terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Caças F-16 perseguiram Objecto Voador Não Identificado


Turquia enviou caças F-16 em Diyarbakir para interceptar OVNI, explica o Tenente-geral aposentado Dogan Temel, que também foi preso no caso de "Sledgehammer", a operação decorreu na linha da fronteira daquele país há 19 anos e foi explicada em detalhes. 

O incidente decorreu em 1999 entre a fronteira Turquia-Síria.
Ao Turquia enviou caças F-16 para reconhecimento de um corpo estranho detectado pelos radares.
Os sistemas eletrônicos dos F-16 foram bloqueados durante a sua aproximação, tendo em seguida regressado à Base , foi enviado para a região um helicóptero das Forças Especiais, que relatou não estar mais visível o suposto OVNI.
Este tinha simplesmente desaparecido.


Dogan também compartilhou fotografias que foram avaliadas como OVNIs e gravadas por soldados com uma câmera térmica.

Livro de Dogan que retrata os acontecimentos

Dogan Temel, que era um comandante do 7º Corps em Diyarbakır entre 1999-2001 e comandante assistente do comandante do Harp Akmedemiler em 2003.
Desta forma escreveu um livro a relatar todos os acontecimentos daquela operação de intercepção a um OVNI. 

Relatos OVNI antes do terramoto de 1755 em Lisboa.

Após 263, anos depois da maior catástrofe natural que atingiu Portugal, causando segundo se crê, 90 mil mortos em Lisboa e mais 10 mil em Marrocos. 

As ondas de choque foram sentidas desde o Norte da Europa, nomeadamente Finlândia, até ao Norte de África. 

A magnitude deve ter sido 9 na escala de Richter, seguido de um tsunami.
Pouco ou nada se fala nos fenómenos OVNI vistos e relatados na época pelo Padre Manuel Portal.
Dias antes “Bolas verdes”começaram a  cruzar os céus de Lisboa, e continuaram a ser vistos para Sul, inclusivé nos céus do Norte de África.
Os relatos da época assim o relatam.

Tudo aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755.

Como era Dia de Todos os Santos, as pessoas tinham acordado muito cedo para irem à missa.

• O cais da cidade afundou-se completamente e a água do rio Tejo começou a avançar para a cidade.

• Além do terramoto em terra, sentia-se o maremoto no mar e no rio. Os barcos que estavam no rio começaram a rodopiar e a afundar-se a pique.

• Abriram-se falhas na terra, em zonas como Alcântara, Sacavém, S. Martinho, Azeitão e Setúbal. Dessas falhas, surgiu água, vento e vapores.

• Passado algum tempo, houve um segundo abalo muito violento.
A cidade incendiou-se. As velas e as lareiras que tinham sido deixadas acesas ajudaram a chamas a crescer ainda mais.

• As pessoas que sobreviveram rezavam nas ruas, cobertas de pó.

• Durante horas, os abalos não pararam, embora já fossem mais fracos do que os primeiros.

Em Lisboa, a baixa estava praticamente destruída. Caíram casas, igrejas e edifícios públicos.

• Milhares de pessoas desceram até ao Terreiro do Paço para tentarem fugir dos incêndios e da queda de paredes e pedras.

• Levaram todos os pertences que puderam e tentaram apanhar um dos barcos que estavam a recolher pessoas. Mas as ondas do rio estavam tão altas que acabaram por arrastar os barcos e muitas pessoas se afogaram.

• Durante três dias, os abalos e os incêndios não pararam! O terramoto destruiu a baixa de Lisboa e fez ruir casas e monumentos por todo o país.

• Depois de passado o horror, o rei ordenou ao Marquês de Pombal que reconstruísse a baixa da cidade.

• Foi nesta época que se construiu a Praça do Rossio, o Arco da Rua Augusta e as ruas paralelas e perpendiculares da baixa onde agora é zona de compras.

• A maior parte dos monumentos que ficaram destruídos, foram depois restaurados.

• No entanto, houve alguns monumentos, como o Convento do Carmo, em Lisboa, em que não se fizeram obras, para simbolizar este acontecimento tão trágico.

Paulo Cosmelli
Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitectura do período Manuelino em Portugal).
A família real escapou ilesa à catástrofe. 
O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto.
A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. 

Depois da catástrofe, D. José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda, denominado como Real Barraca da Ajuda, em Lisboa.
Tal como o rei, o Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto.
Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa.

Conta-se que à pergunta “E agora?” respondeu “Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos”
Na época alguém perguntou ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas….
O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. 

São os primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções à prova de sismos (antí-sismicas), que foram testadas em modelos de madeira, utilizando-se tropas a marchar para simular as vibrações sísmicas.
Já as Legiões Romanas, não atravessavam pontes a marchar por causa do que hoje se conhece: a vibração.

Cá temos mais uma vez, uma demonstração de um conhecimento que só em pleno século XX se “descobriu”. Será mais correcto dizer: re – descobriu?
Fenómenos OVNI têem sido quase sempre relatados antes, durante e/ou depois de grandes catástrofes.
Será coincidência, ou haverá razões ainda não explicadas pela ciência e por outros conhecimentos?



Tenho um amigo, o Araújo de Brito, Comandante da Marinha de Guerra Portuguesa, que uma vez disse numa conferência que fizemos juntos: -“Será que estes fenómenos ligados a grandes catástrofes não poderão ser viajantes do tempo a assistir a factos que marcaram a história da nossa  civilização?”
Na altura achei completa ficção.
Hoje já ponho como hipótese.

