícias dá conta de novas informações relativas aos controversos engenhos voadores: o denotativo título ”Os misteriosos «discos voadores» continuam a voar sobre várias regiões dos Estados Unidos” e o pós-titulo ”As informações acerca dos estranhos engenhos são as mais desencontradas” reflectem bem o estado de impasse e dúvida imposto pelas notícias posteriores.

Uma das consequências mais curiosas que acompanham a emergência deste inédito fenómeno aeroespacial é a recuperação do tema ”disco voador” como fonte inspiradora do humor e da publicidade, por exemplo. Essas adaptações, que provam a capacidade plástica da imaginação a novos estímulos, foram seguidas com atenção, e logo depois com réplicas bem conseguidas, pela generalidade da imprensa portuguesa.

O Jornal de Notícias, por exemplo, difundiu na sua edição de 14 de Julho, poucos dias depois da primeira denúncia do caso Roswell, uma informação acerca do oportunismo publicitário em redor do tema: ”O «disco voador» já serve de reclamo.” A notícia provinha de Filadélfia e dizia que ”um estabelecimento desta cidade publicara um anúncio em que oferecia um prémio de 5000 euros pela entrega de um «pires voador» (a tradução portuguesa do vocábulo saucer ) em estado de «vivo ou morto»”. A idéia era provar que o referido estabelecimento possuía o maior e mais completo sortido de ”pires” (suporte da chávena ... ) de todos os Estados Unidos ...

Como se depreende, o tema constituiu desde logo, pelo seu inesperado ineditismo, um suporte ideal para as mais ingénuas conotações, que a publicidade da época de imediato não desperdiçou. E fê-lo expondo o desajustamento da consciência humana relativamente a complexidade e implicações do desconhecido, amenizando inconsciente- mente o seu impacte pela caricatura e o absurdo, elementos básicos das situações humorísticas.

Ultrapassado o primeiro momento da mundialização do novo fenómeno, constituído pelos dois episódios aqui evocados – a observação de Arnold e o caso de Roswell -, a imprensa portuguesa iria retomar a normalidade da sua agenda. A questão dos ”discos voadores” não foi privilegiada nas suas páginas, até porque, como vimos, os jornais nacionais dependeram do serviço das agências noticiosas internacionais. A eleição e interpretação do tópico, em termos jornalísticos, ficou a dever-se à sua relação indirecta com as sequelas tecnológicas aeronáuticas da II Guerra Mundial e do ambiente ”conspirativo” do início da ”guerra fria”.

Apenas em 1950 o periodismo português relançaria o problema. Com destaque crescente a partir do momento em que o País passaria, também ele, a fornecer a base testemunhal primária dos mesmos fenómenos, até aí ”impor- tados”. A imprensa nacional iria, a partir desse ano, reintroduzir na cultura popular urbana uma das componentes míticas mais sugestivas da ficção e do imaginário científicos: o clássico ”marciano”, saído da pena de H. G. Wells em 1898 e reanimado como entidade plausível e invasora da Terra por Orson Welles na sua célebre montagem radiofónica de A Guerra dos Mundos em 1938.

Assim, em 30 de Março de 1950, o nacionalíssimo Diário da Manhã, por exemplo, titulava a duas colunas: ”Os discos voadores avistados em vários pontos do Globo não são ilusão e procedem de Marte – diz um cientista americano.” E reproduz, agora com mais detalhe, informações de avistamentos desses enigmáticos engenhos de Israel ao Brasil, passando por Espanha.

O sóbrio Diário de Noticias não perde o ensejo para colocar no espaço superior direito da sua primeira página, em 5 de Abril desse mesmo ano, a notícia, a duas colunas, que ”Lisboa viu ontem um «disco voador», segundo afirmam muitas testemunhas do fenómeno”. Acredita-se na boa fé e nos olhos do cidadão comum, embora não se deixe de referir que ”o Observatório Astronómico não conseguiu localizá-lo”. Como se um corpo aeronáutico na atmosfera terrestre fosse passível de ser interceptado com facilidade pelos longos ”olhos” das lunetas astronómicas ...

Uma nota bem pitoresca e nacional iria marcar esta nova fase do tratamento mediático dos ”discos voadores” entre nós. É consabido que, em matéria de estranheza, de insólito, de ”nunca visto”, há uma localidade portuguesa que ganhou crédito. O Entroncamento, fatalmente, dir-se-ia, seria a localidade portuguesa onde, segundo o DN, possivelmente um cidadão nacional testemunhou, no dia 22 de Março de 1950, as primícias das tão faladas aeroformas e das suas evoluções. Ainda por cima, a testemunha era sargento mecãnico da Base Aérea de Souto e saberia, melhor do que os seus concidadãos, distinguir uma aeronave ordinária daquilo que definiu como sendo ”um disco que, com movimentos circulares, marchava vertiginosamentc a uns mil metros de altura na direcção oeste-este”.

O ”disco voador”, e logo a seguir os ”marcianos”, no dealbar da década de 50, constitui-se em mote inspirador de releituras plurais, da publicidade à estética, ao fait divers de ilustração e legenda, chegando a inspirar editoriais políticos – veja-se o Diário de Notícias de 18 de Abril de 1954 e o artigo ”Os discos que não são voadores”, e até os cartoons de um grande caricaturista português, Stuart Carvalhais.

De um modo geral, os fenómenos extraordinários aeroespaciais e as suas recriações míticas das culturas contemporâneas tem sido tratados de forma redutora nos meios de comunicação nacionais, seguindo, aliás, a tendência global dos mass media. O tema ”disco voador” foi acolhido e amparado por um tema polar coerente e cognitivamente estável: o pós-guerra e as suas consequências na fase que acabámos de analisar.

A opinião dos cientistas portugueses

Cientista e comunicador bem conhecido, o Prof. F. Carvalho Rodrigues, docente do Instituto Superior Técnico e investigador do INETI, responsável pelo primeiro satélite português, tem uma opinião sobre os fenómenos aeroespaciais não-identificados. Introduz a questão citando uma frase de Albert Camus: ”Passamos a vida a tentar racionalizar para que a vida não pareça absurda.”

Aquele especialista das tecnologias da informação observa que ”temos de fazer medidas de crença de tudo e também dos fenómenos fora do contexto e de frequência restrita. O número desses acontecimentos é ainda pequeno e nós somos seres com uma memória que necessita de repetição. Sem isso, não entendemos esses fenómenos e, portanto, não somos capazes de os racionalizar. De onde a atitude mais fácil é rejeitá-los, considerando-os inexistentes”.

Para o cientista, a comunidade académica, corporativamente entendida, exprime uma espécie de ”sentimento puro” de receio face a fenómenos tipo ovni excluídos da mainstreamn science. Chama a atenção para o facto de sermos ”seres audiovisuais comandados pelo sentimento”. O entendimento de alguns fenómenos-limite passa, segundo F. Carvalho Rodrigues, pela aquisição de uma ”chave”, idêntica à ”Pedra de Roseta” da arqueologia. ”Talvez então possamos entender outras linguagens ...”

Que previsão de futuras leituras físicas e abordagens dos fenómenos ovni quando se fala de crise de paradigmas científicos? ”Julgo que poderá vir a surgir algo de novo entre a biologia e a psicologia. A ideologia que tinha por base a racionalidade pura chegou ao fim, aos seus limites”, considera o investigador. Tirar? ”Os investigadores destes fenómenos extraordinários não tem que se sentir envergonhados por não terem a «chave», porque em muitas áreas científicas e em situações humanas também se desconhece a forma como acontecem as coisas.”

O cientista manifesta-se ”muito satisfeito por ter participado no processamento de imagem das fotografias do caso de Alfena”, uma das mais impressivas ocorrências de um objecto voador não-identificado ocorrida em território português, analisada pela Comissão Nacional de Investigação do Fenómeno OVNI (CNIFO) e cujos resultados foram publicados no seu anuário Anomalia (vol. 2, 1994).

Por sua vez, o Prof. J. Ferreira da Silva, catedrático de Física da Faculdade de Ciências do Porto, aponta as observações e registos de pilotos civis e militares como ”um poderoso argumento a favor da materialidade de um fenómeno desconhecido, qualquer que seja a sua natureza”.

A sua opinião é fundamentada em estudos credíveis, como o que foi realizado pelo Dr. Richard F. Haines, especialista de Psicologia da Visão e investigador do Ames Research Center, da NASA, que compilou intrigantes parâmetros de interferência física entre fenómenos aéreos anómalos e instrumentos de bordo de aeronaves em 56 casos de observação analisados.

