sexta-feira, 13 de março de 2015

A arrogância perante o desconhecido


Pouca gente conhece, ou sequer deu-se ao trabalho de ler os vários estudos feitos sobre o fenómeno ovni, no entanto, uma grande parte das pessoas tem uma opinião negativa e de descrença.

Texto de Francisco Mourão Corrêa. - O ser humano tem uma tendência inegável para a arrogância, bem espelhada em diversas reacções do dia-a-dia, seja porque "eu sou o melhor...", "a minha equipa de futebol é a melhor...", "a minha religião é a verdadeira...", entre muitos outros exemplos que todos conhecemos.

Mas se quisermos acreditar que este tipo de comportamento está mais presente no comum dos mortais, estamos enganados.
Também no meio científico, a arrogância por vezes impera, principalmente no surgimento de novas teorias/descobertas que venham desafiar o paradigma corrente.

Assim foi com a teoria do heliocentrismo de Nicolau Copérnico, seguido por Giordano Bruno e Galileu Galilei. Todos sofreram de alguma forma com o cepticismo da comunidade científica e religiosa da altura.

Mas outros casos mais recentes, envolvem figuras de relevo, que sendo cépticos face às grandes inovações tecnológicas, proferiram afirmações que são um excelente exemplo de como o nível da arrogância é, muitas vezes, equivalente ao mesmo nível de ignorância.

Eis alguns exemplos:

"Máquinas voadoras mais pesadas que o ar, são impossíveis!" ; "os Raio-X provar-se-ão ser uma fraude" - Lord Kelvin (William Thompson - 1824-1907), Matemático e Físico, Presidente da Royal Society (Academia de Ciências Britânica);

"Máquinas mais pesadas que o ar, é insignificante e pouco prático, se não mesmo impossível" - Simon Newcomb (1835-1909), Astrónomo e Matemático;

"Um foguetão jamais conseguirá sair da atmosfera terrestre" - New York Times, 1936;

Entretanto, no plano astronómico, afirmava-se que o nosso sistema solar tinha características únicas no Universo, e que planetas fora deste sistema seriam algo muito pouco provável de existir.

Na década de 90 (sec. XX) detectam-se os primeiros planetas extra-solares, gigantes gasosos, os quais se considerava serem raros e, pelas suas características, difíceis de albergar vida sob que forma fosse.

Os anos vão passando, entra-se no novo milénio, e mais planetas vão sendo descobertos ao ponto de se começar a aceitar a ideia de que grande parte das estrelas possuiria planetas gigantes na sua órbita.

Hoje, no corrente ano de 2015, com milhares de planetas entretanto descobertos, a comunidade científica reconhece que, afinal, os planetas são algo comum no Universo, que a maioria das estrelas possui diversos planetas em órbita e que alguns destes poderão ter condições ideais para a existência de vida.

Este seguimento de exemplos, dá uma ideia ao leitor de como algo considerado rídículo e impossível, mais tarde ou mais cedo acaba por ser reconhecido como facto real.

Há duas áreas de estudo, que sofrem bastante com o estigma do cepticismo, negação e ridicularização: a Ovnilogia e a Exopolítica.

A Ovnilogia estuda os objectos voadores não identificados e a sua relação com a hipótese extraterrestre.

A Exopolítica, é uma disciplina dentro das ciências sociais, que estuda as implicações sócio-político-religiosas da vida extraterrestre. (ver quadro)

Pouca gente conhece, ou sequer deu-se ao trabalho de ler os vários estudos feitos sobre o fenómeno ovni, no entanto, uma grande parte das pessoas tem uma opinião negativa e de descrença, talvez fruto do seu desconhecimento e do contágio pelos vários mitos veiculados pela imprensa.

Dou aqui relevância a 6 desses estudos, cujas conclusões são capazes de surpreender muita gente: "Projecto Blue Book", Força Aérea US (EUA, 1952-1970), "Evidências Ovni ", Comissão Nacional de Investigação de Fenómenos Aéreos (EUA, 1964), "Simpósio sobre Discos Voadores", Audiência na Comissão de Ciência e Astronáutica, na Câmara dos Representantes (EUA, 1968), "Estudo Científico sobre Objectos Voadores Não Identificados", Universidade do Colorado (EUA, 1969), "A Experiência Ovni, Um estudo científico", Universidade de Northwestern (EUA, 1972), "Relatório Cometa - Ovnis e a Defesa: Para que nos devemos preparar?", Instituto de Estudos Avançados para a Defesa Nacional (França, 1999).