Desde 1995 que se espera um outro grande terramoto para a mesma zona.
Os geólogos afirmam que as probabilidades são muitas.
Curiosamente, nos finais dos anos 70, uma série de luzes azuladas iluminaram durante dias, os locais da falha da placa tectónica onde se deu o terramoto de 1755. 

Foram relatados e fotografados grandes e demorados relâmpagos, acompanhados de estrondos enormes.
Chegaram a fazer várias figuras nos céus, como a de uma foiçe e martelo (símbolo utilizado pelo partido comunista).

Houve certos grupos espíritas, que disseram ter recebido comunicações de que civilizações extraterrestres estavam a soldar essa falha da placa tectónica.
Lembro que foi um desses grupos espíritas, que em 1917, meses antes das manifestações de Fátima, publicou num grande jornal da época uma comunicação, em que lhes foi transmitido que iriam dar-se os acontecimentos que tiveram lugar em Fátima.

Estaremos a ser protegidos por seres que nunca nos deixaram sozinhos, ou queremos acreditar que assim é?
Haverá mesmo alguém a olhar por nós a ponto de evitar mais catástrofes?
Ser houver, até quando temos essa proteção?

Matéria de Paulo Jorge Cosmelli para a Revista UFO

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Terá o governo Americano informações importantes sobre o avistamento OVNI de Rendlesham Forest?



As informações sobre o encontro com um OVNI mais conhecida de Suffolk podem estar contidas num dossiê retido pelo governo americano, de acordo com um ex-funcionário do Ministério da Defesa.
O incidente de Rendlesham Forest, ocorreu em dezembro de 1980, recebeu muita atenção dos meios de comunicação nacionais e globais ao longo dos anos e tem sido frequentemente chamado de Roswell da Grã-Bretanha.
Oficiais americanos estacionados no antigo site da RAF Woodbridge relataram ver estranhas luzes e uma nave alienígena em duas ocasiões na área da floresta ao redor da base.

Os céticos já criticaram as reivindicações de atividade extraterrestre alegando que os feixes de luz não eram mais do que luzes de um carro da polícia ou do farol de Orfordness.
Informações recentes vieram à luz nos Estados Unidos sobre investigação OVNI pelo Departamento de Defesa.
O jornal americano New York Times revelou que mais de US $ 20 milhões foram gastos no que se conhecia como o Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais ou AATIP pelo Departamento de Defesa entre 2007 e 2012.

Outra publicação dos EUA, o Washington Post, afirmou que um relatório de 490 páginas deste programa continha alegados avistamentos históricos de OVNIs de diversos países estrangeiros, bem como dos Estados Unidos.

Nick Pope
Nick Pope foi o oficial responsável do Ministério da Defesa Britânico entre 1991 e 1994, onde conduziu uma revisão de avistamentos de OVNIs no Reino Unido.
"Por muitos anos, os EUA disseram que não tinham qualquer ligação ou interesse com OVNIs, mas o Pentágono desmentiu e admitiu ter um programa", diz Nick.

Não se sabe exatamente quais os detalhes que podem estar dentro do arquivo do Pentágono, mas Nick acredita que o incidente no Rendlesham tem que ter um argumento muito forte para a inclusão.
"É inconcebível para mim que informações sobre o incidente da Rendlesham Forest não estariam nesse dossiê, já que é o incidente OVNI mais conhecido e mais credível do Reino Unido e porque envolveu pessoal dos EUA nas bases da USAF", diz Nick.
"É um grande enigma.
Pode ser que o Pentágono tenha dados que mais ninguém no Reino Unido (mesmo no MoD) tenha sobre o caso e possivelmente uma explicação definitiva para o mistério Rendlesham Forest".


Quantos países não estarão envolvidos em programas secretos sobre investigação OVNI?

Os Governos libertam os documentos após serem cozinhados e preparados para o público, documentos em que maioria dos casos não revelam grande importância. Já os documentos mais importantes, esses continuam no segredo dos deuses.

Será Portugal um destes países!

domingo, 7 de janeiro de 2018

NASA pode ter encontrado vestígios de vida em Marte


Descoberta do jipe-sonda Curiosity causou tumulto na NASA, após capturarem imagens do que podem ser sinais de vida antiga em Marte.

O jipe-sonda em Marte tirou fotos do que podem ser vestígios de fósseis, de acordo com o pesquisador Barry DiGregorio.

DiGregorio, pesquisador da Universidade de Buckingham, disse: Eles parecem notavelmente semelhantes aos fósseis ordovicianos que estudamos e fotografamos aqui na Terra.

Se não forem fósseis, quais outras explicações geológicas a NASA irá dar? As imagens foram obtidas usando a MAHLI do jipe-sonda, uma câmera colorida montada no topo do veículo espacial.

Elas foram tiradas no início de 2018 e descritas como ‘únicos’ pelo cientista do projeto Curiosity.
 Os traços de fósseis são sinais de vida passada, seja dos restos mortos de criaturas vivas ou de coisas deixadas por elas.

Ashwin Vasavada, cientista chefe da missão Curiosity da NASA, disse que os vestígios têm entre um e dois milímetros de largura, com um comprimento máximo de cerca de cinco milímetros. 