J. Ferreira da Silva, citando o relatório do cientista norte-americano em comunicarção apresentada num colóquio promovido pela CNIFO e que teve lugar na Faculdade de Letras do Porto em Outubro de 1993, regista que ”a maior parte dos fenómenos descritos são de natureza física – luminescências, imobilidade sem sustentação aparente, enormes acelerações, manifestações electromagnéticas, etc.”, assinalando como de particular interesse as ”perturbações sofridas pelos instrumentos de bordo (bússolas, giro-compassos, rádio), apresentadas como efeitos da proximidade dos objectos insólitos observados pelos pilotos”.

No que respeita a hipóteses explicativas correntes para essas perturbações, dentro dos métodos e meios conhecidos da ciência e técnica actuais, J. Ferreira da Silva observa; ”As tentativas feitas em laboratório para replicar, com campos magnéticos de intensidade conhecida, os efeitos rotativos observados nas agulhas magnéticas de bordo das aeronaves levaram à conclusão de que a intensidade do campo magnético necessária para produzir tais resultados era da ordem dos 8 milhões de graus, valor que excede de longe o máximo conseguido até hoje pelos investigadores.”

O cientista é de opinião que este tipo de fenomenologia, retratada no inventário do Dr. Haines, ”representa um desafio à imaginação do cientista que deixa a perder de vista o arrojo imaginativo de um Júlio Verne ou H. G. Wells”.

Para um grande contingente de fenómenos luminosos atmosféricos, alguns cientistas tem sugerido interessantes hipóteses explicativas, mais prosaicas e com nexos lógicos. Por exemplo, José Fernando Monteiro, investigador da Faculdade de Ciências de Lisboa, dá especial atenção às correlações desses fenómenos luminosos com movimentos tectónicos associados a grandes sismos, que actuariam como fontes geradoras dessas luminescências, cujo comportamento impressiona mesmo assim os eventuais observadores.

Na esteira de outros cientistas, como Michael Persinger, da Laurentian University, do Ontário, o investigador observa que ”a maior parte das observações de luminosidades aéreas correspondem a evidentes interpretações deturpadas de fenómenos atmosféricos ou astronómicos, quando não se trata de fantasias ou mistificações”. Chama a atenção para a necessidade de se ”começar a conceber explicações mais simples, ou seja, uma origem terrestre ou humana, antes de formular hipóteses mais exóticas”.

Com base na neotectónica de Portugal, e socorrendo-se do registo histórico de ”cometas” e ”luzes no céu”, J. Fernando Monteiro compôs um sugestivo quadro de hipóteses telúricas como causa de anomalias luminosas na atmosfera; essencialmente, de acordo com esta tese, produzir-se-ia uma libertação de energias, fruto da actividade sísmica, onde interviriam o chamado efeito piezoeléctrico (provocado pelo quartzo das rochas), associado a incandescência de gases, radiação por ionização local da atmosfera e uma dinâmica da ”luz sísmica” aparentada à das ball lightning, relativamente conformada à topografia local.

Os últimos 25 anos

Um pequeno país não significa obrigatoriamente pequenez de idéias e actos. Comparsa indissociável de Espanha no espaço ibérico, Portugal tem sido cenário de alguns eventos que, em termos qualitativos, podemos reputar de clássicos e que não são nem mais nem menos importantes no conjunto da amostragem típica da fenomenologia dos ”não-identificados” a nível mundial.

A projecção e a participação internacionais do labor investigativo português nesta classe de fenómenos atípicos e de contornos imprecisos têm sido determinadas pela secundarização da língua portuguesa no contexto da comunicação e difusão das idéias em termos planetários. Falado por mais de 200 milhões pessoas nos diferentes continentes, o português não dispõe do estatuto do inglês – o latim da nossa contemporaneidade – e perde também com o castelhano, apesar das consonâncias orais entre ambos.

Deste modo, justifica-se a quase total ausência dos quadros sistemáticos e dos catálogos da casuística global de casos ocorridos em território português, incluindo as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, além das antigas colónias africanas, com destaque para Angola e Moçambique. Do que tem sido publicado, em termos comerciais ou com alguma expressão nos circuitos bibliográficos destas temáticas, o trabalho de V.J. Ballester Olmos, editado em 1972 com o título Los fenomenos del Tipo I en España y Portugal, com a participação de Jacques Vallée, constituiu a saída deste pequeno rectângulo. Neste compêndio do investigador valenciano, meia dúzia de situações ocorridas em Portugal, na generalidade recolhidas de fontes secundárias, ficaram a marcar a entrada do território luso no palco universal dos acontecimentos ditos inexplicáveis. Mais tarde, e graças a um esforço continuado de cooperação entre alguns investigadores portugueses, agrupados no então CEAFI e depois na CNIFO, com os nossos colegas do país vizinho, foi possível reunir um contributo bem mais representativo e depurado, em termos qualitativos, relativamente a casos de relatos tipo ovni em Portugal numa outra obra de V.J. Ballester Olmos com J. A. Fernández, intitulada Enciclopedia de los encuentros cercanos com ovnis, publicada em 1987. Aí, sim, a imagem da ufologia lusa assumiu alguma relevância, pelo menos na paisagem da fenomenologia aérea peninsular.

Pouco mais de 20 anos acrescidos a grande explosão de interesse público pelas manifestações tipo ovni que se seguiu à Revolução do 25 de Abril de 1974, importa fazer um balanço não-detinitivo dos contornos da investigação actual destes tópicos, que continuam a ser marcados no quotidiano social pelos extremismos entre rejeição ou paixão. Evidentemente que não cabe nos limites e precisões deste artigo um esboço da história social do fenómeno ovni em Portugal nos moldes seguidos por Ignacio Cabria Garcia em relação a Espanha. Uma tarefa necessária que requer outra disponibilidade e fôlego e que, pessoalmente, pensamos vir a concretizar, por exemplo, no quadro curricular do curso de Ciências da Comunicação da Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

Amadores vs. profissionais, informação vs. sensação

Como em qualquer outro país, também em Portugal os investigadores sensibilizados para este tipo de fenomelologia podem ser divididos em dois grupos: os amadores, desde sempre incondicionais apaixonados pelas perspectivas mais fantásticas do ovni (leia-se ”objecto-nave espacial de natureza extraterrestre”) e que fazem apelo à intuição e às idéias a priori, os ”profissionais”, ou ”técnicos”, cuja formação e responsabilidade académica e cultural, na sua pluralidade, os situa (ou deve situá-los) numa escala de exigência, prudência e verificação muito diversa do primeiro escalão, mas que não se confunde (ou não deve confundir-se) com obstrucionismo ou dogmatismo.

Em Portugal, esta dicotomia é tão-somente o reflexo de uma realidade social que diz respeito ao heterogéneo universo de investigadores – estudantes do fenómeno ovni, enquanto agentes activos (ainda que ”marginais”) na produção e divulgação de informações obtidas dos testemunhos reunidos e analisados no decurso do seu trabalho de campo.

Os tópicos relacionados com o tema dos ”não-identificados” não escapam à ingerência episódica, mas actuante e influente, diríamos mesmo decisiva, dos meios de comunicação social na opinião pública, que acentuam preferentemente os aspectos anedóticos e desprezam as informações técnicas e as referências de intervenção científica e as abordagens críticas dessas manifestações aeroespaciais singulares e inerentes experiências humanas. A superficialidade é a regra, o aprofundamento, a excepção, cabendo aos editores da imprensa periódica popular, dos” como autentico fast food para consumir e descartar. Recentemente, foi-nos solicitada por uma revista da ”sociedademagazines, etc., o papel ”inquisitorial” que determina o grau de complexidade, ou melhor, de simplicidade, a que as suas massas leitoras têm direito nestes domínios do ”inexplicável”.

São esses guardiões do agenda-setting o derradeiro filtro dos ”apetites imediatos de qualquer grau” oferecidos na ementa dos ”mistérios” uma entrevista sobre a actualidade dos fenómenos tipo ovni em Portugal. Colocado perante a escolha do título da reportagem, o jornalista que nos pro- curou desde logo nos disse que o termo ”anomalias” seria posto de lado de imediato pelo editor. ”Não é apelativo”, justificou-se. O melhor que se conseguiu foi ”fenómenos ultraterrestres”...

