domingo, 24 de dezembro de 2017

OVNI em Pedrógão Grande deixou marcas no solo

Pedrógão Grande, 1995

Em Fevereiro de 1995, na localidade de Poço Negro, perto de Pedrógão Grande, um homem afirmou ter visto uma esfera luminosa de tons ígneos entre os pinheiros que rodeiam a sua casa.

José Faria, assim se chama, regressava a casa de madrugada quando avistou por entre o referido pinhal «uma bola de luzes, num misto de alaranjado e amarelo forte». Sem nunca ter visto nada semelhante, José Faria deduziu que talvez fosse a Lua e, sem mais explicações, recolheu rapidamente à sua habitação. Contudo, no dia seguinte, pensou melhor e concluiu que o que vira jamais poderia ser a Lua. Mesmo assim, durante cerca de quinze dias, mostrou-se relutante em visitar o local onde havia visto a esfera, numa clareira do pinhal a pouco mais de duzentos metros do pequeno quintal da sua casa.

Finalmente, um dia encheu-se de coragem e, na companhia do seu cão, decidiu-se a investigar o estranho ocorrido naquela madrugada. A princípio, não encontrou nada, mas com a ajuda do seu fiel animal, veio a descobrir uma marca triangular escavada no solo. E logo de seguida, outra. E outra. Depois de chamar a irmã, José Faria encontrou outras dezasseis marcas iguais no solo, todas triangulares e do mesmo tamanho, perfurando o solo entre quatro e dez centímetros.

Em vista de tal descoberta, Faria resolveu comunicar a sua experiência às autoridades locais, ultrapassando o seu medo de «cair no ridículo e de ninguém acreditar». A princípio, foi o que aconteceu, pelo menos até Mário Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, ter visto as marcas com os seus próprios olhos. Ordenou a uma equipa técnica do Município que realizasse um levantamento topográfico da área em questão.

As 19 marcas triangulares achavam-se dispostas numa configuração oval, com 12 metros de comprimento por 11,5 de largura. Quanto aos triângulos, estes não tinham uma superfície regular, mas sim composta por pequenos losangos em redor das arestas. Ainda no interior da oval desenhada pelas marcas de supostos trens de aterragem, toda a vegetação foi derrubada. Na área circundante, dois pinheiros ficaram completamente calcinados, encontrando-se a dois metros das árvores várias agulhas queimadas e cobertas por um líquido estranho que seguiu para análise.

A APPO (Associação Portuguesa de Pesquisa OVNI) encontrou-se no local para observação dos indícios e recolha de moldes de gesso das marcas triangulares. Segundo eles, as marcas não poderiam ter sido deixadas por um objecto com peso inferior a três toneladas.
Maria José, uma vizinha afastada de José Faria, afirma ter visto um clarão no pinhal na noite da ocorrência, e um indivíduo da localidade de Sertã garantiu ao presidente ter visto luzes estranhas, tendo inclusive uma gravação do acontecimento.
Para concluir, o semanário "O Independente", que publicou um artigo referente a este caso na sua edição de 13 de Abril de 1995, contactou a Força Aérea Portuguesa, disposto a lançar alguma luz sobre os acontecimentos. 
De acordo com os responsáveis pelo controlo do tráfego aéreo, não foi detectado qualquer voo não-identificado no espaço aéreo português.

Fonte: "O Independente".
Data: 13 de Abril de 1995.

Qualquer informação adicional queira nos informar através do e-mail: 'ufo_portugal@sapo.pt'

6 comentários:

  1. Será que as testemunhas não foram vítimas dos últimos incêndios!
    Desconhecia por completo esta situação.

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  2. Segundo entendi a APO esteve no local a recolher amostras.
    Aguardar informações do Sr. Luís Aparício 😉

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    1. Acho que em 1995 era outra APPO, pois esta só existe a partir de 2004.

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  3. Após estes anos todos duvido que consigam alguma coisa.

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