Ele disse à Space.com que ‘não descarta’ que sejam vestígios fósseis.

Ashwin acrescentou: Eles são tão pequenos.

Estes foram únicos o suficiente, dado o fato de que não sabíamos que eles estavam lá, que agora achamos que devemos voltar [ao local onde os possíveis fósseis foram encontrados].
Se virmos mais deles, começaremos a dizer que este é um processo importante que está acontecendo na Serra Vera Rubin.

Fonte: Caicó Digital

sábado, 6 de janeiro de 2018

OVNIs no Alentejo: Aventuras de um Biólogo na Vidigueira

Segue o relato prestado pelo próprio biológo Ricardo Lima, durante um trabalho realizado na Vidigueira em Julho de 2009.

Relato...
Esta semana começou com uns dias pelo Alentejo a torrar ao Sol na companhia da Nadine. Fui fazer um trabalho de monitorização de aves na zona da Vidigueira, por causa dos blocos de rega do Alqueva! Basicamente tínhamos que registar todas as aves de rapinas que observássemos durante 1h em diferentes pontos. E alguns dos pontos montávamos um radar (como os dos barcos), para ver se ele detectava as mesmas aves que o observador. Ao todo montámos e desmontámos o aparato que se vê na foto abaixo (mais o que ficava na carrinha e não se vê) uma meia dúzia de vezes... Uma tarefa nada fácil com temperaturas quase nos 40ºC e que deixou a suas marcas!


Radar pronto para detectar as aves da planície alentejana.


Sequelas dos dias de trabalho no Alentejo, ou de não ter posto protector... O que vale é que o bronzeado à camionista está sempre na moda!
Para além desta tarefa diurna, que permitiu algumas observações interessantes (nomeadamente de rolieiro ;), tivémos um pequeno extra nocturno. Montámos o radar à noite, para tentar perceber se as aves também andam por aí a voar à noite. E pelos vistos andam. Ou pelo menos anda qualquer coisa. 
A migração nocturna nas aves é um fenómeno bastante conhecido, mas fora de época de migração é um pouco estranho andarem tantos OVNI no céu nocturno do Alentejo!!!! E se durante o dia já é difícil identificar o que o radar detecta, durante a noite é quase impossível, principalmente quando se tratam de objectos a 1000m de altitude. Enfim, este mistério há-de persisitir, pelo menos por mais algum tempo. Talvez morcegos???


OVNIs no céu nocturno da Vidigueira
Voltado a casa, 5ª foi dia de stress. A bolsa não vem, nem o resultado do TOEFL e o que já tinha chegado à Universidade, afinal não tinha... E para ajudar, uma vez que tinha que mandar muitos mails: a Internet tirou meio dia de folga.

riscas83.blogspot.com 

REPÓRTER DA RTP FILMA OVNI NA SERRA DAS MEADAS, PORTUGAL 1974


Recordando um caso dos arquivos nacionais que ocorreu no dia 2 de Abril de 1974, entre Viseu e Lamego, e que foi registado por um repórter da RTP...

Tudo começou quando o Sr. Aires destacado para Tarouca em serviço da RTP (Rádio Televisão Portuguesa), seguia de automóvel juntamente com outras pessoas, por uma estrada florestal entre Viseu e Lamego.
Eram perto das 13:00h quando no início de uma descida perto daquela última cidade, reparou num objeto luminoso suspenso no ar e a baixa altitude.
O objeto oscilava e apresentava duas tonalidades, branca e amarela.
Com toda a excitação quase não se lembrava que levava consigo a máquina de filmar.
Colocando de imediato a bobine na máquina, conseguiu com a teleobjectiva fixar pormenores que demonstram que algo de estranho se passou.
Estavam todos nervosos e durante 10 minutos, espaço de tempo em que o objeto se manteve a pairar encaixado sobre o vale, filmou até esgotar a bobine. Quando ia recarregar a máquina, o objeto começou a afastar-se no sentido norte-sul.
A luz era intensa e variável.
As oscilações e o brilho deslumbrou todas as testemunhas.
Na parte inferior pude notar, ainda que tenuemente, umas excrecências esféricas...não era avião ou helicóptero, tenho a certeza...por outro lado a localização do aparelho encaixado num vale, parece invalidar esta hipótese..." Afirmou José Aires correspondente da RTP e autor do pequeno filme.

As imagens foram divulgadas na época na TV nas notícias, e publicado no "Jornal de Notícias" do dia 5/4/1974. Infelizmente a gravação não se encontra em bom estado de preservação, sendo muito difícil a sua recuperação.
Por esse motivo não foi possível postar o registro do filme, que era uma prova importante do fenómeno OVNI no território português.

Fonte

O UFO Portugal Network já se manifestou aos arquivos da RTP, de forma a ter acesso ao referido vídeo para divulgação público em nome do Disclosure.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Portugal - Açores nos Arquivos Blue Book 26 Setembro de 1952


Poderá consultar esta informação gratuitamente através do Site Blue Book Archive

O UFO Portugal irá publicar gradualmente todos os arquivos contidos no arquivamento Blue Book, para melhor acesso do público a esta informação.





Será a vida extraterrestre parecida com a da Terra?



Investigadores do Reino Unido usam a teoria da evolução de Darwin para reflectir como poderá ser a vida extraterrestre. E sugerem que poderá assemelhar-se mais com a da Terra do que pensamos.