A (quase) inexistência de jornalistas e cronistas especialmente sensibilizados para os temas científicos é uma carência que alastra nos media em todas as latitudes e perturba, de modo evidente e destacado, a informação, que se pretende, em termos de linguagem e conteúdo, tecnicamente objectiva e prudente, mas ao mesmo tempo despreconceituosa e descomprometida. O que se vê ordinariamente entre nós é o resultado de décadas de desinteresse cultural e de um desfasamento informativo face às propostas teóricas e experimentais mais ousadas dos centros de vanguarda investigativa universitária.

Dos tempos da euforia ao advento da maturidade

Quero afirmar com isto que o quadro de leitura e interesse em Portugal pela fenomenologia aeroespacial tipo ovni e similares se, por um lado, se foi restringindo e definhando desde o inicio da década de 80, por outra parte consolidou e refinou um leque maioritariamente resistente e mais consciente das potencialidades eventuais deste quadro de ”anomalias” espaciais, patente a partir da década de 90. Poderemos estabelecer uma sequência da sociabilização da fenomenologia tipo-ovni entre nós pela seguinte diacronia que a seguir sumareio:

1.ª fase: boom espectacular, a partir de meados de 1975, na esteira de uma evidente experimentação de ”temas proibidos” após a Revolução de 25 de Abril (isto é, o visionamento de filmes pornográficos alcança a plenitude da legitimação) e nos comportamentos globais antiautoridade. É todo um movimento social de rejeição inconsciente e automático, simultâneo ao esvaziamento dos antigos ideais e valores prosseguidos pelo Estado ditatorial de Oliveira Salazar e que culmina precisamente no chamado ”Verão quente” de 1975, que estilhaçou a sociedade portuguesa e a colocou a beira da guerra civil. É o momento-chave da ascensão e queda da tentação ”totalitária” das forças de esquerda e extrema-esquerda, acentuada após o insucesso do golpe militar da direita conservadora em 11 de Março desse mesmo ano, sob a direcção do general Spínola.

Regista-se o aparecimento do primeiro número da revista Insólito, editada pelo CEAFI (Centro de Estudos Astro- nómicos e de Fenómenos Insólitos) em Agosto de 1975: uma estreia feita de entusiasmo e escassos meios, em termos de impressão – 16 páginas em formato A4 e com duplicação por stencil! –, no interior da secção de reprografia do Instituto Superior de Engenharia do Porto, a que pertenciam, como alunos, alguns elementos do referido CEAFI; criação da rubrica semanal ”2001” no Jornal de Notícias, do Porto, um dos principais jornais nacionais, a partir de Maio desse ano, a cargo de Joaquim Fernandes; a partir de 1976, na esteira da Insólito, surge uma proliferação de boletins e pequenos jornais escolares artesanais dedicados ao tema ”ovni” e outros mistérios e enigmas do espaço, da responsabilidade de colectivos juvenis ad hoc; organizados em tempo lectivo e como extensões de dinâmica grupal em actividades paralelas. Mesmo ao nível politico-militar, a melhor prova da distensão psicológica global verificada na sociedade portuguesa, incluindo a componente castrense, neste período encontra-se na entrevista que a mesma revista Insólito (n.º 6, Novembro de 1975) publicou com o então brigadeiro José Lemos Ferreira, na qualidade de vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea. Nesse texto, este oficial general descreveu em pormenor as incidências do avistamento de um objecto luminoso não-identificado por si e mais quatro pilotos da sua esquadrilha, em 4 de Setembro de 1957, no decurso de um voo de treino entre a Base da Ota e Cáceres, em Espanha. Uma disponibilidade e uma entrevista que seriam impensáveis pouco tempo antes. As limitações impostas à época da observação pela hierarquia militar do regime salazarista haviam impedido qualquer discussão ou investigação complementar do incidente fora do relatório militar oficial da época, conduzido – sublinhe-se este facto – ao abrigo da conhecida directriz AFR- 200, da USAF.

2.ª fase: a tiragem da revista lnsólito atinge os 10 000 exemplares em 1978, uma cifra surpreendente num país em que o ratio de leitura de jornais de grande informação ronda os 30/1000 habitantes!; o auge do envolvimento social na fruição desta temática envolve milhares de outros cidadãos que aceitam, em grande maioria, os postulados extraterrestres de 1.º grau na interpretação das origens e causas dos fenómenos que relatam; o mesmo acontece com os investigadores cativados pelo ideário ET simples, astronauticamente em estado puro; os membros do CEAFI desdobram-se em colóquios em escolas e associações culturais em praticamente todo o país: por exemplo, numa conferencia promovida na Faculdade de Engenharia do Porto em 27 de Março de 1976, a audiência ultrapassou o milhar de pessoas, que viram a primeira grande colecção de diapositivos sobre fenómenos ovni apresentada no nosso país; a realização do I Congresso Ibérico de Ovnilogia em Outubro desse ano, em que participaram ex-adeptos espanhóis e portugueses daquela hipótese – então dominadora face às restantes alternativas – ; como Felix Ares de Blas, por exemplo; é também o momento em que o planeta Vénus concorre grandemente para a excitação popular, estimulada pela amplificação acrítica dos meios de comunicação: as câmaras da RTP filmam o ”Ovni”-Vénus no seu ocaso a partir do litoral oeste, no Porto, enquanto os jornais, sem atender aos avisos do CEAFI, aumentam os défices de instrução astronómica e incentivam os mecanismos da percepção da psicologia colectiva e o número de relatos com base em pseudo-observações.

3.ª fase: os relatos de fenómenos ovni decaem dramaticamente a partir de 1981; a comunicação social abandona gradualmente a noticiabilidade dos factos ovni e o agenda-setting dos jornalistas vê desaparecer o tópico das suas prioridades, que resiste apenas por acção dos raros cronistas externos às redacções: casos de Fernando Fernandes e Cassiano Monteiro, no Primeiro de Janeiro (Porto), e de Maria do Rosário Marques, no semanário 0 Jornal (Lisboa), além da sobrevivente rubrica do autor destas linhas, ”2001”, já assinalada, que a mantém até 1985; jornalistas da ”velha guarda” portuguesa – como Álvaro da Silva e Sousa e o pioneiro Hugo Rocha, autor das primeiras obras em português sobre o tema ”ovni”, como 0 Enigma dos Discos Voadores ou a Maior Interrogação do Nosso Tempo (1951) e Outros Mundos, Outras Humanidades (1958) – que se haviam mostrado empenhados nas tarefas de divulgação dos ”discos voadores” e de um ideário ”extraterrestre” tout court deixam por esta altura a profissão activa.

4.ª fase: estagnação e reflexão da pequena comunidade investigativa portuguesa até 1984: o gradual desapareci- mento dos grupos de divulgação ad hoc, a nível do ensino secundário e o abandono do tema por parte dos meios de comunicação social acompanham o decréscimo de interesse do grande público. A degradação progressiva do impacte social do tema ”ovni” nesta fase poderia ligar-se indirectamente ao malogro de expectativas geradas pelos cidadãos ”não-iniciados”, nomeadamente na obtenção de resultados concretos e provas da natureza ET clássica para os fenómenos deste tipo. Esta convicção foi por diversas vezes confirmada por conversas pessoais com antigos subscritores de publicações populares que veiculavam singelas hipóteses ”extraterrestres” e se mostravam desiludidos com posturas mais reservadas e prudentes a propósito das causas e origens dos fenómenos tipo ovni; primeiras propostas de colaboração com a Guarda Nacional Republicana, a quem é sugerida a utilização de um questionário preliminar para relatos de observações aéreas anómalas.

5.ª fase: reanimação do panorama investigativo nacional a partir de 1984, com o lançamento da Comissão Nacional de Investigação do Fenómeno Ovni, que inicialmente assumiria uma vocação federalista de reagrupamento de unidades e pequenos núcIeos de interessados num trabalho mais profundo e ponderado de análise; pequenos sobressaltos e desacordos quanto à organização prática, a nível nacional, da estrutura da CNI- FO, integrando elementos de antigos grupos, fora de Lisboa e Porto; triagem e refinamento gradual de um corpo metodológico, ideológico e humano e superação da fase de crescimento intelectual e científico; abandono de posturas apriorísticas. A primeira versão da CNIFO mostrar-se-ia rapidamente inoperante, já que os diferentes ritmos e entendimentos gerados no interior da comissão impediram a concretização dos seus objectivos. Algo, no entanto, foi feito no que diz respeito à unificação de diversos catálogos e arquivos dispersos pelos vários agrupamentos da década de 70 e inícios de 80. Ainda que com critérios diferenciados, para além de sua duvidosa qualidade científica exploratória, esse manancial é, no mínimo, exemplificativo do trabalho de colecta de informação bruta em torno de manifestações associadas a fenómenos ovni. Algo haverá que ser feito em relação a uns quantos milhares de páginas adormecidas em pastas...

