segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O ovni que guiou aos Reis Magos

Era um ovni a estrela de Belém?




Sua trajectória aparentemente dirigida tem levado a muitos estudiosos a propor-se a possibilidade de que se tratasse de um aparelho tripulado por seres inteligentes.

Uns sábios têm chegado até um pequeno povo de Palestiniana chamado Belém seguindo um estranho sinal no céu.
É uma primavera cálida do ano IV, ou talvez V, dantes de nossa era, o momento no que se está a escrever uma história que terá um profundo eco durante os próximos 2.000 anos para milhares de milhões de pessoas.
Esses sábios são conscientes de que se encontram ao final de um longo caminho que iniciaram faz mais de três meses em sua longínqua terra de origem, Mesopotamia.
Um caminho que tem estado plagado de dificuldades e de reptos de todo o tipo, mas no que sempre estava clara a direcção para a que deviam marchar.
Tinha algo que desde o céu lhes indicava o caminho: alguns chamá-lo-iam mais tarde estrela, mas outros disseram que era algo diferente, uma dessas luzes que aparecem no céu de vez em quando e que se deslocam através dele.
Uma luz brilhante que lhes indicava para onde tinham que se dirigir, que se movia com eles e que quando deviam parar ficava quieta no céu.
Uma estranha luz que muitos acham que, se tivesse que chamar de alguma maneira, a palavra finque hoje seria ovni.

Luz Inteligente

Esses sábios de Oriente viram desde seus observatórios uma luz estranha que tinha aparecido subitamente no céu e decidiram a seguir.
A cada dia a luz deslocava-se com eles e ao chegar cerca do Mediterráneo se deteve sobre a cidade de Jerusalém.
Ali esses homens sábios falaram com o rei e explicaram-lhe que o motivo de sua viagem era render pleitesía ao novo herdeiro, ao novo rei que acabava de nascer.
Depois os magos seguiram de novo a essa luz que se deslocava pelo céu até que se deteve sobre essa pequena população situada a mal 7 km de Jerusalém.
Era o sinal que sua viagem tinha concluído.
Ali encontrava-se o eleito. “Quando Jesús nasceu em Belém de Judea nos tempos do rei Herodes,
vieram de Oriente a Jerusalém uns magos, dizendo: 'Onde está o rei dos judeus que tem nascido? Porque sua estrela temos visto no Oriente e vimos a adorar-lhe'”.

Estas linhas do Evangelho de Mateo são a primeira referência à estrela de Belém.
Uma alusão que se complementa uns versículos depois quando, depois da entrevista dos magos com o rei Herodes, diz o texto bíblico: “Tenho aqui que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles até que, chegando, se deteve onde estava o Menino.
E ao ver a estrela se regocijaron com um gozo muito grande”.
Que pôde ser essa luz que lhes guiou aparentemente de forma inteligente durante toda sua viagem? São muitas as possíveis respostas que se baralharam: desde alineaciones astrológicas a fenómenos astronómicos fora do comum como meteoritos, estrelas novas ou cometas, passando por espectaculares conjunciones planetarias.
Mas todas essas possibilidades não explicam o estranho comportamento que teve essa singular estrela que guiou aos Magos de Oriente.
Um comportamento que muitos estudiosos não têm duvidado em qualificar de inteligente.
A estrela de Belém não indicou só o caminho que deviam seguir, senão que, o que ainda é mais importante, chegou a se deter em duas ocasiões para assinalar onde tinham que parar: primeiro sobre Jerusalém e depois sobre Belém, onde se encontrava o recém nascido Jesús.
Não há nenhum fenómeno natural que possa justificar este prodígio, e só se se tratasse de algo com um controle inteligente poder-se-ia explicar esse comportamento.
Se admite-se a realidade do relato bíblico, não há nenhuma explicação natural que concorde com a descrição da estrela de Belém.

Hipótese insostentaveis

No imaginario popular a estrela de Belém representa-se como um grande cometa, com sua característica bicha.
Uma imagem que em boa parte se deve ao quadro de Giotto A adoración dos Reis Magos, de 1304, no que aparece sem dúvida como grande cometa.
Na imagem plasmada pelo artista italiano influiu muito provavelmente o brilhante aparecimento só três anos dantes do cometa Halley, um corpo celeste que se acerca à Terra a cada 76 anos.
Há registos de que seu aparecimento no ano 12 a.C. foi realmente espectacular, com um brilho de magnitude 1, comparable ao das estrelas mais brilhantes.
Mas foi um acontecimento que teve lugar anos dantes da época na que nasceu Jesús.
Os astrónomos chineses e seu meticuloso registo de qualquer novidade celeste deixaram constancia do aparecimento de dois cometas na época aproximada na que este vinho ao mundo. Entre março e abril do ano 5 a.C. foi visível um cometa com uma bicha de um tamanho notável no que agora se denomina constelação de Capricornio.
Em abril do ano seguinte registou-se o aparecimento de outro cometa, neste caso na constelação da Águia, ainda que com menor brilho que o do ano anterior.
Foi um cometa a estrela de Belém?
Os cometas são uns astros bem conhecidos e considerados diferentes das estrelas, que é a figura mencionada nos textos evangélicos, e, desde depois, não se param para indicar um lugar concreto.
Ademais, ao tratar-se de corpos localizados fora de nosso planeta sua situação aparente não muda para alguém que se esteja a deslocar por ele.
É impossível que algo assim possa guiar com tanto detalhe, até o ponto de se deter sobre uma pequena aldeia.
O mesmo pode dizer de uma estrela nova, outra das explicações propostas para a estrela de Belém, pois é evidente que a posição aparente de um astro situado a tal distancia de nosso planeta não muda para um viajante, e muito menos se detém sobre um lugar concreto.
Outros fenómenos, como as estrelas fugaces –segundo propôs o conhecido divulgador astronómico britânico Patrick Mooreo os meteoritos, também não parecem ser uma resposta satisfatória.
Trata-se de fenómenos bastante correntes e tão efémeros que resulta difícil pensar que fossem a origem do que viram os Reis Magos.
Uma conjunção de vários planetas, como as que tiveram lugar entre Júpiter e Saturno no ano 7 a.C. também não explica o fenómeno descrito no texto bíblico: são fenómenos fugaces, de mal umas horas de duração, que não poderiam converter na guia de uns viajantes que durante vários meses atravessaram milhares de quilómetros. Ademais, outro detalhe que não convém esquecer é que nessa época as viagens se costumavam realizar de dia, e com a luz do Sol é praticamente impossível ver um cometa ou estrela.
E, desde depois, se tivesse tido alguma nova estrela tão brilhante como para poder ser vista a plena luz, teria sido um espectáculo de tal magnitude que em todo mundo teriam ficado registos escritos desse prodígio.
Mas ninguém, aparte dos magos de Oriente, percebeu nada anómalo no firmamento.

Tradución Español / Portugues

Fonte de infomação MÁS ALLA de la ciência

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