Foto
Visão de um alienígena que consta de um artigo científico de uma equipa de Oxford HELEN S. COOPER

Nunca conhecemos um extraterrestre, mas quando os imaginamos são sempre seres de outro mundo, tão diferentes do ser humano quanto as obras de ficção – cinematográficas ou literárias – o sugerem. Desde o nosso ET preferido, amigo de rosto achatado que gosta tanto de andar de bicicleta como qualquer outro miúdo, aos seres viscosos, feios e maus do filme de ficção científica Alien: Covenant (2017). E, enquanto não nos cruzamos com eles (se calhar andam entre nós, como acontece nos Homens de Negro, de 1997), continuamos a procurá-los lá fora, noutros planetas e mesmo noutros sistemas solares, a imaginá-los e até a prever como serão, para ver se não lhes passamos ao lado sem dar conta. Por isso, uma equipa de investigadores do Reino Unido decidiu usar a teoria da evolução de Charles Darwin para reflectir como é que a vida pode nascer noutros “cantos” do Universo e a que é que se assemelha. Conclusão: poderá ser mais parecida com a da Terra do que pensamos.

“Fazer previsões acerca de extraterrestres não é uma tarefa fácil”, lê-se no artigo científico intitulado Alienígenas de Darwin e publicado na revista International Journal of Astrobiology. E, se é verdade que até é bastante complicado, também é verdade que a crença na existência de vida extraterrestre, não necessariamente inteligente, tem adeptos na comunidade científica. Sobretudo com a descoberta de planetas extra-solares, em particular os rochosos semelhantes à Terra, situados na zona de habitabilidade. Portanto, à distância certa da sua estrela para terem uma temperatura amena que permita a existência de água líquida à superfície – como as “sete irmãs da Terra”, descobertas este ano em órbita de um “sol” a 40 anos-luz de distância de nós (o que em termos cósmicos não é nada).

Recuando no tempo, o primeiro planeta extra-solar foi detectado em 1995, há cerca de 22 anos, por Michael Mayor e o seu estudante de doutoramento Didier Queloz, do Observatório de Genebra, na Suíça. Foi assim que se descobriu que os planetas do nosso sistema solar não são os únicos no Universo. Mais tarde, já no século XXI, encontrou-se o primeiro planeta que se supunha ser rochoso, à volta da estrela mu Arae, a 50 anos-luz de distância. Mas, com dez vezes o tamanho da Terra, ainda havia um longo caminho a percorrer até à descoberta de uma “irmã” da Terra. Agora, a lista de todos os planetas extra-solares, desde os monstros gasosos até aos rochosos (aqueles que mais nos interessam por terem mais condições à partida, em conjunto com outros factores, tanto quanto sabemos, para que a vida evolua), já vai em cerca de 3500, todos na nossa galáxia, a Via Láctea.

Por outro lado, também existe um projecto de procura de vida extraterrestre inteligente, o SETI, que chegou a ser um programa da agência espacial norte-americana NASA nos anos 1990 e agora é gerido pelo Instituto SETI, uma entidade privada com sede na Califórnia (EUA). Foi fundado há mais de 50 anos por Frank Drake, que, graças a uma fórmula matemática, calculou que deveriam existir umas dez mil civilizações inteligentes no Universo. Este número até pode parecer exagerado, mas existem, segundo as estimativas, centenas de milhares de milhões de galáxias – por que razão, então, seria o nosso planeta tão único ao ponto de não existir vida, por mais simples que seja, fora dele?
Aliás, a humanidade já anda a sonhar com extraterrestres há mesmo muito tempo: o nosso ET preferido nasceu em 1982, pelas mãos de Steven Spielberg, e o filme Contacto (1997), numa adaptação do romance com o mesmo nome do famoso cientista Carl Sagan, onde Jodie Foster é uma cientista do SETI, celebra este ano o seu 20.º aniversário.
E muito antes disso, por exemplo, já o antigo primeiro-ministro britânico Winston Churchill tinha começado a escrever na véspera da Segunda Guerra Mundial, em 1939, e finalizado nos anos 50, um artigo de 11 páginas acerca deste grande mistério, sem se esquecer de salientar a importância da água em estado líquido. No ensaio Estamos Sozinhos no Universo?, Churchill dizia: “Poderá haver planetas extra-solares com tamanho suficiente para manter uma superfície com água e, com alguma sorte, uma atmosfera.”

Por que tem a girafa um pescoço comprido?

Condições geológicas necessárias à parte, sabemos ainda que a vida que se conhece na Terra é construída a partir de seis elementos químicos essenciais: hidrogénio, carbono, oxigénio, azoto, fósforo e enxofre. Estes compostos formam maioritariamente as moléculas das células. Portanto, à partida, quando procuramos vida extraterrestre é também por essa bitola que nos regemos. Outra bitola que podemos usar para prever como poderá ser a vida extraterrestre é, sugerem agora os cientistas de Oxford (Reino Unido), a teoria da evolução através da selecção natural de Charles Darwin.
Stuart West, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, e a sua equipa defendem que, até ao momento, no que toca a especular como poderá ser a vida extraterrestre, tem-se optado por uma abordagem muito mecanicista, referindo-se às teorias que afirmam que todos os fenómenos que se manifestam nos seres vivos são mecanicamente determinados e, em última análise, essencialmente de natureza físico-química. 
E dão-se dois exemplos no artigo científico dessa abordagem: o de podermos prever que os extraterrestres terão olhos, porque os órgãos oculares evoluíram pelo menos 40 vezes na Terra e são relativamente universais; e o de prevermos que os extraterrestres também seriam baseados em carbono, tal como nós, porque é um elemento muito abundante no Universo.