Dos milhares de casos analisados nestes estudos, depois de serem eliminadas as hipóteses de balões meteorológicos, fenómenos atmosféricos/astronómicos, aviões, alucinações/ilusões, problemas psicológicos, encontramos uma média de cerca de 20% (não são 3% nem 5% como alguma imprensa insiste em referir) de casos classificados como DESCONHECIDO (pelas suas características, comportamento, velocidade, etc), e para os quais a hipótese extraterrestre ganha mais força.

Negar que algo se passa é ter o mesmo tipo de comportamento referido nos exemplos acima indicados. Menosprezar a importância de se fazerem mais estudos, é como querer esconder algo que tem demasiadas consequências para o futuro da humanidade.

Estaremos pois arrogantemente sós no Universo ou, quem sabe, inseridos numa comunidade cósmica sem o saber?

http://p3.publico.pt

17 comentários:

  1. Sou apaixonado e curioso pelo fenómeno OVNI desde que me conheço. Um fenómeno que necessita de bom senso e avaliação científica. Mas depois de incursões por várias associações, tive noção da religiosidade e fantasia religiosa que se passa neste meio, o que me fez sair... Claro que existe vida por todo o lado no universo, afinal somos todos feitos do mesmo (e não vale a pena explicar muito este conceito)... Dado adquirido na possibilidade infinita de vida pelo universo, considerada por nos inteligente ou não, e sendo isso ponto assente pelo bom senso... A credibilidade das afirmações deve ser científica,... sou pelo método científico, que luta contra a crença... Provas por favor... Não crenças... E quanto à exopolitica, temos um grande problema pela sua credibilidade cosmológica, que é termos uma unica perpectiva...a moral humana...o que é péssimo...

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    1. Evidentemente, devemos tratar este e outros temas com bom senso, prudência, e avaliação científica, não consigo estar em desacordo quanto a isso. No entanto, devemos também não esquecer que a ciência não nos dá verdades perfeitas, portanto qualquer teoria está sempre sujeita a ser abandonada e substituída por outra. A ciência constrói modelos e esses modelos não são a realidade mas sim interpretações dessa realidade, e será sempre difícil ter a certeza absoluta de alguma coisa, por isso costumasse dizer que não existem provas na ciência, as provas ficam para a matemática, por exemplo. Se a palavra prova significa uma verdade completamente objectiva e absoluta, então não se aplica neste caso. Evidências sim aplicam-se. As teorias podem ser vistas como hipóteses que ainda não foram refutadas.

      Também é importante referir que a comunidade cientifica, constituída por seres humanos, está sujeita às dinâmicas de grupo,pressões, convenções, e isso influencia muita coisa. Muitas vezes acontece que as anomalias são sistematicamente descartadas porque simplesmente não encaixam no paradigma dominante, até que um dia a mudança é inevitável...

      Outro aspecto importante é saber que a negação de algo, por si só, constitui também uma forma de crença! Não devemos confundir cepticismo com negação dogmática.

      Concordo que misturar o fenómeno OVNI com outros assuntos, designados religiosos ou não, pode tornar as coisas mais confusas, mas penso que é sempre importante manter a mente aberta, sem deixar de ser prudente na abordagem. Nem todas as crenças têm de ser necessariamente falsas, a não ser que consigamos provar o contrário. Por isso, nem tudo aquilo que é religioso, esotérico, tem de ser obrigatoriamente falso.

      Para além disso, se adoptarmos uma postura 100% cientificista, talvez não seja bom, porque estaremos a eliminar muitas coisas importantes. O fenómeno OVNI, assim como outras coisas, deve ser estudado numa perspectiva multidisciplinar, devido às suas características próprias, ou seja, não se trata de excluir as ciências naturais, mas sim integrá-las juntamente com outras áreas do conhecimento, para assim termos uma perspectiva mais completa do fenómeno. Devemos usar todas as ferramentas à nossa disposição, quer sejam provenientes das ciências naturais ou não. A Ovnilogia não é uma ciência natural, ela assemelha-se a uma investigação criminal e policial, e, assim como esta, também faz uso das ferramentas cientificas, mas não de forma exclusiva. Volto a dizer, não nos podemos esquecer das outras áreas de conhecimento humano, ciências humanas, etc. Tudo é importante, porque o que queremos é perceber melhor as coisas.

