
1. Dom Virgilio… ¿Quantos anos leva você nestes temas?R: (Rri…) Desde o ano 1956. Estudava a carreira de Direito na Universidade de Havana. Uma manhã como às 10 hrs., vi alguns estudantes olhando para acima, tinham nuvens igual que hoje, e eu vi uma luz baixo a nuvem e pensei nesse momento que era uma luz dessas de bengala. Não lhe fiz caso. Ao outro dia uma jornal de segunda classe dizia: “Platillo Volador sobre Havana ” e então disse-me, o que eu ví foi um platillo volador ou foi uma luz estranha de bengala… e ali começou minha curiosidade.
Naquela época a revista “Bohemia” saía semanal e de vez em quando traduziam escritos sobre o fenómeno Ovni do inglês e do francês. Aime Michel, conheci-o por esses escritos ao espanhol, e muitas vezes punham boas reportagens sobre estes ufólogos daquela época
Lembrança que no ano 1958, uma companhia de cerveja fez uma espécie platillo volador e o coloco num parque da estrada que ia ao aeroporto, nessa promoção não disseram nada, o aparelho emitia luzes e sons estranhos, foi até a televisão, e depois do platillo volador saíram artistas disfarçados de marcianos. As autoridades que não sabiam nada lhos levaram presos apesar de ser o Dia dos Inocentes. Chamava-me a atenção isto, pois já tinha preconceitos por ter lido artigos de Ovnis, foi quando chegue aos Estados Unidos quando vi que tinha interesse de parte de profissionais sobre este assunto.
É aqui quando decidi ir a um Congresso sobre Ovnis em Califórnia, pelos anos 70 creio recordar. Ali conheci a Pedro Ferriz, conheci essa vez alguns ufólogos daquela época que se reuniam na Grande Pedra no deserto de Califórnia. Pareceu-me todo isso um pouco extravagante, iam pessoas disfarçadas de extraterrestres, decian ser de outra geração. Não gosto disso, não tinha nada científico em aquilo.
Ao ter feito contacto com o senhor Pedro Ferriz, ele me convidou a um congresso em Acapulco como palestrante, mas eu lhe disse que não, pois eu não tinha pesquisado nada ainda e que só tinha algumas experiências, mas aceitei o convite de ir a Acapulco e ali sim tinha e conheci pesquisadores sérios, astronautas, conheci a J. Allen Hynek, à gente de CUFOS e a MUFON , também a Fabio Zerpa de Argentina. Foi o congresso que acumulo a todos os pesquisadores mundiais, os bons e os maus, pois tinha de tudo, e eu saque minhas próprias conclusões daquele evento, com quem trabalhar e com quem não. Passado isso, eu me fiz sócio de algumas organizações como CUFOS e a MUFON onde recebia mensalmente suas publicações e também me subscrevi a “Cuadernos de Ufología” de Espanha com Willy Smith. A partir de ali teve um caso de “sequestro” de um cubano em Miami e comecei a indagar, e consegui formar uma equipa de médicos para fazer uma avaliação deste caso, e consegui contactar-me com o Dr Hynek que naquele momento estava em Illinois, ele baixo surpreendido com este indivíduo ao qual eu isolei da imprensa. Hynek estava precisamente tratando de encontrar a esse cubano, e surpreendeu-se quando o chamei e vinho a Miami. Allen Hynek esteve com a família Marti, quem nesse momento tinham uma menina de 12 anos que descrevia o mesmo. Ali foi meu primeiro roce pessoal com Hynek.