6.ª fase: reformulação, ou, se quisermos, segunda fundação, da CNIFO a partir de 1990 – 1991; recuperação de interessados e antigos associados do CEAFI e proposta de edição do anuário Anomalia, efectivamente lançado em 1994, mas referente a 1993; realização do já histórico Colóquio ”Fenómenos Não-Identificados – Mito, História e Ciência” na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em Outubro de 1993, com intervenções de docentes e investigadores universitários; continuidade do trabalho de persuasão levado a cabo em círculos académicos e oficiais e formação de um grupo de consultores científicos em crescente número e qualificação específica; princípios de colaboração com o Instituto de Meteorologia, aproximação à Força Aérea Portuguesa, facultada pelo interesse pessoal do então chefe do Estado Maior da FAP, general Conceição Silva: este oficial, nas suas anteriores funções de ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, havia já colaborado com a CNIFO, remetendo-nos diversos documentos oficiais relativos à participação de avistamentos de ovnis pelas entidades policiais das ilhas atlânticas.

Procede-se à renovação de contactos junto de pequenos núcleos científicos e organismos oficiais, civis e militares, em resposta a iniciativas dinamizadas pela CNIFO. De igual modo, o aparecimento do anuário Anomalia, enquanto publicação de perfil multidisciplinar, crítico e não-dogmático, recolhe a adesão de áreas leitoras dos estratos intelectuais médio e superior, obtendo um interessante acolhimento em áreas académicas e que vai levar à formação de um corpo de consultores científicos com 15 elementos das mais variadas formações. Registe-se, por exemplo, a alteração qualitativa do perfil dos leitores desta publicação – cerca de 200 -, iniciada em 1993, nomeadamente no crescendo de habilitações académicas de nível superior, que rondam os 70% da totalidade dos aderentes do anuário da CNIFO.

7.ª fase: a actual, em que assistimos à crescente captação e chamada de atenção da comunidade científica nacional para o problema dos fenómenos não-identificados, não apenas restritos ao ”clube” das aeroformas, mas reportados a uma constelação de questões alegadamente extraordinárias, singulares, que ainda não foram sistematizadas em exclusivo por qualquer disciplina científica: a fundação da nova Sociedade Portuguesa de Exploração Científica no passado dia 20 de Março de 1997, com forte implantação em diversos núcleos universitários e científicos nacionais, visa garantir novo suplemento de credibilização e alternativa ás interpretações redutoras quer da cultura de massa, quer de perspectivas confessionais de sinal contrário. Apesar das conhecidas dificuldades metodológicas e conceptualizadoras, julgo que o tema ”ovni” tem potencialidades para se tornar um objecto digno de ciência e da ciência.

Desideologizar e investir na universidade

Na situação corrente – e apesar do sobressalto anárquico favorecido pela vaga informativa incontrolável da Internet –, é possível antever o quadro em que, previsível e desejavelmente, poderá decorrer a investigação da temática ovni em Portugal. Julgamos que é viável um investimento sereno e naturalmente dignificado no âmbito académico, com recurso às habituais sinergias que o meio universitário pode proporcionar.

Deste modo, foi possível, por exemplo, proceder a um primeiro inquérito, estatisticamente representativo, a mais de um milhar de indivíduos de largas porções do País, tendo por alvo o programa sobre a pseudo-autópsia do ”alienígena” de Roswell, transmitido em 1 de Setembro de 1995 pela Radiotelevisão Portuguesa, a propósito do filme de Ray Santilli. O trabalho de campo foi concretizado pelos alunos do 1.º ano do curso de Ciências da Comunicação da Universidade Fernando Pessoa, do Porto. Os seus resultados foram avaliados por especialistas de Antropologia e Sociologia daquela instituição de ensino superior e recentemente publicados no volume 4 do anuário Anomalia relativo a 1996.

Ainda no plano académico, é de salientar os recentes colóquios realizados quer na universidade onde leccionamos, quer na Faculdade de Ciências do Porto, com larga audiência de professores e investigadores, que puderam ser informados directamente dos problemas complexos que dizem respeito a este ”território” fenomenológico onde a lei ... é não haver leis. As reacções recebidas e os contactos regularmente estabelecidos nos fóruns académicos permitem acalentar esperanças fundamentadas na consciencialização de um cada vez maior número de investigadores e académicos para uma aproximação não-ideológica, não-confessional, ao vasto leque de questões que configuram o universo hoje crismado de ovni.

Numa outra área de actuação, o contacto com as entidades militares tem prosseguido com bons resultados. Depois de contactos pessoais realizados no final do ano de 1995 com o actual CEMFA, general Aleixo Corbal, graças ao empenho do nosso consultor, general Conceição Silva, colocámos em marcha princípios de colaboração com a Força Aérea, cujo comando máximo acedeu em distribuir pelas bases aéreas e outras unidades desta arma um questionário específico, com 20 páginas, para observações de fenómenos invulgares feitas por pilotos, adaptado do modelo que em Espanha foi aperfeiçoado por V. J. Ballester Olmos, com base no documento original, da. responsabilidade de Richard F. Haines.

O mesmo aconteceu relativamente à GNR (o equivalente à Guardia Civil espanhola), cujo comando, após entrevista com o actual comandante-geral, general Henrique Godinho, aceitou de bom grado difundir pelas cerca de 1000 unidades da corporação espalhada, pelo País um novo inquérito preliminar, com anexos específicos, para recolha das informações essenciais sobre fenómenos aeroespaciais extraordinários. Quando escrevemos estas linhas, havíamos já recebido da GNR um total de 13 questionários com informações de qualidade vária relativas a alegados avistamentos de fenómenos ovni, com destaque para o Centro e Sul do nosso país.

A disponibilidade de ambas as instituições militares citadas parece-nos uma prova de que é possível e desejável, sem dramatismos, anúncios espectaculares e especulações inócuas, obter cooperações e ajudas importantes, do ponto de vista material, para a melhoria da recepção e cobertura dos eventuais incidentes aeroespaciais que importa estudar nas melhores condições. Pensamos que esta situação traduz, sobretudo, um grande nível de confiança e boa fé nas capacidades da comunidade investigadora destes problemas.

Assumimos, enfim, que a exacerbação das paixões e disputas menores revela-se totalmente improdutível e inócua para um verdadeiro salto qualitativo na elucidação das questões que permanecem. O reforço da reflexão epistemológica aberta e do debate totalmente descomprometido deve ser capaz de atender ao problema número um que se coloca à ciência: exislt ou não um fenómeno original? A sua eventual natureza final (ou a sua hipotética impossibilidade ET ou outra) não deve ser motivo de desgraduação do esforço investigativo ou da sua menorização enquanto assunto digno de análise científica e problematização cultural.

O labor desenvolvido pelos investigadores portugueses tem-se perfilado numa necessidade prioritária de dignificação social e académica das experiências tipo ovni e num sentido de avaliação provisória e temporária das aquisições que vão fazendo.

Matéria realizada por: Pedro Noronha 

quinta-feira, 15 de março de 2018

OVNIS EM ALFEIZERÃO E SÃO. MARTINHO DO PORTO. OS OVNIS TEM PREDILEÇÃO POR PORTUGAL?

Um clássico da Ovnilogia Portuguesa, com alguns acréscimos que vão directamente para os arquivos online do Ufo Portugal Network, para consulta dos nosso leitores, investigadores, nacionais e internacionais.

Matéria escrita por Fleming de Oliveira.

Ano do acontecimento 1975

Manuel dos Santos, vulgo “Pedreiro”, ia na sua furgoneta deixar o avô em casa, depois de terem trabalhado, numa obra em Santa Catarina, quando uma carrinha Ford branca com dois ocupantes, entrou por um caminho de cabras na propriedade deste em Turquel.
Sem pensar duas vezes, atravessou a sua furgoneta frente ao veículo invasor, impedindo-o de progredir.
Aparentemente surpreendido pela manobra, o condutor da Ford, efetuou uma marcha atrás, para tentar fugir.
Manuel, saiu do carro e agarrando num cano que trazia na caixa aberta, foi a correr atrás deles, acompanhado pelo avô que, apesar dos seus mais de setenta anos, estava em boa forma física.
A carrinha seguiu pelo caminho de cabras a grande velocidade, até ficar detida de encontro a uma árvore.