      Quanto à moral humana, eu prefiro chamar-lhe ética, porque deve ter uma fundamentação e não depender de tradições e aspectos culturais rigidamente estabelecidos e que não admitem qualquer reflexão ou discussão.

      Quanto à ética de alguns desses visitantes, se tivermos em conta o seu comportamento durante as visitas realizadas às bases de misseis nucleares, então podemos concluir que em certos aspectos essa ética não diverge muito daquela partilhada por alguns de nós.

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  2. O ser humano ao lidar com o desconhecido, se transforma arrogante.
    Não consegue apresentar justificações satisfatórias, o mesmo ocorre com a ciência onde são apresentadas explicações que em nada condizem com a verdade.
    A ciência em si, nem sempre tem as respostas para tudo acabando por apresentar argumentos que não são os desejados.

    Já passei por casos muito engraçados onde ouvi todo o tipo de resposta lol

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    1. Nuno, só mais uma coisa que gostaria de partilhar e acrescentar: Não existe um método científico, no sentido em que não há uma única forma de construir teorias e fazer ciência ou construir conhecimento. As coisas muitas vezes não começam com grandes observações… O método científico não é um conjunto de passos rígidos, não funciona como se fosse uma receita culinária. Muita coisa começa com ideias criativas, intuições que nos invadem a mente, etc. Em certo sentido, a ciência não é muito diferente de outras coisas, tem também o seu lado misterioso (embora alguns não concordem com esta designação).

      Quanto ao resto, não podemos esquecer que a ciência não é um exercício totalmente neutro e livre, como algumas pessoas talvez possam pensar, existem mais factores aqui envolvidos, como já referi anteriormente de forma leve.

      Outro grande problema é que a Ovnilogia não é uma ciência natural, e por isso será sempre de certa forma incompreendida, porque, para muitas pessoas que assumem posturas estritamente cientificistas, o testemunho, o depoimento, tenha a credibilidade que tenha, nunca será valorizado, não conta para nada, é que é mesmo assim. Embora eu saiba que há muita gente ligada ao mundo cientifico (e académico) e que não têm tal postura, têm a mente aberta, mas optam, por medo de consequências, não dizerem tudo o que pensam.

      Quanto ao resto da sociedade, vemos muita ignorância e preconceito, embora já haja mais informação hoje em dia. Acredito que não é impossível mudar essa situação, mas, tal como dizia Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito!

      Abraço.

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  3. Não tenho problemas em assumir que acredito em ovnilogia e que vi ovnis, na minha profissão e vida social não me afecta. Também não me afeta o meu ego quando sou ridicularizada, passa-me ao lado. Não precisam de apagar aqui a minha mensagem.

    Cumprimentos

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    1. Olá Marialui,

      Não encontro razões para alguém querer apagar o seu comentário, é apenas a minha opinião.

      Quanto ao resto, já que está perfeitamente à vontade em relação às suas experiências e não teme qualquer tipo de consequências, porque não partilha alguns desses seus avistamentos connosco?

      Cumprimentos

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  5. Olá Holos. Posso fazer aqui um resumo: nasci em Odivelas ao pé do monumento chamado Sr. Roubado, nos anos 70 eu vi um drone pousado por lá ( não parecia deste mundo) para mim isto é um ovni, apesar de eu não o ter visto voar, também neste sítio sempre houve assombrações e casos de Paranormal. O segundo ovni que eu vi, foi no Pinhal Novo: um objecto pequeno e com rastos de uma nuvem brilhante e com movimentos inteligentes( neste caso tinha-se passado vinte anos mais ou menos). Passado 10 anos tive cá em casa assombrações, e de relevo foi só uma noite com algo estranho no tecto: um circulo a movimentar-se nele próprio, Neste ultimo caso penso que pode estar ligado aos ovnis, mas depende de algumas de meus amigos opiniões de que é do Paranormal. Afim acho que uma coisa e outra está ligada.
    Uma curiosidade a meu respeito: Nasci numa casa antiga e assombrada em Odivelas, por onde apareceu o tal ovni: A casa era propriedade de uma pessoa que era familiar de gente que frequentavam a maçonaria Portuguesa. Não acredito em coincidências mas com esta história tão estranha dá-me que pensar.
    Há uns anos para cá faço investigações mas sem sucesso. É a tal coisa procuro provas, mais ou menos para mim, e para os meus amigos.