“Mas não há razão teórica para que os extraterrestres não possam ser baseados em silício e que não tenham olhos”, alertam. Por outro lado, chamam a atenção, “a selecção natural não depende nem de um determinado sistema genético nem de um material genético, composição elementar ou tipo de planeta específico”, explicam os investigadores no artigo, que até é acompanhado por ilustrações de possíveis alienígenas e suas complexidades. “Se existir hereditariedade, variação e sucesso diferencial, a selecção natural ocorre.”

Adicionar legenda

Ora, quando Darwin escreveu a sua obra-prima, Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural(1859), estava longe de saber que os seres vivos evoluíram a partir de uma molécula, a que agora chamamos Ida, que se conseguiu copiar a si própria e, depois, armazenar informação num código genético. E que, mais tarde, a Ida daria origem ao Luca, que é o antepassado mais recente partilhado por toda a vida na Terra e que terá existido há mais de 4000 milhões de anos. Mas Darwin já sabia que a vida é, muito resumidamente, um sistema de replicação e que, cada indivíduo, ao transmitir aos descendentes as suas características, pode originar variações – que, sabemos agora, podem ser más (herdar uma doença genética) ou boas (resistir a um vírus).
Darwin também sabia que é a constante acumulação de tais variações através da selecção natural que, quando benéficas para o indivíduo, dá origem às mais importantes modificações de estrutura que, nas sábias palavras do naturalista, “tornam os inumeráveis seres que habitam a superfície da Terra capazes de lutar entre si e os mais bem adaptados a sobreviver”.
Por exemplo, por que é que as girafastêm o pescoço tão comprido? Esta é uma questão que ainda se mantém em aberto na comunidade científica, mas uma das possíveis respostas culpa a selecção natural: foi para atingirem o alimento cada vez mais alto nas árvores. Tal como as girafas se “adaptaram” ao ambiente (acumulando variações até desenvolverem tanto um pescoço comprido como um coração poderoso, capaz de bombear sangue dois metros acima do peito), os extraterrestres provavelmente também se estão a “adaptar” ao que os rodeia. E, se precisarem de chegar a um sítio mais alto para se alimentarem, também é provável que tenham pescoços compridos. Ou, como os seres humanos, que tenham construído instrumentos para lá chegar.

“A equipa de Stuart West – que é até um autor muito conhecido pelos seus estudos sobre a evolução de organismos com sistemas de cooperação muito elevados, como as abelhas e as formigas – adopta uma abordagem que é diferente de outros autores que olharam mais para os constrangimentos [o ambiente de outros planetas]”, refere ao PÚBLICO o biólogo Paulo Gama Mota, da Universidade de Coimbra. A alternativa proposta é, portanto, olhar não apenas para o ambiente mas também para a evolução: como é que os extraterrestres podem ter evoluído? Se acreditarmos que a vida extraterrestre também está sujeita à evolução através da selecção natural, então os quatro investigadores de Oxford pensam que evoluiu muito provavelmente de forma semelhante à vida na Terra. “Não podemos prever quais as transições evolutivas, mas, do que sabemos, é provável que elas também aconteçam”, frisa o biólogo português.

“Se estivermos a falar de um planeta muito recente, não podemos esperar formas de vida muito complexas. Tomando como exemplo a vida na Terra, num planeta mais novo será de esperar que as formas de vida sejam mais simples, até porque as transições evolutivas não são fáceis e acontecem relativamente espaçadas no tempo. Por outro lado, é muito difícil prever a vida num planeta que tenha tido mais tempo do que o nosso para evoluir. E é muito possível que um planeta com a mesma idade da Terra tenha formas de vida inteligente”, sublinha Paulo Gama Mota. “Diria que o que nós podemos esperar é formas de vida que, seguramente, têm sistemas de reprodução e onde há formas de competição, como o canibalismo e o parasitismo, por exemplo, mas também de cooperação, porque decorrem da selecção natural.”

É assim, com esperança, que ficamos à espera de mais novidades sobre histórias de “irmãs da Terra”, extraterrestres e a origem das espécies noutros mundos. Será, então, a altura perfeita para lembrar que, um dia, já muito distante, George Lucas imaginou um sistema com dois sóis e que essa fantasia do planeta Tatooine, casa de Luke Skywalker, não é (desde 2011) apenas mais uma fantasia: existe mesmo um planeta de onde se pode assistir a dois pores do sol. E, talvez num futuro mais próximo do que possamos imaginar, os extraterrestres deixem de ser ficção científica, com ou sem pescoços compridos.

Texto editado por Teresa Firmino www.publico.pt

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Vídeo: Fenómeno luminoso no céu da Colômbia deixa população em pânico





O Estranho fenómeno de luzes no céu deixou população em alarmada na Colômbia.

O incidente decorreu na noite 30 Dezembro pelas 19:30 PM, em Ocana e outras regiões ao redor.
O incidente registado por várias centenas de pessoas, rapidamente se tornou viral nas redes sociais com vídeos e fotos.