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Estive com o IPRI peruano até que morreu seu primeiro director e comecei com Hynek a ir aos congressos dos EEUU, ele me foi ensinando como pesquisar porque nesses anos não tinha livros que ensinarão nada, não tinha metodología… Hynek me foi ensinando o bom e o mau das investigações, como fazer investigação de campo, como recolher evidências físicas, Nos reuníamos em casa de Willy Smith cerca de Orlando e as perguntas minhas eram constantes. Eu aprendi quase tudo dele, o vamos dizer…. O foi minha guia e maestro. Aprendi a eliminar caso que não tinham base científica, que não serviam para a ciência ainda que fossem bons a primeira vista mas não podiam ser bem estudados, como recopilar dados para que os estudos científicos pudessem desenvolver programas para estudar o fenómeno…ainda estamos em isso, não cabe dúvida.2. ¿Onde ficaram os arquivos de J. Allen Hynek?R: O arquivo combino-se com sua esposa, mas dantes de morrer Willy Smith esteve em sua casa. Eu não quis ir a sua casa nos últimos tempos. Hynek já não podia falar e quando o chamava, era eu o que falava e ele não podia me contestar, isso me afecto muito a mim pessoalmente. Após uma amizade tão longa, compartilhando congressos, charlas, hotéis, etc... afecto-me muito… após uma operação e a quimioterapia que se lhe aplicava ele não podia nem falar e em coisa de cinco ou seis meses se foi indo. Sua esposa chamava-me pára que lhe falasse mas era muito doloroso saber que não podia se expressar. Sei que Willy Smith se levou parte de seu arquivo por oferecimento dele, mas lhe deu muita pena o pegar tudo, mas se se levo todo seu arquivo de diapositivas em cores mas de 1200 fotografias privadas de suas investigações. Este material teve-o Willy Smith até que morreu em Junho do 2006. Anteriormente a isso, ele me disse que não queria que esse material de Hynek se perdesse, pois sua esposa não estava interessada neste tema, e me disse te combina com este material. Deu-me umas 14 caixas as quais tinham umas 100 diapositivas aproximadamente. Ultimamente eu comecei a cooperar com o pesquisador espanhol J.J. Benítez Eu conhecia a J.J. Benítez pelo assunto Varginha em Brasil, onde o criticaram muito, quando ele passo por Miami. Willy Smith, eu e alguns mais do centro (Miami Ufo Center) lhe convidamos a comer a um restaurante e ele muito abertamente nos mostrou seu cuaderno de bitácora de campo e nos explicou suas investigações. Ensino-nos mais de 100 fotografias sacadas de sua investigação em Brasil e explicou-nos como faz suas investigações de campo. Pessoalmente impressionou-me muito, ademais ofereceu-nos o material que quiséssemos. Eu sei que muitos criticam a J.J. Benítez mas o que me impressionou foi seu metodología de trabalho, como faz suas investigações, não suas teorias, nem resultados, nem sua maneira de pensar. Eu discrepo com ele, mas sua maneira de pesquisar me impressionou, mais se vai aos lugares e pesquisa a fundo… agora o desenvolvimento de suas teorias eu posso discrepar, mas sua valia esta que pesquisa em terreno.Seguramente as diapositivas sairão na página Site de J.J. Benítez (1) com a premura que as diapositivas não percam cor. Possivelmente, isto será para um aniversário da morte de Hynek, e lembrámos uma colaboração mútua para seus próximos livros que tratará de assuntos militares e Ovnis onde eu contribuir-lhe-ei alguns casos que tenho em estudos e que pertencem ao âmbito dos EEUU.Repito, a aplicação do fenómeno por parte deste escritor e pesquisador, eu não creio todo o que escreve, os Cavalos de Troya e isso para meu é aparte. Eu estou na ufología, valorizo que estuda e vai aos lugares a pesquisar. É muito criticado por alguns, mas há ufólogos que nunca fizeram investigação de campo ¿Como vão criticar a uma pessoa que se desloca, ocupa seu tempo com todo o que isso implica?Esses críticos são geralmente os ufólogos de hoje em dia, chamados de biblioteca, e como dizia Pedro Ferriz são “polillas de bibliotecas”, mas que não contribuem nada ao fenómeno. Só põem em Internet notícias de jornais de jornalistas que não são ufólogos, nem entendem muito destas matérias. Internet acabou com as organizações americanas pelos custos que significa fazer boletins e transmitir informação em forma escrita aos subscritores e interessados na ufología séria, essa é a parte negativa, mas a parte positiva é que os contactos agora são rápidos e ao minuto. O que há que saber hoje em dia, é pegar a palha e deixar o demais… essa é a finque principal3. Dom Virgilio ¿Em que situação actual estão as organizações americanas de antanho que estudavam o fenómeno Ovni?R: Contar-te-ei… que quando ocorreu o caso Gulf Greeze (2) que pesquisamos Willy Smith e eu, sobretudo meu amigo Willy Smith que vivia em Orlando cerca de Gulf Breeze, na parte norte de Flórida, ele foi um dos primeiros pesquisadores em chegar a pesquisar o caso. Também já tinha nesse momento dois pesquisadores da MUFON. Este homem, Edward, num dia num restaurant cenando com Willy Smith e os dois pesquisadores da MUFON … Willy mencionou que não tinha claro isto das fotografias, que sacaram com a luz, a nave e essas coisas, pensava que essas fotografias eram muito estranhas e que eram mentiras. Ao dia seguinte quando foram à casa da testemunha Willy Smith junto aos dois pesquisadores da MUFON , este senhor lhe botó (3) da casa… não lhe deixo entrar… por que não cria em sua maneira de pensar. Este é o ponto quando Willy Smith pensou, aqui há algo escuro, pois se a testemunha fosse honesta deixá-lo-ia entrar a sua casa, sem importar que pensasse diferente, pois o comentário de sua dúvida não foi realizado em forma oficial, senão se realizou em decorrência de uma comida, um simples comentário de suas dúvidas, e ao outro dia se lhe impediu entrar à casa da testemunha de nome Edward.