Antes de os perseguidores lá chegarem, os dois homens agarraram nuns sacos e começaram a correr, por ali fora.
Quando algum tempo depois chegaram os militares da GNR, que tinham sido chamados, encontraram na carrinha, pás, picaretas, seis granadas de mão, duas G3 e duas matrículas de automóvel falsas.

No dia seguinte ainda vieram agentes da PJ.

Quem eram os condutores da viatura?

Ladrões, Vigilantes da Revolução ou contra revolucionários?

Tanto Manuel dos Santos, como o avô, nunca mais souberam do assunto que parece ter sido abafado.
Por alturas de Setembro de 1975, cerca de meia noite, João Belo, que viveu muitos anos nos Estados Unidos onde se naturalizou, vinha calmamente de Peniche para Alcobaça no seu  estafado FIAT 124, bastante “artilhado”. Tinha ido encontrar-se com um amigo que lhe ofereceu um robalo, com uns quatro ou cinco quilos.

Por volta de uma meia noite, de lua cheia e céu limpo perto do Restaurante O Cortiço, em Tornada, conta João Belo que viu “de repente dois focos à frente do meu carro, verticais, de cima para baixo sobre a estrada, que me pareciam perseguir e pensando que fossem os faróis que tivessem caído pois estavam podres, apaguei a luz.
Porém, os focos continuaram ligados.
Parei o carro, abri a porta receosamente, e vi claramente que os focos não eram do carro, mas de alguma coisa que estava por perto a voar”.

As noites de verão no campo, com temperaturas agradáveis, são ótimas para se ver o céu, as estrelas, quem sabe talvez mesmo uma nave espacial.
Toda a gente já ouviu contar histórias de contactos com seres, homenzinhos verdes, estranhos humanoides, ou coisas de outros mundos, luzes esquisitas no céu, discos voadores de muitas formas e feitios, raptos por marcianos, estranhas marcas em campos agrícolas.
De maneiras mais ou menos credíveis, explicáveis ou não.

Não se esqueça que por esta altura, se vivia um momento de grande agitação política e social.
Há pouco houvera o assalto à sede do PC, dias depois Álvaro Cunhal ia sendo “apanhado à mão ”.
Não obstante João Belo ser cidadão norte-americano naturalizado, nunca deixou de ser português-alcobacense, teve alguma intervenção nesses acontecimentos, pelo que pensou inicialmente que poderia estar a ser vítima de uma retaliação.

Continuando o caminho, quando chegou ao lado da Casa do pão de ló, junto às bombas de gasolina da GALP, viu dois rapazes de motorizada, parados, a olharem estupefactos para o ar.
Parou o carro junto deles, saiu e apercebeu-se da presença de um objeto redondo, como o disco, de grandes e fantásticas dimensões que o vinha seguindo, aparentemente metálico acinzentado, com o diâmetro de uma arena de praça de touros, (como o Campo Pequeno que conhece bem), imobilizado aproximadamente no local correspondente ao da curva onde se situa atualmente a entrada para Alfeizerão, no sentido, Alcobaça/Caldas da Rainha, sob o viaduto da A8.

A certa altura, os focos fortes apagaram-se, enquanto que umas luzes mais pequenas se acenderam, como se fossem as de uma pequena janela de avião e então os detalhes tornaram-se mais nítidos.
Acrescenta João Belo que “o aparelho assemelhava-se vagamente, se bem me apercebi, a dois pratos de sopa, virados um contra o outro, com janelas iluminadas na cercadura e com uma aberturas por baixo que pareciam as turbinas de um jato”.
João Belo não se apercebeu se alguém ocupava o aparelho, de onde não saía som algum. De repente, ao fim de um ou dois breves minutos o disco disparou em direção à encosta do lado nascente, sem barulho ou fumo e desapareceu sem deixar rasto.
Que tipo de propulsão utilizava?
Não faz a mínima ideia.

Com os rapazes da motorizada, que ainda hoje não sabe quem eram, mas supõe que deveriam ser trabalhadores rurais da zona, comentou que estavam perante um disco voador.
Mas eles estavam tão admirados, perplexos e até possivelmente receosos, que não lhe responderam. Depois do disco arrancar, quando se apercebeu que, afinal, não estava a ser nem observado, nem perseguido, aliviou a tensão e continuou o caminho, tentando encontrar mais vestígios da presença do aparelho.
Meteu-se no carro e parou à frente na curva para o Casal Pardo, a olhar para o céu.
Mas mais nada viu.

Dirigindo-se para Alcobaça, já passada a excitação inicial, foi entregar o robalo a um amigo, que o amanhou.
Levou o peixe para casa, contou a história à família, mas ninguém o levou a sério, acreditou, rindo-se discretamente, dando a ideia que achavam que estava a inventar uma história.
Para não se sujeitar a correr o risco de ser tomado por tolo, mentiroso ou mitómano, apenas tornou a contar a história a mais uma ou duas pessoas de confiança, que também se riram e não acreditaram.
O único que terá acreditado, foi José Tempero que já tinha experimentado há alguns anos uma sensação semelhante.

Em 2008, João Belo foi procurado em casa em Alcobaça, por Manuel Silva Mateus, que de acordo com o cartão de apresentação, se intitula Psicólogo, Parapsicólogo, Terapeuta Holístico e Membro Qualificado da Federação Mundial de Parapsicologia e Ciências Afins e lhe disse estar a investigar e estudar este tipo de fenómenos e pediu que lhe contasse a história, com vista a inseri-la numa série que passava semanalmente, ao fim das tardes de domingo na RTP2, da autoria de Joaquim Fernandes-CTEG, intitulada “Encontros Imediatos”.


Este terá sabido da história através de uma pessoa da Nazaré, das relações de João Belo, que na Foz do Arelho, anos antes, também terá assistido, a um fenómeno que considerou inexplicável, fez-lhe variadíssimas perguntas com o objetivo de testar a seriedade e credibilidade do depoimento.
Quem conhece João Belo, entende que nunca manifestou sinais de ser pessoa mentirosa, mitómana ou que tivesse pura e simplesmente inventado esta história, para se tornar popular.

Durante a presença do ovni, junto do carro, este não sofreu interferências, seja no motor ou na captação da emissão de rádio.
João Belo reafirma estar absolutamente convencido que não foi vítima de uma alucinação ou miragem.
Mas não é capaz de explicar o que se passou, muito menos a fonte de energia que o aparelho utilizava, se era de origem terrestre ou extraterrestre.
Se hoje em dia, ainda está disponível para contar esta história com mais de trinta anos, aparentemente inverosímil, tal se deve à circunstância de ter vivido um acontecimento que considera se não único, pelo menos, extremamente invulgar.
Pessoas, que estudaram o caso de João Belo, asseguram que detectaram nele um nível de equilíbrio que dá credibilidade ao depoimento.

Poder-se-ia perguntar se os OVNI têm alguma predileção por Portugal.
Desconhecemos a resposta, mas a acreditar na quantidade de portugueses que dizem ter vivido experiências desta natureza, a resposta parece que só pode ser afirmativa.
Ao longo dos últimos anos, pessoas de todos os cantos do País e classes sociais, juram ter assistido a fenómenos deste tipo.
A versão oficial é que os discos voadores, os Ovni, os encontros imediatos de terceiro grau com seres com cabeças em forma de limão, luzes misteriosas, são mera ficção.
Já em outubro de 1954, o Diário Popular havia publicado uma notícia sobre a presença de um suposto charuto voador, sobre Alcobaça e S. Martinho do Porto.
Cerca das 18h, do dia 17, observou-se sobre a vila de S. Marinho do Porto, um objeto esquisito, com a forma de um charuto, que se movia lentamente segundo uns, rapidamente de acordo com outros em direcção ao Norte.

A essa hora, muitas centenas de pessoas testemunharam o facto, pois o charuto voador esteve visível, durante cerca de 10m.
Entre essas pessoas, contavam-se o Dr. Domingos Cabrita (Director do Instituto Secundário de Alcobaça), o Dr. Sebastião Vazão de Almeida (Director do Posto de Alfândega da Nazaré), José Tempero, que se encontrava por acaso em S. Martinho e o Prof. Doutor José Carlos Nascimento e Silva (Professor do Instituto Superior Técnico).