Os mais curiosos apontam o fenómeno como ovni, os mais religiosos falavam no fim do mundo, as pessoas acreditam que essa luz ou objecto luminoso teria pousado não muito longe da região.
Foi observada a descer dizem os populares a alguns jornais locais e nacionais... As autoridades colombianas ainda não encontraram uma explicação plausível para o sucedido, estando desde então a trabalhar neste caso na tentativa de desvendar todo este mistério que deixou várias centenas de pessoas com medo, algumas temendo pelas suas próprias vidas.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

10 coisas que você precisa saber sobre OVNIs



1 | Origem

Devemos o termo "disco voador" a Kenneth Arnold, um piloto civil que, em 24 de junho de 1947, observou uma dúzia de objectos que voavam no espaço aéreo acima do estado de Washington.
Arnold disse que os ovnis eram como uma espécie de pratos, que nos jornais levavam a descrições como "discos voadores". O capitão da Força Aérea , Edward J. Ruppelt, propôs na década de cinquenta usar o termo objecto voador não identificado, nome ligeiramente menos colorido (abreviado: UFO).

2 | Dia Mundial do OVNI

No dia 2 de julho, é comemorado o World Ufo Day. A data foi escolhida porque naquele dia, em 1947, um ovni teria caído na cidade de Roswell, no Novo México.

3 | Stephen Hawking

O cientista mais famoso do mundo, Stephen Hawking, acha que as chances são de que não estamos sozinhos no universo e que não buscamos contato com a vida extraterrestre. "Nós só temos que abrir os olhos para saber que a vida inteligente pode se transformar em algo que você prefere não encontrar", disse. "Os extraterrestres que esgotarem os recursos naturais do seu próprio planeta e até já estejam viajando pelo universo poderão vir aqui com as piores das intenções".

4 | Foo Fighters

No final da Segunda Guerra Mundial, pilotos de caça acima da Alemanha viram estranhas lâmpadas objectos luminosos que pareciam seguir seus aviões por um determinado tempo e, de repente, desapareceriam misteriosamente. Nunca foi encontrada uma explicação para o fenômeno, mas os fenômenos logo foi apelidado como foofighters.

5 | Robbie Williams

Entre outros, John Lennon , David Bowie e Elvis Presley alegaram ter visto um OVNI, mas o maior fã de OVNIs entre as estrelas da música pop deve ser Robbie Williams : uma década atrás, o cantor até fez uma pausa para viver a estudar e investigar OVNIs e extraterrestres. Williams disse que viu um OVNI três vezes: inclusive logo depois de escrever 'Arizona', uma música sobre um seqüestro de alienígenas. Quantas drogas Williams levou durante esse período não é inteiramente clara.

6 | Conspirações

Várias pesquisas mostram que cerca de 70% da população dos EUA acredita que o governo retém informações sobre OVNIs.

7 | De Carter a Clinton

Jimmy Carter disse durante a campanha para a eleição presidencial de 1976: "Eu já não gozo com pessoas que afirmam ter visto um OVNI, eu também já vi um". O presidente Ronald Reagan viu uma luz a fazer zig-zag, luz sobre o seu avião. Ele ordenou que o piloto seguisse o fenômeno, mas depois de alguns minutos, a luz estranha de repente disparou. Hillary Clinton prometeu durante a sua campanha que, como presidente, libertaria todas as informações sobre a misteriosa área 51.

8 | Declaração lógica

A grande maioria dos avistamentos de ovnis pode ser perfeitamente explicada: muitas vezes são apenas balões meteorológicos, aviões, satélites, nuvens raras ou planetas brilhantes. Às vezes, a observação permanece obscura. Como em 2014, quando o exército sueco organizou uma busca no Mar Báltico, porque (um objeto não identificado sob a água) havia sido descoberto. Os russos já negaram que fosse um dos seus submarinos.

9 | Inspiração religiosa

Os OVNIs inspiraram muitos movimentos religiosos. Eles desempenham um papel importante na fé da cientologia e da nação do islamismo. Especialmente notória é a seita do Heaven's Gate, cujos membros acreditavam que o cometa Hale-Bopp, que era claramente visível em 1997, foi acompanhado por um OVNI que veio buscá-los. Para que sua alma fosse transportada para a nave espacial, 39 membros da seita fizeram suicídio coletivo.

10 |Reportar um avistamento 

Você viu algo estranho? Então, você indicar essa observação a uma equipe de estudos do fenómeno OVNI do seu país, para recolha de informação. 

OVNIs & Extraterrestres



Ovnilogia, ou o estudo de objectos voadores não identificados, é um comércio risível. 

Raramente o seu tratamento na mídia está livre de piadas ou com o som de 'The X Files', e pior ainda, é o ridículo do mundo científico, para com quem se dedicar a este estudo é suicídio profissional garantido. 
E, no entanto, alguns dias atrás, o New York Times anunciou a existência de um programa do Departamento de Defesa que operava com orçamento "22 milhões" entre 2007 e 2012 - e continua hoje, não oficialmente - para investigar "ameaças aeroespaciais" avançado ". 
Embora em países como a Bélgica, a China, França, Inglaterra, Rússia, Argentina, Chile e o Peru, existem agências estatais dedicadas à análise de "fenômenos aéreos anômalos", até agora os Estados Unidos se recusavam a admitir o seguimento desta questão.
Desde 1947, o ano em que um ovni caiu em Roswell, no Novo México, e de acordo com os conspiradores, o governo dos EUA recuperou alguns dos seus restos, bem como os corpos de vários extraterrestres, o número de avistamentos nesse país disparou. 