Boletim da MUFON e Jornal local informando sobre a maqueta encontrada em casa de protagonista do caso Gulf Breeze
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Aqui se enredo a coisa… começou-se a sacar dados e pesquisar as fotos e comprovou-se que eram fraudulentas, era uma maqueta, inclusive se encontrou a maqueta ao cabo de dois anos. A testemunha dizia que a fotografia da câmara Polaroid não podia ser duplicada, mas ele sabia como fazer duplicados destas fotos com esta câmara. Em Halloween, no dia das bruxas, ele era conhecido e seus filhos que fotografava a cães e animais, e depois às pessoas fotografadas lhes dizia que se lhe tinha aparecido uma bruxa ou um cão na imagem sacada... ou seja ele sabia fazer duplas exposições com aquela câmara, que ele mesmo dizia ao princípio que não se podia fazer duplas exposições.Este é só um dado… um só. Ali dividiu-se a ufología americana.A MUFON começou a verificar e fazer uma reinvestigación para saber se tinha ou não fraude no Caso Gulf Greeze. Um casal de pesquisadores da MUFON , que não recordo seus nomes, informaram à MUFON , a seu Presidente daquele então Walter Andrus, que as foto eram não legitimas, eram uma fraude. Automaticamente, Walter Andrus os botó ( 4) da MUFON. Todos os que estavam na contramão dizendo que era fraude o botaron da MUFON. ¿Quais eram as razões?Entre as coisas que pesquisou Willy Smith é que as assinaturas da MUFON , que é uma instituição “Non-Profit” - não especula com dinheiro - pois aqui nos EEUU há uma Lei que a fim de ano se deve apresentar os documentos de entradas e saídas aos subscritores de como se uso esse dinheiro. A cada ano deve emitir um estado que seja equivalente das contas registadas. Determinou-se que no último ano de Gulf Breeze teve 84.000 dólares de ganhos, ou seja que a MUFON , Walter Andrus pensando na parte económica e dizendo que o caso era verdade, as assinaturas subiram quase a um triplo. Isto esta em papel… pois a fim de ano se deve dar à publicidade. Outra coisa… quem primeiro disse que as fotografias eram uma fraude foi um jornalista do “Miami Herald”, que não era ufólogo. Ficou nas páginas deste jornal o que digo, e foi a primeira bandeira vermelha que salio mencionada.Por outra parte, encontraram-se testemunhas, rapazs que tinham servido a ele (a Edward Walter) não só para fazer os duplicados da fotografia, senão um que aguentava um poste de plástico pintado de negro acima com o modelo, se punha uma linterna embaixo do poste e se alumiava o modelo… mas ao cabo dos anos se vendeu a casa, e os novos donos quiseram pôr “insolación” na cobertura e ali se encontrou a maqueta do “platillo volador”, tinham esquecido a maqueta na mudança.
Algumas das controvertidas fotos do Caso Gulf Breeze e a portada do best-seller publicado por Edward Walter com respeito a este tema.
Outra coisa que motivou a divisão foi o assunto de Bruce Maccabee Leste é um técnico da Marinha dos EEUU que fazia estudos oculares dos objectos volantes e trabalhava para a MUFON : Este atestiguo no livro que se publicou que era verdade… que o objecto era real. O assunto foi que ele recebeu 20.000 dólares de antecipo por parte da companhia que editou o livro, e que deu primeiramente à casa que tem hoje em dia… e depois lhe prometeram um tanto por cento dos ganhos que tivesse o livro. A companhia que realizou o livro precisava alguém cientista que avalara o que dizia Ed, a testemunha. Ou seja teve dinheiro por aí… (5 ) De lá para cá…. a ufología americana dividiram-se.