O alcobacense Sebastião Vazão de Almeida, afirmou ter visto o objeto, que emitia reflexos avermelhados, ia a grande altura, mas era bem visível, apesar da velocidade que o animava.
Tempero afirmava que o charuto era amarelado e movia-se devagar sem fazer barulho ou deixar rastos.
O testemunho de Vazão de Almeida, por se tratar de um antigo aviador civil, possuidor de brevet, foi particularmente interessante. Afirmou ter a certeza que não se tratava de um avião de carreira ou de outro tipo, mesmo jato.

Não podia precisar quanto tempo demorou a passagem, bem como a distância que vai do ponto onde estava, até ao farol de S. Martinho, aonde o perdeu de vista.
Seja como for, o assunto foi muito comentado e ninguém soube dar uma explicação.

Fonte

quarta-feira, 14 de março de 2018

Dez coisas que tem de saber para observar OVNI

Não se preocupe que não tem de marcar consulta para um ovniologista. 
Estes são as pessoas que estudam e analisam o fenómeno dos OVNI (Objetos Voadores Não Identificados), algo que sempre foi motivo de fascínio para muitas pessoas. 

Dentro em breve, os portugueses vão poder aprofundar os conhecimentos sobre este tema.
Paulo Cosmelli já deu o primeiro curso de ovniologia em Portugal, lecionado pelo investigador e especialista. "O objetivo deste curso, o primeiro no nosso País, foi dar uma visão generalizada da história da ovniologia em Portugal e demonstrar os avistamentos mais conhecidos em território nacional", revelou o fundador do CEBIUFO (Centro Europeu e Brasileiro de Investigação UFO, OVNI em inglês) ao Correio da Manhã e actual membro do Ufo portugal Networ.

Paulo Cosmelli
Quem se interessar por esta área de estudo e queira adquirir os conhecimentos mais básicos antes de começar a olhar para os céus pode participar neste curso, que vai decorrer no centro infinito CRESCER, nas Caldas da Rainha.

As 10 coisas que Paulo Cosmelli considera serem as mais importantes para um aspirante a ovniologista:

1 - Manter a mente aberta e livre de ideias pré-concebidas.

2 - Noções mínimas de astronomia (saber que constelações, estrelas e planetas estão acima de nós).

3 - Tentar obter o maior número de informações sobre a história ou até a geologia do próprio local para saber se está num sítio propício para avistamentos.

4 - Saber distinguir o que é um possível avistamento ou um fenómeno atmosférico (como por exemplo a aurora boreal ou a libertação de gases do planeta).

5 - Disponibilidade mental e intelectual para a troca de ideias e querer ser parte ativa de uma comunidade que pede a participação de todos.

6 - Ser capaz de trabalhar em equipa (até porque várias cabeças pensam melhor do que uma).

7 - Saber quais os casos de avistamentos mais famosos em Portugal.

8 - Estar preparado.
Um mapa, uma bússola e qualquer aparelho tecnológico que permita captar fotos ou vídeos são essenciais para qualquer pessoa que procure dedicar-se à ovniologia.

Isto acarreta que saiba posicionar-se, orientar-se e identificar o movimento do OVNI (trabalho bastante facilitado por uma bússola)

9 - Caso pretenda fazer uma vigília, procure os locais com pouca iluminação artificial para uma melhor visão do céu limpo.

10 - Documentar, através de vídeo ou de fotografias, o OVNI e ter a capacidade de captar referências terrestres para uma melhor análise posterior, em vez de simplesmente apontar a câmara para o céu.

Governo do Canadá também investigou OVNIs


"O governo do Canadá investigou bastante significativamente uma série de casos e alguns em particular foram aqueles que descreveram como muito inexplicados ou de especial interesse".

Rutkowski avança que os relatórios eram de pessoal qualificado e foram investigados por outros funcionários qualificados de diferentes departamentos.
Às vezes, instituições pós-secundárias como U of M ajudaram com análises.
O briefing mostra que houve um salto em relatórios de cerca de 40 para 167 entre 1966 e 1967.
Em muitos dos casos, nenhuma explicação foi encontrada para os avistamentos.


"Em alguns casos, havia observadores muito respeitáveis, alguns deles eram operadores de radar e, no entanto, eles experimentaram e viram algo que não poderia ser explicado.
Para mim há um fenómeno real que precisa de investigação ".

Fonte

Audio revela encontro com aviões de passageiros e OVNI no Arizona EUA a 24 de Fevereiro 2018, "comunicação entre pilotos e torre de controlo"

Uma série de eventos estranhos no céu foi revelada por gravações de áudio de controle de tráfego aéreo envolvendo aviões de passageiros americanos em altitudes elevadas.

Um relatório da publicação on-line The Drive expôs o encontro inexplicável.
Revela que um dos aviões voava em torno dos 37,000 pés, quando viram algo bizarro acima deles.
Estavam viajando para o leste entre o Monumento Nacional do Deserto de Sonoran e a fronteira do Novo México nos EUA no dia 24 de Fevereiro.

As gravações de áudio oficiais da FAA do controle de tráfego aéreo de Albuquerque Center revelaram como o incidente se desenrolou.

O relatório inicial veio de uma aeronave N71PG Learjet, perguntando se havia  tráfego aéreo acima deles.


O controlador respondeu "negativo", o que significa que não havia nada do seu conhecimento que explicaria essa observação.

Mas o piloto responde desafiadoramente, "Mas algo está".
Um outro piloto noutra frequência responde "um OVNI" ao qual o piloto Learjet responde "sim".

Poucos depois, o controlador solicitou a outro vôo atrás para ver se via alguma coisa "passar nas próximas 15 milhas".

Um capitão da American Airlines exclama de forma confusa "alguma coisa?"
O controlador chega de volta: "Afirmativo, tivemos uma aeronave na frente de você que relatou que algo passava por ele e não tínhamos alvos [de radar], então deixe-me saber se você vê alguma coisa passar".

E com certeza, um minuto depois, o American 1095 airbus chama de volta para confirmar que ele também avistou o OVNI.

Responde: "Sim, alguma coisa passou acima de nós.
"Não sei o que era, mas estava pelo menos a dois ou três mil pés acima de nós.
"Sim, passou por cima de nós".

Desconcertado pelo relatório, o controlador pede ao navegador: "Você poderia dizer se ele estava em movimento ou se estava simplesmente pairando?"

Antes que ele responda rapidamente: "Não consegui entender se era um balão ou outro tipo, mas era realmente uma luz radiante ou tinha um grande reflexo acima de nós na direcção oposta".
Todo o evento durou cerca de seis minutos.

E, de acordo com um representante da FAA, o incidente não foi redigido ou registado.

Fonte

Na área mencionada pelos pilotos existia um balão cientifico de monitorização atmosférica que pode de alguma forma ser o responsável pelo erro de má interpretação.
Veja o vídeo e tire as suas conclusões.


RIP: Morreu Stephen Hawking, o físico que desafiou os limites do Cosmos e da vida humana

Cientista britânico tinha 76 anos e era um dos nomes da Física mais reconhecidos pelo grande público.

O físico britânico Stephen Hawking morreu esta noite aos 76 anos, na sua casa em Cambridge, avança a agência Reuters citando um porta-voz da família do cientista.

"Estamos profundamente entristecidos pela morte do nosso pai", lê-se num comunicado assinado por Lucy, Robert e Tim Hawking, filhos do cientista, e divulgado esta madrugada.
"Foi um grande cientista e um homem extraordinário cujo trabalho e legado sobreviverá durante muitos anos", é dito na missiva citada pelo The Guardian.
apareceu na Web Summit para falar de inteligência artificial.

"Foi um grande cientista e um homem extraordinário cujo trabalho e legado sobreviverá durante muitos anos", é dito na missiva citada pelo The Guardian.


"A sua coragem e persistência, com a sua inteligência e humor, inspiraram pessoas no mundo inteiro. Ele disse um dia: 'Isto não seria um grande universo se não morassem lá as pessoas que amamos'. Vamos sentir a sua falta para sempre", lê-se ainda.

Hawking destacou-se pelo seu trabalho na astrofísica, mais especificamente no campo dos buracos negros e da relatividade, bem como pela divulgação científica, sendo autor do bestseller Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros.