Embora, de acordo com o psicanalista Carl Jung, os OVNIs desempenharam um papel mitológico que ajudaram a gerir o estresse causado pela guerra fria, a Força Aérea os investigou sistematicamente entre 1952 e 1969 através do projeto Blue Book. 
No início de 2017, a CIA colocou em linha quase um milhão de documentos de avistamentos e experimentos psíquicos realizados entre os anos 40 e 90 que indicam que a coisa não terminou e que cerca de 20% dos ovnis relatados não poderiam ser explicados.

Além de entidades como a Mufon (Mutual UFO Network), em que investigadores de 43 países rastreiam avistamentos relatados em todo o mundo, foi criado recentemente pela Academia de Artes e Ciências (TTS / AAS) - que inclui oficiais militares e civis de alto nível, incluindo o ex-oficial encarregado do programa de defesa acima mencionado - sob a premissa de que "há informações credíveis suficientes que fenômenos aéreos anômalos usam tecnologias exóticas que poderiam revolucionar a experiência humana". 
Para a amostra, vídeos de encontros entre navios e aeronaves, com ovnis confirmam a existência de capacidades tecnológicas previamente desconhecidas.

Não saber a origem de um objeto voador não é equivalente a verificar se ele vem de outro planeta ou galáxia. 
Na verdade, a evidência científica a este respeito continua discutível, confirmando a validade do paradoxo de Fermi. 
No entanto, acreditar que os seres humanos são a única forma de vida inteligente em um universo povoado por bilhões e bilhões de mundos - diz-se que haveria 100 planetas análogos à Terra para cada grão de areia que existe na sua superfície - não é apenas ilógico, mas reflete a dimensão perturbadora de nossa ilusão (para não dizer delusão) de superioridade como espécie.

Independentemente das convicções de cada pessoa sobre OVNIs e extraterrestres, há lições a serem aprendidas. 

Entre os mais importantes, nossa existência na Terra poderia ser mais gentil se aprendemos a não ridicularizar, demonizar ou ameaçar tudo o que não entendemos ou não compartilhamos.

Fonte

domingo, 24 de dezembro de 2017

Cientistas, pilotos e testemunhas apelam a reabertura de investigação sobre os OVNIs


Pilotos militares e civis, testemunhas de objectos voadores não identificados (OVNI) e cientistas apelaram, nos Estados Unidos, para que o país reabra oficialmente a investigação sobre o fenómeno, abandonada há cerca de 40 anos.

"Desejamos que o governo norte-americano pare de perpetuar o mito segundo o qual há uma explicação terra a terra e convencional de todos os fenómenos OVNI. O nosso país deve reabrir a investigação oficial que abandonou em 1969", declarou, numa conferência de imprensa em Washington, Fife Symington, antigo governador do Estado do Arizona e ex-piloto da Força Aérea dos EUA, que alega ter testemunhado um objecto voador não identificado em 1997.

O apelo foi assinado por um grupo internacional de 19 pilotos, cientistas e responsáveis políticos, dos quais a maioria se deslocou à capital norte-americana para partilhar publicamente os seus "contactos" com os OVNI.
"Cremos que, por razões de segurança nacional e aérea, cada país deveria esforçar-se por identificar qualquer objecto a circular no espaço aéreo", sublinharam as personalidades na declaração pública.

Entre as personalidades contam-se um piloto reformado da companhia Air France, que diz ter-se cruzado em 1994 com um "enorme disco voador" durante um voo Nice-Londres, um piloto-caça iraniano que conta ter tentado em vão atacar um OVNI em 1976 e um antigo responsável das autoridades norte-americanas da aviação acivil, ao qual lhe foi confiscada uma investigação sobre os OVNI e recuperada no Alasca em 1987.

RTP Notícias

Em 2004 jovens não dormiam para registar OVNI sobre a região de Abrantes

Um jovem militar de transmissões de Abrantes quase não dorme desde a madrugada de domingo.
Ricardo Barradas, de 19 anos, acredita genuinamente que avistou e filmou, durante 10 minutos, um OVNI (Objecto Voador Não Identificado) a pairar sobre a cidade.

A sua irmã, Sónia Machado, de 22 anos, estudante, e o marido, Nuno Machado, de 23, também estudante, crêem no mesmo fenómeno, que observaram pelas 03h00 de domingo, durante 25 minutos.
O jovem militar enviou um ‘e--mail’ à NASA, a agência espacial americana, a contar o que viu: um círculo de luz enorme, que parecia ter uma grande fonte de energia no centro, que se expandia e gerava diversas cores, com predominância para o verde e azul.

FORÇA AÉREA DESCONHECE

O que Ricardo Barradas e os familiares mais estranharam foi o facto de o círculo não ser perfeito e apresentar-se cortado na parte inferior por uma linha recta. Os jovens ainda não conseguiram encontrar uma explicação para o sucedido e a cassete com o registo do alegado OVNI não foi até agora entregue, oficialmente, a qualquer autoridade portuguesa.