    Muito Obrigada e Cumprimentos

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  6. Holos, esqueci de ir directo à sua pergunte sobre os avistamentos: Foram dois! Um foi a nuvem brilhante voando a baixa altitude, como fosse manipulada à distância no Pinhal Novo, distrito de Setubal e havia um pequeno objecto( tipo bola de luz) que a fazia movimentar.
    O segundo ovni, penso que foi um encontro de primeiro grau, porque foi próximo de mim a 3 metros de distância, perto do monumento do sr. Roubado, agora a actual estação do metro. Este último é raro, visto que os Ovnis são grandes e visto à distância.
    Peço desculpa alguns erros de escrita, mas é o meu entusiasmo que fala com os meus sentimentos...
    Muito.. e muito Obrigada.

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  7. Poderia nos mandar desenhos e mais detalhes, marialui neto?

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  8. Poderia nos mandar desenhos e mais detalhes, marialui neto?

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  9. Eu mandava uns desenhos de boa vontade...mas entraria fora do tópico e demais. Só posso dizer em relação a este tópico e dar a minha opinião de o porquê haver pessoas que não acreditam e querem provas: Primeiro que tudo tive ao longo da minha vida reacções engraçadas, ex: Muitos diziam que era o diabo, paranormal, ou que era da minha cabeça, já fiz exames não tenho doença, nos olhos apenas um pouco de estigmatismo e uso óculos. A respeito dos meus desenhos eram de uma grande simplicidade ( a arquitectura do drone) e houve demasiadas expectativas de quem queria ver. Só posso dizer que os drones da TVI e RTP, são obsoletos e este respeito, o que eu vi que foi na década de 70 e tal, ultrapassa os drones de agora. Como é que eu tirei prova: tive uma testemunha familiar que viu ao longe, e a esta distancia parecia uma luz branca de lanterna de mão....depois ao perto é que se notava as formas (simples de luz tipo: led). Este meu caso é parecido com o caso do pequeno ovni de Kera do Japão de há muitos anos.
    Também notei que quando partilhava este acontecimento havia reacções de repulsa e medo de quem me ouviu. Portanto o pequeno ovni se não era da Nasa, então não era absolutamente de Portugal , porque naquela época Portugal esteve quase na
    bancarrota e ninguém naquela localidade pobre tinha dinheiro para um instrumento deste.
    Ainda hoje tenho curiosidade, porque na altura era céptica e levei um susto.

    Cumprimentos

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Tentei colocar aqui o link do desenho mas não deu.

    Cumprimentos

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  12. Sou fanática desde criança por Ovnilogia e exopolítica. Sou fã de ovnilogistas Portugueses e até já cheguei a chorar, como os miúdos hoje em dia choram pelos seus ídolos de musica. Gosto muito do Joaquim Fernandes, Nuno Montez da Silveira, Francisco Mourão Correia, Luís Aparício, Fina d'Armada já falecida, Nuno Alves. Cada um ao seu jeito. Por eu admirar os trabalhos e livros destes mestres é que eu não desisto. Ser fã de ovnilogistas é como ser fã de Cristiano Ronaldo.
    Portanto eu acredito. Este gosto pela Ovnilogia já nasce com algumas pessoas, não é qualquer pessoa que gosta de ovnilogia.

    Cumprimentos

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  13. Boas a todos, ha tempos, cerca de meses, enviei meu testemunho como tambem descriçao do local de um avistamento paranormal, mas nao obtive resposta pela parte do Carlos Lopes ou do Rondinelli. Peço que verifiquem se receberam e se ficou registado. Passou-se em Faro a Novembro de 2014. Aguardo resposta. Cumpts

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