O cientista adaptou-se às severas limitações físicas impostas por uma grave doença degenerativa diagnosticada aos 21 anos, tendo fintado uma estimativa inicial de esperança de vida inferior a dois anos.
"Vivi sob o espectro de uma morte precoce durante os últimos 49 anos. Não tenho medo da morte", dizia ao Guardian em 2011, recusando a ideia de uma vida para além da morte - era "um conto de fadas para pessoas com medo da escuridão".
Recorrendo a uma máquina para poder falar, tornou-se num dos cientistas mais reconhecidos pelo grande público, participando mesmo em diversas séries televisivas como Os Simpsons ou A Teoria do Big Bang.



Em 2014, a sua história de vida foi adaptada ao cinema em A Teoria de Tudo, filme que valeu um Óscar ao actor Eddie Redmayne.

Fonte

Stephen Hawking ficará conhecido como o físico que muito nos alertava para o potencial perigo ao tentar comunicar com espécies de outros mundos.

terça-feira, 13 de março de 2018

OVNI. Antigo membro do Pentágono garante que “podemos não estar sozinhos”

Depois da descoberta de um programa secreto do Pentágono para investigar OVNI, a CNN foi à procura de quem lá trabalhou.
O homem que chefiou o programa garante que os extraterrestres visitam a Terra.

Recentemente o New York Times publicou um artigo sobre a muito provável existência de um programa de investigação a OVNI dentro do imenso Departamento da Defesa dos Estados Unidos.
O jornal contava que o Advanced Aviation Threat Identification Program existiu realmente – de 2007 a 2012 -, mas acabou por ser encerrado por uma mudança de prioridades no financiamento, já que só este programa era orçamentado em 22 milhões de dólares.

A resposta oficial do Pentágono confirmava a existência oficial do programa durante aqueles cinco anos e deixava a porta aberta para a hipótese de continuar a funcionar, escondido nos milhares de milhões de dólares de que o Departamento da Defesa dispõe.

EUA ainda investigam OVNI? 
Sim e devia ser segredo

Depois de um artigo do NY Times sobre a possível existência de um programa de investigação a OVNI, o Pentágono respondeu.
E deixou espaço para acreditar que os EUA ainda procuram vida extraterrestre.
Todos os jornais e canais de televisão norte-americanos pegaram no assunto e investigaram, contactaram antigos membros do programa e tentaram perceber se o governo dos Estados Unidos da América ainda procura a existência de visitantes extraterrestres no planeta Terra.
A CNN conseguiu encontrar o membro do Pentágono que liderava o Advanced Aviation Threat Identification Program: que acredita ter encontrado provas suficientes de que existe vida para além da humana a chegar ao nosso planeta.

Acredito pessoalmente que existem provas suficientes de que podemos não estar sozinhos”, afirmo Luis Elizondo em entrevista ao programa “Erin Burnett OutFront”, da CNN.
O antigo membro do Pentágono garante que “descobriram muita coisa” e identificaram “objectos voadores que pareciam desafiar as leis da aerodinâmica”.

Luis Elizondo detalhou e contou que viu muitos “objectos sem superfícies de voo óbvias, sem formas óbvias de propulsão e a mover-se em maneiras que incluem extrema mobilidade, para além da força G saudável de um humano ou qualquer coisa biológica”.

Elizondo falou posteriormente com o NY Times e contou que se demitiu do Departamento da Defesa em Outubro em protesto com aquilo a que chama sigilo excessivo à volta do programa.
Desde aí, está a trabalhar com a To The Stars Academy Of Arts and Sciences – uma empresa co-fundada por Tom DeLonge, antigo músico dos Blink-182 -, que investiga assuntos como o sigilo governamental e objectos não identificados.

Crédito

De salientar que os EUA, nunca deixou de estudar o fenómeno ovni, embora mantenha diferentes departamentos de alta segurança envolvidos em estudos separados.
Os serviços do Pentagno foram os de nível mais baixo deixando outros departamentos de nível mais alto lidar com investigações mais sérias como faz o Reino Unido com uma operação que envolve a NATO num pré acordo entre o antigo Presidente dos EUA Ronald Reagan e Ex. Ministra Britânica Margareth Thatcher.

Durante décadas o governo americano entre outros, negavam qualquer conhecimento, estudo sobre o fenómeno ovni e vida extraterrestre, catalogando investigadores do fenómeno como pessoas debilitadas mentalmente.
Esta seria a sua forma de actuar sigilosamente afastando todos e qualquer interessado no fenómeno.
Esta situação tomou repercussões extremas por parte de Ex. Oficiais envolvidos nestes programas, onde chefes das forças armadas apresentaram o seu manifesto contra o encobrimento e envolvimento destes programas secretos como recuperação de objectos voadores não identificados caídos em terra.



Será caso para dizer que somente levantamos o véu de uma das várias pontas do Ice Berg.
A verdade continua lá fora e o governos dos EUA sabe, embora continue a negar categoricamente o envolvimento, estudo do fenómeno e desenvolvimento de uma tecnologia não terrestre para seu uso militar.

sábado, 10 de março de 2018

Novo vídeo regista aviões caça F-18 num encontro com Objecto Voador Não Identificado na Costa Leste dos EUA

Os vídeos, juntamente com observações de pilotos e operadores de radar, parecem evidenciar a existência de aeronaves muito superiores a qualquer coisa possuída pelos Estados Unidos ou seus aliados.
Funcionários do Departamento de Defesa que analisam a inteligência relevante confirmam mais de uma dúzia de tais incidentes fora da Costa Oriental dos EUA desde 2015.
Num outro caso recente, a Força Aérea lançou aviões F-15 em Outubro passado numa tentativa fracassada de interceptar uma aeronave não identificada a alta velocidade atravessando o Noroeste do Pacífico.

Um terceiro vídeo desclassificado, lançado pela A Academia de Artes e Ciências, uma empresa privada de pesquisa científica e de mídia a que o sou conselheiro, revela um encontro da Marinha anteriormente não revelado que ocorreu na costa leste em 2015.



Do outro lado do Oceano, mais precisamente no Reino Unido, anos anteriores, já eram registados encontros anómalos entre pilotos de caças F-15, onde podem ouvir a comunicação dos pilotos quando se deparam com algo que vai além da sua compreensão.


Enquanto os grandes científicos negam o fenómeno, pilotos de carreira militar e civil, continuam a registar encontros anómalos onde será escusado dizer, que não se tratam de balões, muito menos Vénus.

quinta-feira, 8 de março de 2018

OVNI em Coimbra?

Através das redes sociais o Ufo Portugal Network, tomou conhecimento deste vídeo realizado pelo Sr. "Carlos Manuel.

Data deste evento 08/03/2018, observação do objecto aos oito minutos e vinte e um segundos, "8m/21s" no vídeo, vindo este artefacto do centro da imagem com deslocação ao canto superior esquerdo do enquadramento da imagem.
Localização do evento - Coimbra - Olivais.

Este vídeo tem gerado alguma curiosidade, por parte de alguns internautas sobre a origem do objecto, sugerido hipotéticas possibilidades sobre a sua natureza.
Não será fácil identificar o objecto, porem será de ressaltar um pormenor muito interessante!
Uma observação atenta, e verificasse que o objecto em questão, realiza um voo lateral à direcção do vento!
Logo nesta situação podemos descartar qualquer tipo de balão ou algo desta mesma natureza, pelo facto destes voarem consoante a direcção do vento.
Durante a gravação é possível observar algumas aves, o que descartamos de imediato o objecto em si ser qualquer tipo de ave! Fisionomias e padrões totalmente diferentes.

Após uma breve pesquisa ficamos a saber que este vídeo deu entrada na MUFON Networ - #90598
Porem a questão do objecto vs vento, parece ter passado despercebido.

Quanto à origem deste objecto, será uma incógnita não descartando a possibilidade de drone da qual não conseguimos comprovar.

Vídeo original




Esta é a tradicional forma de capturar estranhos artefactos aéreos não identificados.
Deixar um equipamento a gravar o espaço aéreo, depois de algumas horas de gravação, realizar uma observação do vídeo em modo speed movie e estar atento para qualquer anomalia na imagem.
Algo que no Ufo Portugal Network recomenda.

Imagem registada em Mallorca Espanha 27 / 07 / 2017
União entre frame do vídeo e foto pode-se constatar
que ambos os objectos encaixam num só.
Portugal continua a ser um país rico em observações anómalas com alguns registos digitais impressionantes como se pode constatar no vídeo abaixo, em que a natureza destes objectos permanecem num paradigma de mistério e fascínio.