No entanto, o coronel Carlos Barbosa, das relações públicas da Força Aérea, garantiu ontem que “não existe qualquer registo radar” na zona e à hora referida pelos observadores.
A verdade, porém, é que o mesmo objecto filmado pelo jovem militar de transmissões terá sido avistado por dezenas de outras pessoas, desde Abrantes até Montargil, passando por Zamora, em Espanha, conforme relatam os telefonemas que tem recebido desde a divulgação do caso.

E é este mistério que não deixa Ricardo Barradas, os familiares e os amigos dormirem desde domingo, devido às longas noites de vigília a olhar as estrelas à espera da repetição do fenómeno, o que ainda não aconteceu.
Até agora o céu apresentou-se, apenas, sempre estrelado e silencioso como na noite do OVNI. 


UMA NOITE MUITO AGITADA

MADRUGADA
Ricardo Barradas deu pelo alegado OVNI quando se levantou para ir à cozinha “beber qualquer coisa”. “Olhei pela janela, vi uma estrela a brilhar muito e estranhei. Por isso, fui buscar a máquina e comecei a filmar na varanda.”
ZOOM DIGITAL
A gravação do objecto foi feita com uma máquina de filmar amadora, com o zoom digital ao máximo (320 vezes), o que pode contribuir para a distorção ou redução acentuada da qualidade de imagem captada, devido à pixelização.
NO CENTRO
O fenómeno parecia estar sobre o centro de Abrantes, no alinhamento das Galerias Camões, “aproximava-se e desaparecia” devido à cintilação e não emitia qualquer som. 
Segundo o autor do filme, “estaria uns 10 metros acima do horizonte”.

CURIOSIDADE

A certa altura, o jovem parou de filmar, acordou a irmã e o cunhado e viram o OVNI durante 25 minutos. 
Depois foram deitar-se, sem ligar muito ao assunto. 
O mistério só ganhou forma no dia seguinte, ao verem o filme.

CM 2004 

OVNI em Pedrógão Grande deixou marcas no solo

Pedrógão Grande, 1995

Em Fevereiro de 1995, na localidade de Poço Negro, perto de Pedrógão Grande, um homem afirmou ter visto uma esfera luminosa de tons ígneos entre os pinheiros que rodeiam a sua casa.

José Faria, assim se chama, regressava a casa de madrugada quando avistou por entre o referido pinhal «uma bola de luzes, num misto de alaranjado e amarelo forte». Sem nunca ter visto nada semelhante, José Faria deduziu que talvez fosse a Lua e, sem mais explicações, recolheu rapidamente à sua habitação. Contudo, no dia seguinte, pensou melhor e concluiu que o que vira jamais poderia ser a Lua. Mesmo assim, durante cerca de quinze dias, mostrou-se relutante em visitar o local onde havia visto a esfera, numa clareira do pinhal a pouco mais de duzentos metros do pequeno quintal da sua casa.


Finalmente, um dia encheu-se de coragem e, na companhia do seu cão, decidiu-se a investigar o estranho ocorrido naquela madrugada. A princípio, não encontrou nada, mas com a ajuda do seu fiel animal, veio a descobrir uma marca triangular escavada no solo. E logo de seguida, outra. E outra. Depois de chamar a irmã, José Faria encontrou outras dezasseis marcas iguais no solo, todas triangulares e do mesmo tamanho, perfurando o solo entre quatro e dez centímetros.

Em vista de tal descoberta, Faria resolveu comunicar a sua experiência às autoridades locais, ultrapassando o seu medo de «cair no ridículo e de ninguém acreditar». A princípio, foi o que aconteceu, pelo menos até Mário Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, ter visto as marcas com os seus próprios olhos. Ordenou a uma equipa técnica do Município que realizasse um levantamento topográfico da área em questão.

As 19 marcas triangulares achavam-se dispostas numa configuração oval, com 12 metros de comprimento por 11,5 de largura. Quanto aos triângulos, estes não tinham uma superfície regular, mas sim composta por pequenos losangos em redor das arestas. Ainda no interior da oval desenhada pelas marcas de supostos trens de aterragem, toda a vegetação foi derrubada. Na área circundante, dois pinheiros ficaram completamente calcinados, encontrando-se a dois metros das árvores várias agulhas queimadas e cobertas por um líquido estranho que seguiu para análise.

A APPO (Associação Portuguesa de Pesquisa OVNI) encontrou-se no local para observação dos indícios e recolha de moldes de gesso das marcas triangulares. Segundo eles, as marcas não poderiam ter sido deixadas por um objecto com peso inferior a três toneladas.
Maria José, uma vizinha afastada de José Faria, afirma ter visto um clarão no pinhal na noite da ocorrência, e um indivíduo da localidade de Sertã garantiu ao presidente ter visto luzes estranhas, tendo inclusive uma gravação do acontecimento.
Para concluir, o semanário "O Independente", que publicou um artigo referente a este caso na sua edição de 13 de Abril de 1995, contactou a Força Aérea Portuguesa, disposto a lançar alguma luz sobre os acontecimentos. 
De acordo com os responsáveis pelo controlo do tráfego aéreo, não foi detectado qualquer voo não-identificado no espaço aéreo português.

Fonte: "O Independente".
Data: 13 de Abril de 1995.

Abaixo carta croqui, realizada pelo Presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande na época.


Qualquer informação adicional queira nos informar através do e-mail: 'ufo_portugal@sapo.pt'