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Estamos a ver agora, a CUFOs o centro de investigação de Ovnis que creio J. Allen Hynek agora vai fechar, por não ter assinaturas. A MUFON no outro ano retiro-se… o filho ocupo-se um pouco tempo da MUFON e agora os arquivos estão na garagem de uma casa. Há uma listagem em inglês o “UFO UpDates” editado em Canadá, que recebe muita informação desde Inglaterra, mas não há mais nada….Mas… há um balanço, notei ultimamente algo muito interessante, que há científicos que não são ufólogos, que não pertencem a nenhuma organização, não têm contacto com nada de ufología, mas que, estão aparentemente recabando estes dados que temos recopilado no tempo e estão a desenvolver teorias futuristas sobre a ciência. Gente que esta nestes momentos nas Universidades e que estão a estudar o aspecto psicológico e sociológico do fenómeno, por exemplo, a transmissão de pensamento, a projecção austral, as nuvens negras que se descobriram recentemente no espaço, em fim… coisas assim. Um professor de física de Nova York que se gradúo em Harvard sacou um livro sobre os mundos paralelos, se lhe critico muito mas já hoje em dia se esta aceitando falar destas teorias abertamente a nível académico….4 . ¿Ou seja as representações que se atribuem certas pessoas em Sudamérica, como representantes da MUFON são ficticias ou eles mesmo se autodenominan?R: Sim, são títulos que se dão eles mesmos suponho… já não fica nada disso. Eu mesmo fui representante da MUFON para toda Centroamérica quando existiam estes agrupamentos e estavam activas, mas hoje em dia não têm nem sequer subscritores. A gente não é tonta, se saem notas de pesquisadores sérios que dizem que Gulf Breeze foi uma fraude e esta organização não o quer admitir por seus interesses, e se ajustaram a que era verdade e não publicaram nunca uma nota na contramão ou desmentido. Só ficou uma “piña” ou um grupitro que se repartem os benefícios baixo um mesmo interesse. O mesmo passa nas revistas de Espanha, isso tu o sabes muito bem, Eu enviei artigos porque mo têm pedido e me põem uma nota minúscula como notícia e ponto, são verdadeiras “seitas de amigos” me ocorreu a meu com a revista “Para além”5. Insisto, ou seja… ¿Estes “representantes” de diferentes países não têm nenhuma conexão com a MUFON clássica, de anos atrás?R: Aquela já não existe. Não há nenhuma conexão. Aclaró… que é meu ponto de vista, posso estar equivocado. A Verdade absoluta não existe, é minha maneira de pensar.6. Amigo Virgilio, estes caminhos da ufología levaram-no a você a caminhos incríveis, como por exemplo, pesquisar factos relacionados com o denominado “chupacabras”. A estas alturas… ¿Chegou a alguma conclusão em concreto?R: Hynek ensinou-me a pesquisar todo e me dizia, o fenómeno Ovni tem duas características uma psíquica e uma física, você não pode estudar só uma parte ou senão ficasse trunco de uma pata. Partindo do ponto psíquico aparecem dados conjuntamente com o fenómeno Ovni. Eu pensava que o Chupacabras, quando ocorreu aqui em Miami no ano 1996 que vinha desde Porto Rico, eu o estudei baixo as evidências físicas, não pensava que o fenómeno Ovni estivesse envolvido. Foi no ano 2000 quando após assistir a um Congresso a Capilla do Norte passe a Chile. Dirigi-me a Calama e conheci a um comerciante que vivia em Calama o qual tinha filhos no colégio Montesori, este tinha medo à situação, mas se brindou em me ajudar e me fazer de guia.Note que a diferença que em Miami que só duro um par de meses e se acabou, eu pensava que ia recolher os rastrojos em Chile, mas vi. que o fenómeno continuava e isso permaneceu dois ou mais três anos. Pude obter mais evidências físicas, cabelos, unhas, dentes, que ficavam nas grades onde eram os animais atacados. Obtive impressões também que depois das comparar com as de Miami comprovei que eram totalmente iguais.
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Adaptação e explicação de alguns conceitos utilizados:
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SIGLAS DE AGRUPAMENTOS MENCIONADOS IPRI :
Todos os créditos são do Site http://www.iiee.cl/
Página - (http://www.iiee.cl/e_entrevistas_virgilio_sanchez.html ).
