Se observou ou registou algo de anómalo não deixe de nos reportar através do e-mail: ufo_portugal@sapo.pt

domingo, 4 de março de 2018

Falando um pouco de OVNIs e Extraterrestres



Um dos fenómenos mais famosos na história da humanidade, os extraterrestres e as suas abordagens para a humanidade.

Hoje vamos tocar um tópico muito importante no mundo do paranormal, os avistamentos de OVNI, reais para alguns, Ciencia e ficção para os outros, seja qual for o resultado, ainda é um assunto muito intrigante que merece ser estudado.

OVNIs & Extraterrestres

Como o nome indica, esses seres ou objectos voadores não identificados, não pertencem ao nosso mundo, até podemos dizer que eles talvez não pertencem ao nosso sistema solar ou mesmo à nossa galáxia.
Por todo o mundo existem histórias de pessoas, que testemunharam avistamentos de OVNIs e até chegaram a reivindicar ter sido sujeitas a sequestros para análise e estudo por esses seres de outro mundo.

Histórias e lendas urbanas afirmam que os extraterrestres viveram entre nós há centenas ou milhares de anos, porque se camuflaram com a pele de outras pessoas ou eram de alguma forma parecidos connosco, para estudar a população humana, para saber como são e do que eram capazes ou como refere a história dos Sumérios "Annunaki"s o ser humano seria a criação de uma espécie afim de realizar trabalhos neste planeta para recolha de minério etc.

Eram considerados Deuses para o ser humano devido à sua superioridade tecnológica e conhecimento.
Seria realmente o ser humano uma criação de outra civilização!
Ou a humanidade e todas as espécies deste planeta se desenvolvera através de micro células, bactérias que por sua vez levou a origem humana "descendência do macaco"?

São questões que nos levam seriamente a pensar, reflectir sobre estas e muitas outras questões.
Qual a nossa verdadeira origem!
Estarão os nossos conhecimentos, ensinamentos escolares correctos!
De alguma forma o ser humano é influenciado pelo que lhe é ensinado nas escolas, universidades.
Cada vez mais se descobre que a história humana teve erros ao longo do seu percurso histórico.
Percursos esses que têm vindo a ser alterados, embora com alguma dificuldade devido a crenças religiosas e culturais.

Hollywood com os seus filmes nos mostram uma visão embora distorcida de como esses seres seriam embora erradamente onde na sua maioria existe uma invasão ao planeta terra, onde o seu objectivo será a extinção da espécie humana e acesso aos recursos naturais do planeta.
"O ser humano já o faz quando interesse em algo"
Geralmente os alienígenas têm uma forma humanóide, olhos gigantescos, pele verde ou cinza.

Em suma, Hollywood apresenta seres em que interferem com o psicológico do ser humano devido à sua fisionomia. Ex os filmes "Alien", isto deixa o ser humano com os cabelos em pé e de forma geral interfere com o seu psicológico 'receio, medo', por assim dizer.
A humanidade é induzida através destes filmes a hostilidade alienígena, quando pode ocorrer o oposto!
Nunca ocorreu uma invasão alienígena, e se tivesse de acontecer, certamente iria ocorrer bem antes de podermos termos algum avanço tecnológico!
Mas qual o interesse em fazer contacto com uma espécie que auto destrói o seu único habitat, vive de guerras em supremacia de poder bélico!
Espécie essa que lhe chamamos seres humanos.

Outro evento importante relacionado a alienígenas, é o chamado "contacto".


Este evento é a interação ou comunicação com qualquer forma de vida inteligente do espaço, uma interação direta com extraterrestres, não saberemos as suas intenções porque poderiam tanto entrar em paz e trocar conhecimentos, informações connosco se quiserem apresentar-se de forma amigável, ou podem apresentar-se de forma hostil com a intenção de nos excluir e apropriar-se dos nossos recursos naturais, algo que devemos ter em conta a sua tecnologia que, pelo simples facto de viajar bilhões de quilómetros através do espaço, já significa que as nossas tecnologias são obsoletas senão primitivas.
Será a matemática a comunicação correcta como afirma a ciência?
Será que essas espécies mais desenvolvidas sabem realmente o que é matemática!
O ser humano desde sempre tentou associar a tudo os seus conhecimentos, esperando que alguém ou alguma coisa nos consiga compreender!
As formas apresentadas pela ciência para uma comunicação com seres do Cosmos, pode estar totalmente errada... Devemos ter em conta que uma civilização mais avançada, terá outras tecnologias com determinadas frequências, ondas de comprimento que podem ser totalmente impercetíveis aos equipamentos que dispomos actualmente!
"Lá por não termos referida tecnologia, não significa que outros não a disponham".


Militares 
Verdade seja dita... Os militares não conseguem garantir segurança no seu espaço aéreo.
Existiram perseguições em que se revelou sermos ineficazes com as nossas aeronaves ou não termos tecnologia que acompanhe tais aparelhos ou suporte a mesma força cinética..


Existem milhões de opiniões de pessoas por todas as partes do planeta , alguns afirmam ter sido objecto de abdução e estudo por alienígenas, outros testemunharam ter observado uma nave espacial ou terem tido contacto com um ser de outro mundo, outros simplesmente não acreditam nessas histórias e afirmam que Hollywood é culpado de nos fazer acreditar nessas histórias.
Independente de Hollywood, existem vestígios de outras civilizações mais avançadas espalhadas por este planeta.

Seja qual for a versão, isso não deixa de ser uma questão de interesse global com milhões de opiniões formadas nesta minúscula bola a que lhe chamamos de Planeta Terra.

A verdade continua lá fora e os governos da terra o sabem, embora o ignorem, rotulando os seus observadores, investigadores de malucos, como mantendo programas secretos longe dos curiosos.
Mesmo tendo o testemunho de altas patentes militares e os próprios astronautas a regra será a negação dos factos perante algo que nos acompanha desde sempre enquanto espécie humana, mas que não é do interesse das grandes industrias neste planeta.

Tal tecnologia que consegue realizar viagens inter planetárias com energia limpa num curto espaço, tempo será algo que as grandes elites empresariais lutam desesperadamente.
Será esta razão ou motivo para total encobrimento do fenómeno?


sexta-feira, 2 de março de 2018

Filtração do texto de Einstein dedicado à vida extraterrestre


Revelada escrita antiga de Albert Einstein que fala sobre alienígenas. 

Uma das maiores incógnitas que temos como seres humanos é a existência de vida noutros planetas, porque mesmo que muitos indivíduos digam ter tido experiências que vão desde avistamentos até supostos abduções, a dúvida persiste.
Não estamos sozinhos e o universo é tão complexo e infinito para pensar que a raça humana é a única que a habita. Albert Einstein sabia disso, um dos físicos mais famosos de origem alemã, que decidiu escrever um relatório sobre as relações com os habitantes dos corpos celestes.

O documento consiste em seis páginas cheias de enigmas, uma vez que é uma das primeiras a se referir a entidades extraterrestres de natureza biológica.
Além disso, afirma que a presença de objetos voadores não identificados (OVNIs) não é algo novo e é mesmo um facto aceite pelos militares há muito tempo.
Em seguida, fragmentos do documento controverso que já foi viralizado em vários sites são compartilhados:

"As relações com os extraterrestres não apresentam nenhum problema novo, basicamente, do ponto de vista do internacional, a possibilidade de enfrentar seres inteligentes que não pertencem à raça humana traria problemas cuja solução é difícil de conceber. Em princípio, não há dificuldade em aceitar a possibilidade de chegar a um entendimento com eles e estabelecer todos os tipos de relacionamentos. A dificuldade consiste em tentar estabelecer os princípios sobre os quais essas relações devem ser baseadas ".
Em primeiro lugar, seria necessário estabelecer comunicação com eles através de um idioma para outro, e então, como primeiro estado para qualquer inteligência, deve ter uma psicologia semelhante à dos homens. Em qualquer caso, o direito internacional deve dar lugar a uma nova lei de maneira diferente, e poderia ser chamado de "Lei dos Povos Planetários"

Este extracto sugere que a parte mais difícil será encontrar um consenso para determinar uma relação possível, uma vez que o homem está acostumado a ser dominante, um problema que tornará difícil entender o fato de que um ser alienígena é usado para viver com total liberdade, ou pelo menos com suas próprias regras e regulamentos.